Palestras de Sucesso Entrevista Beto Bom Dia

1- É impossível para nós da equipe da Palestras de Sucesso, explicarmos com palavras a alegria que sua presença nos proporciona, querido palestrante de sucesso Beto Bom Dia. Aproveite e conte pra gente: de onde vem tanta energia positiva? Das bolinhas verdes? (risos) Aliás, como surgiu essa ideia das bolinhas verdes e qual o papel delas durante suas palestras?

Bommm diaaaaaaaaaa!!!                                                                                                                                     Sempre fui inquieto e inconformado com o estado “normal” das pessoas.                                                           Não curto acomodação, aliás, fico irritado o dia que nada tenho pra fazer. Já deu para perceber que adoro segunda-feira. Busco constantemente me superar a cada conquista, o que me torna profissionalmente muito exigente com a perfeição e execução detalhada de minhas palestras, pois acredito que tudo tem que acontecer no tempo previsto e quando isso não ocorre, preciso me desconstruir e reconstruir rapidamente para manter o “time”. Sempre fui “ligado na tomada”, porém canalizava essa energia de forma negativa, achando que o mundo girava ao redor do meu umbigo (creio que tinha labirintite e não sabia, kkk). Reclamava de tudo, nada estava bom, invejava o sucesso dos outros e achava sempre que a culpa era do outro. Tive várias empresas e odiava ter que ir trabalhar nelas. 

Durante 41 anos foi assim que vivi. Depois de observar algumas pessoas bem sucedidas e mergulhar em várias leituras de automotivação e autoajuda, percebi que era eu quem tinha que mudar e assim comecei.       

Em 2009 fui convidado para ministrar uma palestra na Secretaria Municipal de Saúde de Lages (SC) para um grupo de 20 pessoas. O foco: automotivação voltada para o trabalho. Então, por algumas semanas fiquei analisando a forma de trabalho e avaliação do grupo o qual eu iria palestrar. Percebi que eles estavam sendo avaliados por desempenho e quando atingiam a meta proposta, na planilha era colocada uma bolinha verde. Quando não atingiam a meta, bolinha vermelha. Assim surgiu a ideia das bolinhas verdes.                                                                                           

Em todas as minhas palestras desenvolvo várias delas (de acordo com o tema escolhido pelo cliente) e vou explicando que as mesmas estão dentro de nós e somente nós podemos entrar, pegá-las e jogá-las para outras pessoas ou situações. Saliento que cabe a nós escolhermos qual bolinha (verde ou vermelha) vamos jogar e lembro que em ambas as situações, elas batem e voltam (pode demorar um dia, um ano, vinte anos, mas elas voltam), a vermelha trazendo consequências negativas e a verde, recompensas positivas. Ela (a bolinha verde) se tornou a “âncora” de todas as minhas palestras e cursos. Sempre que ía a palestras saia de lá com um pouco de conteúdo, as vezes uma caneta, um bloco de anotações, um folder. Itens que são colocados num canto e esquecidos. Eu queria algo diferente, algo palpável, algo que as pessoas pudessem levar para casa ou trabalho e as levassem, mentalmente e constantemente para os conceitos ministrados na palestra cada vez que olhassem para aquilo. Consegui materializar meu trabalho na bolinha verde. Já são mais de 100 mil bolinhas distribuídas. São inúmeros os relatos de pessoas que foram impactadas pela bolinha verde. Muitas guardam na estante de sua casa ou na mesa do seu escritório e isso há muitos anos (tem pessoas que ganharam a bolinha em 2010). Sim, considero minhas palestras como “palestras show” e prezo pela energia contagiante, exemplos do cotidiano dos palestrados e mensagens marcantes e utilizáveis no dia a dia.

2-Recentemente estivemos em um cenário de caos mundial, que de certa forma, ainda persiste e deixou muitas sequelas. Como o Beto Bom Dia fez para lidar com essa crise pandêmica e como suas palestras atuam no sentido de minimizar as consequências deixadas, sobretudo no aspecto emocional dos colaboradores nas empresas?

Até o dia 18 de março de 2020 minhas palestras eram todas presenciais. Do dia 19 de março em diante, precisei aprender a me descontruir e reconstruir diariamente. Tudo mudou em questão de horas.

Foi preciso muito esforço e dedicação para “migrar” para o digital. Um mundo completamente estranho e diferente. Inicialmente o medo tomou conta, mas eu sabia que precisava vencê-lo. E assim comecei o processo. Inicialmente fazendo pequenas lives com pessoas conhecidas. Depois, lives de maior duração com pessoas desconhecidas.

