Palestras de Sucesso entrevista Daniel Quintana Sperb

1- Daniel, é com enorme felicidade que te recebemos aqui para conversarmos sobre seu trabalho e assuntos relacionados ao universo das palestras.

De início, nos diga, você que é um especialista em inovação e criatividade, de que maneira o Daniel Sperb se reinventou diante do cenário da Covid-19 e pós-pandemia? 

Daniel Quintana Sperb: A pandemia não sepultou apenas vidas, mas também organizações que não souberam ler os sinais que eram vistos por poucos e hoje são sentidos por muitos. Consegui decodificar parte desses sinais e virtualizar minha atuação, agregando valor aos meus processos com novas ferramentas criativas, compensando a perda causada pela ausência da colaboração presencial.

2- Em sua palestra no TEDx, você diz sobre a necessidade de desenvolver a capacidade criativa, como uma maneira de nos mantermos vivos, não é isso? Como você percebe esse cenário na educação e no mundo corporativo? Por exemplo, a capacidade criativa das pessoas é incentivada desde a mais tenra idade? Ou se trata de algo que temos que correr “atrás do prejuízo”, já na fase adulta?

Daniel Quintana Sperb:  Sim, a criatividade faz parte da natureza humana e pode ser desenvolvida. O mundo corporativo sofre de um apagão de talentos causado por uma educação orientada pela resposta e não pela pergunta. Aprender a perguntar é um catalisador criativo. Os países que desfrutam das melhores condições sociais, econômicas e tecnológicas, são países que investiram em criatividade pelo design como disciplina básica em seus currículos desde a educação básica. 

3- Você menciona que um dos fatos mais marcantes da sua carreira foi o fato de em 2019 se tornar Mentor em Design Estratégico de um dos maiores músicos de Heavy Metal do mundo, fundador da Banda Angra, sendo responsável pela sua nova modelagem estratégica de negócios, personal branding e comunicação visual. Conta pra nós um pouco sobre essa experiência e da sua relação com o músico Rafael Bittencourt .

Daniel Quintana Sperb: Eu cresci com pôsteres de bandas como Metallica, Helloween e Angra colados nas paredes do meu quarto. Quando comecei o trabalho com Rafael, era como se eu já o conhecesse a anos. De certa forma o conhecia. Mas a maturidade nos ensina a separar o ídolo do cliente e o trabalho fluiu muito bem ao ponto de nos tornamos grandes amigos. Eu já havia trabalhado no projeto da marca RONE de Ronaldinho Gaúcho, mas o case com Rafael foi totalmente diferente, pois os entregáveis exigiram que eu aplicasse técnicas e metodologias, não somente de design estratégico, mas de design de serviços, design de negócios e design gráfico. Um case completo de Design.

4-Daniel, qual dica você daria para um empreendedor traçar uma estratégia assertiva para seu negócio? Quais os passos para ele alavancar seu empreendimento e alcançar o sucesso tão almejado? 

Daniel Quintana Sperb: Comece praticando a inovação pelo design, pois ela resulta em uma estratégia de diferenciação. Quando o design motiva a inovação, cria-se valor genuíno, a marca ganha força, gera lealdade e sustenta lucros. Ao contrário do que muitos pensam, a inovação não nasce apenas em uma proposta de valor bem formulada, inova-se em estratégias de relacionamento, segmentação de clientes e em fluxos alternativos de receitas.

5- Muito se fala hoje no mundo corporativo, sobre conceitos de liderança, caso da liderança disruptiva e liderança humanizada. Qual seu parecer acerca desses temas e o quais características você destaca em um líder de sucesso?

Daniel Quintana Sperb: A chave para uma cultura de inovação é a liderança visionária. Um líder de sucesso traduz visão em realidade e sabe como equacionar os diferentes estilos de liderança. Adotar uma liderança liberal com uma equipe inexperiente é tão letal quanto adotar uma liderança autocrática com uma equipe madura. 

