Palestras de Sucesso Entrevista Leonardo Paixão

1- Leonardo Paixão, lendária referência do setor de franquias! Seja bem-vindo ao nosso time e saiba que é para nós, motivo de muito orgulho tê-lo aqui. No seu site, você conta que durante 15 anos foi CFO da inFlux e atualmente continua como sócio e conselheiro da marca.

Durante todos esses anos, quais fatores você julga determinantes para o enorme sucesso da inFlux? 

Sem dúvida alguma é a metodologia de ensino criada por mim e meu sócio Ricardo Leal. Conseguimos fazer um método que leva o aluno a falar inglês e espanhol em menos tempo com garantia de aprendizado firmado em contrato. Além da metodologia, vale citar também a cultura da empresa, a seleção dos franqueados, colaboradores bem treinados e missão muito forte e verdadeira. Tudo isso leva a resultado. E, por consequência, a satisfação da rede como um todo.

2- Ainda pegando o “gancho” da inFlux, onde cerca de 99,5% dos alunos estão plenamente satisfeitos, como o empreendedor e empresário que nos lê agora pode ter um índice tão elevado de satisfação como este, em seu próprio negócio? 

Com propósito bem definido. Não podemos pensar em venda pelo viés financeiro em primeiro lugar. Se entendemos a “dor” do cliente, mostramos que podemos ajudar. Consequentemente, realmente entregamos o prometido. Aí vem a parte principal que é a recompra. Ou seja, o pós-venda tem que ser muito bem feito para que o cliente fidelize com a sua marca e continue comprando.

3- No cenário pós-pandemia (se é que podemos chamar assim), como você sente a retomada econômica? Acredita que será rápida ou algo vagaroso no âmbito nacional? E como você sentiu o mercado de palestras, desde o início da crise do novo coronavírus, até agora? 

Acredito em uma retomada acelerada. As pessoas precisam disso. Estão ansiosas por isso. Sou uma pessoa extremamente otimista e realmente creio nisso.

O mercado de palestras sofreu muito no início da pandemia, mas com o tempo se reinventou e passou a entregar ao cliente, treinamentos de outras maneiras e com qualidade. Um ponto muito positivo para esse mercado é que, com o mercado mais acelerado e empresas querendo consumir o máximo de espaço possível nessa retomada, as pessoas precisam de treinamentos. As pessoas precisam de pessoas para crescer. Aí as palestras, mentorias e treinamentos entram como uma grande aceleradora de pessoas.

4- O mundo dos negócios e o ambiente corporativo é reconhecidamente competitivo. Contudo, há uma frase que diz que “Pra uma luz se acender, não precisa outra se apagar.” Você concorda com essa afirmação? Como nutrir um ambiente competitivo de maneira saudável nos negócios, especialmente quando falamos em franquia?

Com toda certeza concordo com a frase. O mercado brasileiro é muito gigante e o mercado de franquias ainda está longe de chegar à sua capacidade máxima. Há espaço para muita gente prosperar neste ramo. Sem contar que no ramo de franquias o risco de insucesso é menor do que o mercado tradicional e a união entre as marcas, mesmo que concorrentes, é maior. Sendo assim, a maioria dos concorrentes lutam pelo bem do seu setor de atuação. Assim, o resultado é mais palpável para todos. A guerra no setor de franquias é mais saudável que no mercado tradicional.

5- Você é reconhecidamente um renomado mentor. Dito isso, quais fatores alguém que considera contratar uma mentoria deve levar em consideração antes de fechar com um mentor? Quais os benefícios mais evidentes que uma mentoria pode promover na vida de um empreendedor, líder, executivo e profissionais em geral?

O primeiro passo é ter afinidade com o mentor e procurar ver se esse mentor tem, realmente, resultados concretos naquilo que aplica aos mentorados. Após isso é saber se o mentor tem uma metodologia própria e bem definida para aplicar. Muitos mentores trabalham somente na dor do cliente e de maneira muito aberta. O ideal, é trabalhar dentro da empresa, aprender sobre todos os setores, funil de vendas, gestão de pessoas, financeiro, produtos e/ou serviços. No final das contas, o que o mentor tem que focar, é na valorização da marca como um todo participando e entendendo o dia a dia da empresa.

Os benefícios são inúmeros. A que mais gosto de destacar é o ganho exponencial de tempo. As pessoas podem chegar, com a ajuda de um mentor comprometido, muito mais longe em menos tempo. É comprovado que com a ajuda de um mentor o(a) empresário(a) erra muito menos e trabalha muito mais confiante nas suas decisões. A partir daí, podemos focar na expansão, em delegar funções, em ter mais qualidade de vida com mais tempo para dedicar a família, diversão, esportes, leitura e, principalmente, na parte mais estratégica da empresa. No final das contas o mentor valoriza a empresa e a deixa pronta para voos mais altos com menos erros.

