O que a mágica pode ensinar dentro de uma empresa? Meiry Kamia encontrou a resposta unindo palco e Psicologia

Quando uma criança começa a subir ao palco aos 2 anos, é natural imaginar que sua história profissional seguirá pelo caminho do entretenimento.

No caso de Meiry Kamia, porém, a mágica acabou encontrando outro destino. Décadas depois das primeiras apresentações em família, o ilusionismo passou a dividir espaço com Psicologia, comportamento humano, treinamento e desenvolvimento de pessoas.

Essa combinação ajuda a entender por que sua atuação chama atenção no mercado corporativo. Meiry não resolveu simplesmente colocar um número de mágica dentro de uma palestra pronta.

O palco veio antes da formação acadêmica e a Psicologia chegou depois e abriu a possibilidade de utilizar parte daquele repertório artístico para explicar ideias, provocar participação e tornar determinados conceitos mais fáceis de visualizar.

É nesse encontro que sua trajetória começa a conversar com um tema importante para empresas: aprendizagem lúdica nas empresas.

Em vez de tratar o lúdico como distração ou intervalo dentro de um treinamento, o trabalho de Meiry oferece um exemplo de como recursos de palco podem ser incorporados à mensagem quando existe intenção pedagógica por trás deles.

Uma infância cercada por ilusionismo, mas marcada também pela timidez

A relação de Meiry Kamia com a mágica começou dentro de casa. Em entrevista ao Made in Japan, ela contou que o pai se interessou pelo ilusionismo e acabou envolvendo os quatro filhos nos espetáculos da família. Meiry começou a aparecer nos palcos aos 2 anos e, ainda criança, já participava de apresentações sem os pais. (madeinjapan.com.br)

Há um contraste interessante nessa fase da vida. A experiência de palco não significava que ela fosse naturalmente extrovertida. Em participação no Mais Você, Meiry falou sobre a própria timidez e relatou dificuldades que viveu para se relacionar e se expressar. (gshow.globo.com)

Isso torna sua história mais interessante porque desmonta uma ideia bastante comum no ambiente profissional: a de que pessoas que falam bem em público necessariamente nasceram com facilidade para se expor. Palco, comunicação e segurança também são construídos pela experiência, pela repetição e pela capacidade de lidar com o desconforto.

A mágica, por sua vez, deixou de ser apenas uma atividade familiar. O histórico oficial da Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas registra Meiry Kamia em primeiro lugar na categoria Magia Feminina em 1989, durante uma competição da FLASOMA. (flasoma.org)

A conquista marcou uma etapa importante porque ajudou a consolidar um trabalho próprio dentro de uma história artística que havia começado em família.

A Psicologia mudou a função da mágica

A virada profissional veio quando Meiry decidiu estudar Psicologia. Em vez de abandonar o palco, ela começou a perceber que aqueles dois universos poderiam conversar.

Na mesma entrevista ao Made in Japan, Meiry explica que se interessava especialmente por Psicologia Organizacional, treinamento e atividades com grupos.

Ao começar a dar aulas e trabalhar com desenvolvimento de pessoas, passou a introduzir recursos que conhecia desde a infância, entre eles mágicas, histórias, imagens e humor. A intenção não era transformar a aula em espetáculo. O objetivo era impedir que o conteúdo ficasse preso apenas à explicação verbal.

Em determinado momento da entrevista, ela resume essa visão dizendo que “a aula precisa ter mais ou menos o ritmo de um show”.

A frase ajuda a entender sua metodologia. Um show alterna expectativa, pausa, surpresa, participação e resolução. Uma aula ou palestra corporativa pode utilizar alguns desses princípios sem deixar de ser séria.

O problema começa quando treinamento e palestra são tratados como simples transferência de informação. Um especialista pode dominar o assunto e ainda assim perder o público se apresentar tudo da mesma maneira, no mesmo ritmo e sem construir pontos de participação.

No caso de Meiry, o ilusionismo passou a exercer outra função. Em vez de ser o conteúdo principal, tornou-se um recurso para chegar ao conteúdo.

A mágica chama o olhar, mas só ganha valor dentro de uma palestra quando ajuda o público a compreender aquilo que está sendo discutido.

Aprendizagem lúdica nas empresas não é colocar uma brincadeira no treinamento

Existe uma diferença grande entre entreter uma equipe e criar uma experiência de aprendizagem.

Uma dinâmica pode gerar risadas e desaparecer da memória algumas horas depois. Da mesma forma, uma apresentação extremamente técnica pode transmitir muita informação e produzir pouco envolvimento.

O desafio está em aproximar as duas coisas.

Pesquisas sobre aprendizagem experiencial mostram que atividades participativas podem ajudar a conectar conceitos a situações concretas, especialmente quando o participante precisa refletir sobre aquilo que acabou de vivenciar. Isso não significa que qualquer brincadeira melhora automaticamente a aprendizagem.