6- Vamos pensar em um encontro hipotético, onde na mesma mesa, você se senta ao lado de Steve Jobs e Jeff Bezos. De fundo, está rolando um show acústico do Angra e o tema da conversa é : Design Thinking e Design Estratégico. O que você perguntaria ou falaria para Jobs e Bezos, e o que você acha que eles responderiam? 

Daniel Quintana Sperb: Eu utilizaria a mesa para planificar um canvas e os desafiaria a construir um modelo de negócio autossustentável capaz de erradicar a fome do mundo. Feito isso, os convidaria para serem sócios, compraria a mesa e a levaria para minha casa, mas não sem antes pedir ao Jobs o telefone do Johny Ive. 

7 – Quais as ferramentas que você indicaria para as pessoas que querem  deixar sua marca no mundo?

Daniel Quintana Sperb: Em minhas mentorias, desenvolvi uma metodologia composta por 9 ferramentas que são trabalhadas em sequência ao longo de 7 encontros. A primeira se chama ikigai, filosofia japonesa que significa a razão pela qual acordamos todo dia. A segunda se chama golden circle e versa sobre mapeamento e identificação de propósito. Curiosos para saber quais são as outras 5?  

8- O trabalho em equipe é um tema muito relevante no mundo corporativo. Baseado na sua experiência,de que maneira é possível aumentar o engajamento de uma equipe e melhorar o relacionamento entre os colaboradores?

Daniel Quintana Sperb: Para engajar, é preciso empatia, generosidade e propósito. Empatia para compreender as dores das pessoas, generosidade para compartilhar nossa melhor versão e propósito para gerar sinergia em prol de um objetivo comum.

9-  Fale para nós sobre a Suíte Box.

Daniel Quintana Sperb: A suite box é um conjunto de 6 softwares de gestão que integram o portfólio da Be Formless Inovação Estratégica, empresa que fundei em 2015. Em 2020, a empresa se tornou uma EdTech e fez uma parceria comercial com o Grupo A, maior plataforma de educação do Brasil. Um dos sistemas chama-se Link e tem por objetivo capturar desafios da comunidade para que as universidades possam propor projetos para solucioná-los. Outro sistema chama-se Check e tem por objetivo organizar evidências de performance para avaliações do Ministério da Educação. 

10- Você concorda com a afirmação que as histórias não somente de sucesso, como também de fracasso, são ótimas inspirações? Se positivo, de que maneira o fracasso pode nos motivar, segundo a sua visão? 

 Daniel Quintana Sperb: Concordo, totalmente. Os fracassos nos permitem desenvolver capacidade antifrágil, se soubermos aprender com os erros. Uma das maiores barreiras para o comportamento criativo é a aversão ao erro. Entender que o erro é parte inerente ao processo nos torna mais ágeis nos constantes ajustes de rotas.

11- Como gerar e avaliar ideias matadoras?

 Daniel Quintana Sperb: Ideias matadoras precisam sobreviver a uma robusta matriz de inovação que contempla diferentes formas de gerar valor. Avaliar tais ideias, depende de diferentes perfis psicológicos capazes de eliminar ou reduzir fragilidades e potencializar virtudes

12- Como a inovação pode aumentar a competitividade?

 Daniel Quintana Sperb: Não podemos resolver problemas complexos com a mesma lógica mecânica que os criaram e este impasse está nos impondo uma nova forma de pensar e agir. O design estratégico motiva a inovação, cria diferenciação, confere poder à marca e gera lealdade. Lealdade sustenta lucros.

13- Valeu demais, Daniel! Obrigado pelas explicações. O espaço é seu para deixar um recado final. 

Daniel Quintana Sperb: Façam perguntas. Treinem para fazer perguntas cada vez melhores! Poucas coisas são tão inúteis, se não perigosas, quanto a resposta correta a uma pergunta errada. Perguntar é um estilo de vida para os inovadores e funciona como um catalisador de insights.

 

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