6- Não sei se você tem a mesma percepção, mas vimos muitas vezes, uma certa romantização do empreendedorismo, no sentido de pintar aquele cenário clichê de alguém sentado numa cadeira de praia, pé na areia e um notebook no colo. Ou ainda, aquela ideia no mínimo equivocada de “trabalhe enquanto eles dormem”, já partindo para o lado extremo da coisa. Dito isso, como alguém experiente no mercado, qual é a realidade de empreender? Quais sãos os maiores perrengues e por outro lado, os benefícios de investir em seu próprio negócio? 

Essa romantização do empreendedorismo realmente acontece e é perigosa. Empreender no nosso país é uma missão muito complicada. Temos a burocracia, os altos impostos, as leis que se alteram a cada momento, o concorrente, o mercado turbulento, falta de mão de obra qualificada, escassez de produtos, fornecedores com dificuldades de entrega, só para citar alguns dos desafios. A parte positiva é que, com muita resiliência, o empreendedor poderá levantar voo, chegar no alto e colocar sua nave em piloto-automático. Passando esses desafios, aí sim, haverá mais qualidade de vida, tempo e pé da areia por alguns poucos dias. O empreendedor deve saber que haverá vacas gordas e magras. O segredo não é o que você faz nas vacas magras, mas sim o que você faz nas vacas gordas para suportar os desafios das vacas magras

7- Paixão, uma das perguntas que mais recebemos por aqui é sobre como é possível transformar um negócio em franquia. Nada melhor do que o mestre das franquias para nos contar, certo? O que você tem a dizer para aquele empreendedor que formatou um modelo de negócios e deseja criar uma rede? 

Existem várias maneiras de expandir o seu negócio. Franquias é apenas uma delas. A primeira pergunta que devemos responder é: a maneira que eu quero para minha expansão é mesmo a franquia? Criar uma rede de franquias através do seu negócio faz sentido quando você tem uma operação validada e de sucesso, quando precisa expandir com investimento de terceiros, quando quer atingir outros mercados que, no momento, não consegue, quando você tem uma formatação focada no ganha-ganha e quando está disposto a compartilhar seu know-how com terceiros. Se tudo isso estiver alinhado, o sucesso no ramo de franquias é quase uma realidade. Agora é só falar com o Paixão e formatar o seu negócio para começar a operar no Franchising.

8- Leonardo Paixão: vamos agora falar sobre eventos corporativos. O que o organizador, líder ou responsável por eventos e treinamentos corporativos, deve priorizar e analisar no momento de escolher um treinamento ou palestra para motivar a equipe de vendas? 

Vale ressaltar que todos os envolvidos com vendas são pessoas que precisam de motivação constante. As injeções de adrenalina devem ser feitas, no mínimo, semanalmente.

É importante fazer um levantamento das necessidades da equipe, alinhar isso com o treinador / palestrante e analisar se essa pessoa se encaixa, sendo ele o canal para levar as informações aos que participam. Para que um treinamento apresente bons resultados, é preciso alinhar o seu foco às necessidades da empresa. Também definir o objetivo do treinamento de vendas e estabelecer metodologias, processos e técnicas. Tudo isso com uma pitada de energia e motivação.

No aspecto técnico, o treinamento de vendas deve focar nas competências que o indivíduo precisa desenvolver para executar com eficácia a atividade no dia a dia, fornecendo-lhe instruções claras sobre o que fazer e como fazer de acordo com os processos de vendas existentes na empresa.

9- Quais orientações você daria para  ter uma empresa mais saudável valorizando a marca através de processos mais bem definidos? 

Primeiramente focar no posicionamento e, por consequência, na manualização da marca através desse posicionamento e processos. A partir daí a empresa fica menos dependente de pessoas e turn-overs de colaboradores, o que deixa mais fácil o processo de criação de uma cultura empresarial. Manualizar a empresa é concretizar seu posicionamento, fortalecer sua missão, visão e valores e cravar seus processos e condutas. É deixar clara a regra do jogo.

10- Robert Kyosaky, autor do livro Pai Rico Pai Pobre, usou o termo “corrida dos ratos” para se referir àquelas pessoas presas ao trabalho para pagar contas, em um ciclo sem fim. Você mesmo comenta que já caiu nessa armadilha, em um post do Instagram. Como podemos identificar essa situação e percebendo que caiu nela, como sair? 