Enfim, palestras e  lives em várias plataformas para empresas, equipes, convenções. Quando pensei que ia ser sempre assim, mais uma mudança, agora precisava aprender a fazer o híbrido.

Assim foi feito. Tudo o que foi acontecendo comigo, também acontecia com o resto do mundo, então visualizei que o trabalho precisava continuar e eu precisava falar para quem quisesse ouvir, que sim, passei por transformações, mas que me deixaram cada vez mais forte e resiliente e que se eu consegui, as outras pessoas também conseguiriam.

A pandemia trouxe para cinco medos para as pessoas: o primeiro de contrair o covid; o segundo de levar o covid para sua família; o terceiro, caso morresse de covid, não teria o período de luto; o quarto medo, perder o emprego e o quinto e maior deles, ficar sem dinheiro. Esses motivos afetaram e continuam a afetar a saúde mental de milhões de pessoas, o que as deixam emocionalmente doentes, acarretando falta ao trabalho, baixa produção, desmotivação para trabalhar e até para continuarem vivas.

Assim, durante minhas palestras, busco mostrar as pessoas que todos nós passamos por problemas e dificuldades, mas que podemos vencer e que a solução não está lá fora, mas sim dentro do nosso próprio interior. Se acreditarmos que vai dar certo ou vai dar errado, em ambos os casos estamos certos, pois os nossos pensamentos nos levam as nossas ações.

Então mostro que se vamos gastar a mesma energia mental pensando positivo ou negativo, melhor que seja positiva. Mostro a grandeza de acordar para vencer. De agradecer o dia. Agradecer o simples fato de respirar.

Parar de reclamar. Agradecer o trabalho que tem. Engrandecer a empresa que abriu as portas para que essa pessoa pudesse trabalhar, pois é dali que ela tira o sustento para sua casa e família. São inúmeros os relatos de pessoas que após a palestra me procuram agradecendo pelas palavras colocadas, as quais a impediram de desistir do trabalho e algumas de suas próprias vidas. 

3- Motivação é sempre uma dor revelada na maior parte das empresas. Um dos objetivos de suas palestras é exatamente o de incitar a automotivação. Além de contratar sua palestra, compartilhe com os leitores, de que maneira é possível:

  • Encorajar o otimismo e o bom humor diário

Todos os dias somos “bombardeados” por mensagens e informações negativas, seja por televisão, internet ou outra fonte. Não podemos evitá-las ou ficar sem querer sabê-las, não é aí que está o problema.

Não posso e nem devo impedir de um pássaro sobrevoar minha cabeça e as vezes até pousar sobre ela, mas se ele quiser fazer ninho na minha cabeça aí sim eu preciso e devo impedir. Aí é que está o problema das notícias ruins, as pessoas estão deixando que elas façam ninhos em suas mentes.

Absorvem, não deletam e ainda repassam as noticias ruins para outras pessoas. Aprendi que se não tenho algo bom para falar é melhor manter a boca fechada. Mas, e se eu tenho uma boa notícia, o que devo fazer?

Aí sim, devo propagá-la para quantas pessoas puder. A isso atribuo a frase “encorajar o otimismo”, ou seja, trabalhar com o positivo, sempre. Com o olhar focado no otimismo diário, nos carregamos de bom humor.

Empresas hoje estão com seus radares ligados em pessoas bem humoradas, pois é sabido que uma pessoa feliz, alegre e com bom humor contagiante motiva a equipe, a produção aumenta sensivelmente e os acidentes de trabalho diminuem. É agradável o ambiente de trabalho onde as pessoas estão bem humoradas.

  • Estimular mudanças internas em curto espaço de tempo

Tudo muda quando eu mudo. Assim quanto mais tempo levar para mudar, mais tempo continuarei a ter os mesmos resultados. Se quero que o mundo ao meu redor mude, a primeira mudança precisa acontecer dentro de mim. Então, que ela seja feita no menor espaço de tempo possível.

Durante as palestras desenvolvo esse ponto, dizendo as pessoas que deixem a procrastinação de lado e faça o que precisa ser feito, o mais rápido possível. Errar rápido e corrigir rápido. Evitar de deixar a vida nos levar, pois ela pode nos levar para lugares que não nos agrada.

  • Estimular resgate de valores internos positivos

Desde o nascimento, são colocados em nossa “prateleira moral”, através dos nossos pais, responsáveis ou professores, valores positivos (amor, respeito, pontualidade, sinceridade, gratidão, paciência, honestidade, etc), porém com o passar dos anos, eles ficam “esquecidos” em nosso interior.