O resultado depende do desenho da atividade, do objetivo e da ligação entre a experiência e o conceito apresentado. (pmc.ncbi.nlm.nih.gov)

Há também estudos sobre o uso de recursos como teatro em treinamentos corporativos, apontando que formatos vivenciais podem aumentar participação e reflexão quando fazem sentido dentro da proposta educacional. (sciencedirect.com)

Essa cautela é importante porque evita transformar o lúdico numa solução mágica para qualquer problema de treinamento.

No trabalho de Meiry, a mágica aparece associada a temas como liderança, vendas, inteligência emocional, protagonismo, atendimento ao cliente, comportamento e equipes. (meirykamia.com)

Isso muda o papel do número apresentado no palco. Depois do primeiro impacto, a pergunta relevante deixa de ser “como ela fez isso?” e passa a ser “o que essa situação ajuda a perceber sobre o comportamento das pessoas?”.

ASSESSORIA PALESTRAS DE SUCESSO

Ter uma boa história é importante. Apresentá-la com clareza para o mercado corporativo também faz parte do trabalho.

A Assessoria Palestras de Sucesso trabalha conteúdo, presença digital e posicionamento para palestrantes, especialistas, atletas e executivos que desejam fortalecer sua presença diante de empresas, contratantes e organizadores de eventos.


CONHEÇA A ASSESSORIA PALESTRAS DE SUCESSO

Da televisão para as empresas, a lógica permaneceu semelhante

A capacidade de utilizar ilusionismo para conduzir uma conversa também aparece nas participações de Meiry na televisão.

No Mais Você, por exemplo, ela utilizou recursos de mágica enquanto discutia relações profissionais, convivência em grupos e comportamento. O Globoplay mantém registros dessas participações. (globoplay.globo.com)

Em outro momento, no Encontro com Fátima Bernardes, conduziu uma dinâmica relacionada ao trabalho entre familiares. (globoplay.globo.com)

Meiry também marcou presença em programas como Jô Soares, Adriana Galisteu e Eliana durante sua atuação como ilusionista.

Essas experiências ajudam a entender por que sua atuação corporativa não depende apenas do conhecimento acadêmico. Existe uma vivência anterior de palco, tempo, reação do público e construção de expectativa.

Ao levar isso para uma palestra, o recurso artístico pode ajudar a tornar visível aquilo que seria apresentado apenas como conceito.

O ponto mais importante não é o truque, mas aquilo que acontece depois dele

Uma das questões mais difíceis em treinamento corporativo é a distância entre compreender uma ideia e mudar um comportamento.

Um gestor pode conhecer técnicas de feedback e continuar adiando conversas difíceis. Um vendedor pode saber que precisa ouvir mais o cliente e ainda assim falar demais durante uma negociação.

Já um profissional pode conhecer perfeitamente o conceito de inteligência emocional e perder completamente o controle diante de uma situação de pressão. Informação não se transforma automaticamente em ação.

Esse é um dos motivos pelos quais experiências práticas podem ter espaço dentro do desenvolvimento de pessoas. Quando uma situação exige participação, decisão ou reflexão, o conceito deixa de existir apenas no campo abstrato.

Na entrevista de 2014, Meiry comenta justamente a importância de levar conhecimento para o comportamento. Essa visão ajuda a explicar por que seu repertório atual inclui temas como liderança, vendas, inteligência emocional e motivação.

Nesses temas, a mágica pode funcionar como um recurso de linguagem. Ela cria uma situação que o público vê acontecer, reage a ela e depois consegue relacioná-la a uma ideia.

Isso é muito diferente de usar entretenimento apenas para evitar que alguém olhe o celular durante a palestra.

Uma experiência marcante só vale a pena quando continua fazendo sentido depois do evento

Existe uma tentação no mercado de eventos de medir o sucesso de uma palestra apenas pela reação imediata.

Aplausos são importantes. Participação também. Uma plateia animada é melhor do que uma sala indiferente.

Mas uma empresa normalmente espera algo além daquele momento.

O conteúdo precisa deixar alguma coisa que continue circulando depois que o palco é desmontado. Pode ser uma ideia que aparece numa reunião, uma pergunta que muda a forma de olhar para determinada situação ou uma associação que facilita lembrar um conceito quando ele realmente precisa ser utilizado.

É nesse ponto que a trajetória de Meiry Kamia se torna particularmente interessante.

Ela não precisou escolher entre ser ilusionista ou psicóloga. Ao longo da carreira, encontrou uma forma de fazer as duas experiências trabalharem juntas.

Os livros Motivação sem Truques e Pílulas Mágicas para o Sucesso também seguem essa aproximação entre comportamento, desenvolvimento pessoal e linguagem acessível.

