Por que eu acho que o mundo está melhor hoje que há 40 anos atrás? – por Fernão Loureiro

É fato que o saudosismo é uma delícia…. lembrar dos tempos de infância, aquelas coisas engraçadas (e algumas bizarras) na TV (nosso único meio de diversão até alguns anos atrás), de alugar filmes na sexta para devolver na segunda-feira, reunir os amigos para jogar videogame em casa porque nem todos tinham um, de ir no Playcenter. Enfim, hábitos que quase ou que já não existem mais.

Sinto-me um privilegiado em ter nascido na década de 1980 (87 para os curiosos, quase década de 1990 rs).

Como é legal não ter mais que me enquadrar em uma única função, uma única profissão, ter uma única carreira para o resto da vida? Ter trabalhos remotos, fazer reuniões virtuais, evitar trânsito e transporte público lotado?

Como é libertador poder buscar uma vida com sentido, propósito, onde sejamos felizes e satisfeitos? (sim, é fato que muitas pessoas exageram e querem ser felizes o tempo todo (algo humanamente impossível), mas aos poucos elas vão entendendo que não dá)

Como é legal poder ter uma religião mas seguir ensinamentos de diversas outras, especialmente a sabedoria oriental? Ou não ter religião, e ouvir um Papa dizer que entre ser ateu e ser um católico ruim, é melhor ser ateu?

Como é bom poder estar conectado a milhares de pessoas no mundo todo, pessoas que até a geração dos meus pais eu somente conseguiria saber da vida delas através de cartas, enviadas a cada 3 ou 4 meses de uma parte à outra?

Como é ótimo poder escolher que programa quero assistir ou que música quero ouvir, a que horas quero, quantas vezes quero dar replay?

Como é bom as pessoas poderem escolher sua orientação sexual e vivê-la como bem quiserem (embora ainda sofram muitas consequências por isso)?

Que fantástico que as pessoas estejam prezando mais o compartilhamento de bens materiais, evitando acúmulo e desperdício? Que esteja fora de moda a posse, e mais em moda o acesso?

Que incrível as pessoas desejarem cada vez mais fazer intercâmbio (mesmo depois dos 50), viajar e explorar o mundo e diferentes realidades. A aviação, antes tão elitizada e inacessível, nunca transportou tanta gente na história. Viajar nunca foi tanto um objeto de desejo e necessidade pessoal!

Pessoas protagonistas de suas vidas, produzindo conteúdo, inspirando outras… ter no Youtube um vídeo te ensinando desde a fazer bolo de cenoura com cobertura de chocolate até a administrar suas finanças, para diminuir a taxa de endividamento e aumentar a poupança interna do País.

Idosos sentando no banco da universidade, pessoas com mobilidade reduzida dando palestras e mulheres em posições de liderança. Quando isto ocorria antes da década de 1980?

Fazer terapia era coisa de “louco”, no mundo de hoje é necessidade

Eu acho tudo isso incrível. As possibilidades são cada vez maiores, e só fica no mesmo lugar quem quer.

Até a Lei do Retorno eu acho que está mais rápida, acompanhando a evolução dos tempos. Pessoas que antes gozavam por muito tempo da impunidade de seus atos, cada vez quebram a cara mais cedo e com mais intensidade.

Talvez eu seja muito otimista, mas tem tantas outras coisas que penso, que se escrever aqui o texto vai ficar cansativo.

É claro que neste contexto entram questões que desencadeiam as doenças do nosso século: depressão, ansiedade e pânico. Que realmente são assustadoras, mas parte do processo de transformação pelo qual vem passando a humanidade, inclusive biologicamente (nossos cérebros e corpos, que nunca param de se adaptar ao ambiente).

É claro que houve perdas, parte inerente de qualquer processo de transformação.

Muitos dirão: poxa, mas e a falência do modelo tradicional familiar? E o aquecimento global? E a liquidez dos relacionamentos? E o aumento da criminalidade? E as pessoas mais isoladas e solitárias? E os radicalismos ganhando espaço sobre a moderação e o diálogo?

E eu direi: são todos fatos, não percepções. Concordo que são realmente problemas agravados em nossa sociedade contemporânea. Mas a gente nunca teve tanta oportunidade de enfrentá-los abertamente como temos agora. Nunca houve tanto acesso barato à informação, aprendizado e conhecimento como agora. E tanta diversidade de opiniões, que muitas vezes até nos confundem, mas que são necessárias.

Então meu querido leitor, é normal sentir saudade do que passou e que foi bom, mas procure pensar que você nunca teve tantas possibilidades quanto tem hoje. Definir-se é limitar-se, e você precisa cada vez menos definir-se para agradar à sociedade que o cerca: explore ao máximo essa liberdade única na história do Ocidente!

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