Quando a pessoa começa a falar que a falta de tempo é o principal motivo para não conseguir fazer algo que gostaria, normalmente é o início da corrida dos ratos. É um ciclo vicioso muito complicado de sair. Uma maneira de escapar é ler e aplicar a matemática financeira na sua vida. Tem em mente que o dinheiro trabalha pra você e não o contrário. A partir daí surgirá um plano de escape. E quando temos um plano, temos uma meta. Quando temos uma meta, surge uma missão. E missão dada é missão cumprida.

11- Mentor Paixão: sua história de vida é no mínimo sensacional e inspiradora. Afinal, você  passou de removedor de neve nos EUA ao prêmio máximo do Franchising Brasileiro (Franqueador do Ano) pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), a maior entidade de franquias do Brasil. Nada é impossível, basta acreditar? 

Exatamente. Enquanto as famílias americanas estavam no seu conforto de casa eu estava trabalhando por um salário-mínimo, sozinho e com temperatura de -15 graus. Isso nunca foi problema porque eu sabia onde eu queria chegar com o valor que eu me propus a ganhar. Anos mais tarde eu receberia o prêmio máximo do Franchising Brasileiro discursando para os principais executivos de franquias do Brasil. Isso mostra que não existe o impossível. As barreiras somos nós mesmos que as criamos em nossa mente.

12- Além de palestrante, professor, empreendedor, você é atleta. Qual paralelo você traça entre a prática esportiva e o mundo dos negócios? 

Sim. Sou tenista e maratonista amador. O planejamento de uma simples partida de tênis ou de uma corrida de 10Km são exatamente iguais aos planejamentos e objetivos dos negócios.

Você estabelece uma missão (desafio), analisa os ambientes interno e externo, define metas e objetivos, define o plano de ação, se prepara, se supera, mensura e acompanha os resultados. Negócios e esportes andam juntos.

13-  Como está a repercussão do seu livro  “Professor, dê o seu show – tudo sobre os bastidores de uma escola de idiomas” ? Comente um pouco sobre ele.

A ideia do livro foi ir na contramão dos livros de dicas do inglês e trazer a parte empresarial e de cotidiano de uma franquia e os desafios que todos os setores da área de educação enfrentam. Ser autor desse livro e, também, de toda a metodologia aplicada pela minha rede de franquias me tornou uma pessoa com mais autoridade e reconhecimento. Criei uma palestra trazendo insights do livro para o ramo de franquias e está sendo um sucesso.

14- Quais as melhores estratégias para  estabelecer uma organização corporativa assertiva? 

Focar no resultado. Para ter o resultado esperado sugiro ter uma comunicação clara e eficaz, estar aberto a críticas construtivas e sugestões, delegar e dar poderes aos membros da sua equipe, respeitar o cliente, colaboradores e fornecedores, desafiar sua equipe, desenvolver seus colaboradores e monitorar o desempenho de cada um.

15- Muito se fala sobre a necessidade de se reinventar, inovar e ser criativo para de destacar no mercado, especialmente em cenários de crise. A crise é uma oportunidade? O que fazer quando a água alcança  o pescoço de alguém que (ainda) não sabe nadar? 

A inovação é importante, mas não podemos confundir inovar com substituir. Devemos ser fiéis a nossa missão, visão e valores. A crise é uma oportunidade sim. Temos que sair da zona de conforto e tomar decisões fora da caixa. Mas de nada adianta tapar o sol com a peneira e mudar tudo da noite pro dia.

Sobretudo, quando a água bater no pescoço, algumas decisões terão que ser tomadas e, às vezes, decisões tristes. Precisamos saber primeiro se vale a pena manter o plano inicial. Se chegarmos a uma lista de mais prós que contras, vale a pena manter. Uma vez que a decisão é continuar remando ao norte, aí é sangue no olho e fazer das tripas coração pra fazer acontecer e reverter a situação. Muitas vezes vemos que não vale a luta. Neste caso, é planejar um futuro diferente, aceitar que todo o vivido foi um grande aprendizado e lutar em outras frentes em busca de resultado e felicidade. 

16- Obrigado pela sua atenção e gentileza em nos atender, Leonardo Paixão. O espaço é seu para deixar uma mensagem aos leitores. 

Antes de mais nada, gostaria de salientar que existem mais pessoas boas do que más no mundo. Sendo assim, procure ajuda. Converse. Pergunte. Bons empreendedores gostam de ajudar bons empreendedores. Assim criamos um mercado melhor para todos. Então, conte sempre comigo no que achar que eu possa somar.

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