O resultado é uma abordagem em que o palco não funciona como decoração para o conhecimento e o conhecimento não precisa apagar a experiência artística.

Essa talvez seja a principal contribuição de sua história para quem pensa em aprendizagem lúdica nas empresas.

Não basta fazer diferente para ser lembrado. É preciso que a diferença ajude o público a compreender melhor aquilo que realmente importa.

MEIRY KAMIA NA PALESTRAS DE SUCESSO

Psicologia, comportamento e ilusionismo se encontram no mesmo palco.

Meiry Kamia leva para empresas uma experiência construída a partir de décadas nos palcos e de sua atuação com comportamento humano, liderança, vendas, inteligência emocional e desenvolvimento de pessoas. Conheça os temas disponíveis e consulte as possibilidades para o seu evento.


CONHEÇA MEIRY KAMIA E CONSULTE DISPONIBILIDADE

FAQ sobre Meiry Kamia e aprendizagem lúdica nas empresas

O que é aprendizagem lúdica nas empresas?

Aprendizagem lúdica nas empresas é o uso planejado de recursos como dinâmicas, jogos, experiências, histórias, encenações ou elementos de entretenimento para apoiar a compreensão de um conteúdo. O objetivo não é apenas divertir, mas criar envolvimento e facilitar a relação entre conceito e prática.

Quem é Meiry Kamia?

Meiry Kamia é psicóloga, palestrante e ilusionista. Sua trajetória começou ainda na infância, em uma família ligada à mágica, e depois se ampliou com formação em Psicologia e atuação em desenvolvimento humano, comportamento, liderança, vendas, motivação e inteligência emocional.

Meiry Kamia usa mágica nas palestras?

Sim. O ilusionismo faz parte de sua linguagem de palco e é utilizado para ilustrar conceitos, criar participação e apoiar discussões sobre comportamento, percepção, comunicação e desenvolvimento profissional.

A mágica substitui o conteúdo da palestra?

Não. No trabalho de Meiry Kamia, a mágica funciona como recurso de comunicação. O conteúdo continua sendo o eixo principal, enquanto o ilusionismo ajuda a transformar ideias abstratas em situações mais visuais e memoráveis.

Quais temas Meiry Kamia aborda em palestras corporativas?

Entre os temas estão liderança, vendas, inteligência emocional, protagonismo, motivação, atendimento ao cliente, comportamento e desenvolvimento de equipes. Os formatos podem variar conforme o perfil do evento e os objetivos da empresa.

Meiry Kamia já participou de programas de televisão?

Sim. Há registros de participações em programas como Mais Você e Encontro com Fátima Bernardes. A própria Meiry também relata passagens por atrações de Jô Soares, Adriana Galisteu e Eliana durante sua trajetória como ilusionista.

Qual a diferença entre uma palestra lúdica e uma palestra apenas motivacional?

Uma palestra lúdica utiliza experiências, recursos visuais e participação como parte da construção do conteúdo. Ela pode ter elementos motivacionais, mas o foco está em fazer o público vivenciar ou visualizar conceitos que depois podem ser relacionados ao ambiente profissional.

Como contratar Meiry Kamia para um evento?

Empresas e organizadores podem conhecer os temas, formatos e consultar disponibilidade na página de Meiry Kamia na Palestras de Sucesso.

Referências e fontes consultadas

  • Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas, FLASOMA. Histórico oficial das competições, com registro de Meiry Kamia em primeiro lugar na categoria Magia Feminina em 1989. Consultar documento
  • Made in Japan. Entrevista com Meiry Kamia sobre infância nos palcos, formação em Psicologia, carreira como ilusionista e criação de uma metodologia que combina conteúdo e recursos de mágica. Entrevista com Meiry Kamia
  • Gshow / Mais Você. Participação de Meiry Kamia falando sobre timidez, relações sociais e comportamento. Acessar conteúdo
  • Globoplay / Mais Você. Registro de Meiry utilizando uma demonstração de mágica durante uma conversa sobre relações profissionais. Assistir ao vídeo
  • Globoplay / Encontro com Fátima Bernardes. Registro de dinâmica conduzida por Meiry Kamia relacionada ao trabalho entre familiares. Assistir ao vídeo
  • Meiry Kamia, site oficial. Informações sobre palestras, temas, livros e atuação profissional. Conhecer o trabalho de Meiry Kamia
  • Palestras de Sucesso. Perfil profissional, temas e informações para contratação. Palestra com Meiry Kamia
  • Journal of Management Development. Estudo utilizado para contextualizar o uso de experiências participativas e recursos de teatro em treinamento corporativo. Consultar estudo
  • Frontiers in Psychology. Revisão utilizada como apoio para a discussão sobre aprendizagem experiencial, participação e envolvimento. Consultar estudo

Meiry Kamia

Ilusionista e referência em inovação e resultados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Tags

  • Categorias

  • Arquivos