Passamos, muitas vezes, a olhar os valores do mundo e de outras pessoas e muitas vezes nos moldamos a esses valores, mas não são os nossos. Algumas vezes até questionamos se o certo é o certo. Durante as minhas palestras, reforço a necessidade do resgate desses valores internos positivos, valores que estão escassos no mercado e que quando bem empregados abrem grandes e maravilhosas portas em nossa vida pessoal, familiar e profissional. 

4-  Quais técnicas a equipe de atendimento e de vendas pode utilizar para pensar como um cliente e  oferecer uma experiência única? 

Quando o cliente vem até o vendedor, ele muitas vezes não quer o produto, mas em todas as vezes ele quer o resultado daquele produto. Para curar a dor do cliente, o vendedor precisa saber receitar o remédio certo e na dose certa. Por exemplo: o cliente quer comprar um ar condicionado por que está muito quente o seu quarto.

O vendedor detecta a dor (calor) e agora vai receitar o remédio (ar condicionado), mas qual dose? 9000 btu? 12000btu? Para isso ele precisa conhecer e saber ouvir o cliente.

Precisa conversar com o cliente e saber o tamanho do quarto. Precisa levar o cliente a sentir o produto sem mesmo tê-lo, mostrando a emoção que o produto vai trazer, no exemplo do ar condicionado, um quarto fresquinho (17 graus), onde o cliente vai poder, inclusive, se cobrir com uma gostosa coberta (enquanto lá fora faz 37 graus), comendo uma pipoca e bebendo um delicioso guaraná enquanto assiste seu programa predileto na tv que está no quarto.

Aí o cliente diz que não tem televisão no quarto. Então o vendedor aproveita e vende também o televisor, vende também o cobertor, vende a panela para estourar a pipoca. Mas para que tudo isso aconteça, ou seja, o encantar do cliente, tudo começa no bom humor do vendedor. Tudo começa quando o vendedor acorda.

Se ele acorda dizendo droga de dia ou bom dia. Se 100% dos clientes são pessoas, o vendedor precisa entender de pessoas e aprender a gostar de pessoas. Muitas vezes será um psicólogo e precisará somente ouvir, sem vender nada naquele momento, mas estruturando uma ponte chamada confiança, que vai fazer com o cliente volte em outro momento, o procure e compre muito.

A experiência única que encanta o cliente e o fideliza, pode estar também no ambiente da negociação (limpo, iluminado, sem poluição visual), na recepção por parte da equipe (todos alegres e prestativos), na liderança que acredita e motiva os liderados e no atendimento “vip” que o vendedor proporciona. E aí voltamos nas máximas: “Tudo começa comigo” ou “tudo melhora quando eu melhoro” ou “tudo muda quando eu mudo”. Encantar o cliente é oferecer a ele mais do que ele veio buscar, é entregar o que tem de melhor dentro do vendedor.  

5- O que um líder deve fazer para estimular e ajudar a equipe  na ressignificação de experiências e na mudança no mindset para que o time atue na máxima performance? 

Levando em conta a estatística que: 8 em cada 10 profissionais pedem demissão por causa do chefe, a liderança é de fundamental importância para o sucesso de uma equipe ou performance do funcionário.

O líder deve inspirar e motivar pessoas a executarem as suas tarefas não por medo ou obrigação, mas sim, por acreditarem e confiarem na liderança. 

O líder não precisa estar fisicamente presente no local de trabalho, mas os liderados produzem como se ele estivesse. 

O líder precisa ouvir, mas não só ouvir, precisa saber ouvir.  Precisa fazer do limão uma limonada. 

Pegar as experiências não tão exitosas e usá-las como parâmetro para que outras sejam diferentes daquelas, dando um novo significado para a mesma situação.

O líder deve estar atento e realizar a interação e integração geracional dentro da equipe, pois nos dias atuais temos 3, 4 e até 5 gerações trabalhando juntas, cada qual com suas características próprias, porem unidas em prol do bem da empresa. 

A mudança de mindset da equipe começa na mudança de mindset da liderança. Tenho observado nas pequenas e médias empresas as quais eu palestro, que a grande dificuldade de mudança de atitudes mentais (mindset) está justamente na liderança, a qual quer que os colaboradores mudem, mas eles (os líderes) não querem mudar seus pensamentos e atitudes.

Grandes empresas já visualizaram que a mudança se faz necessária e que novas ideias, vinda dos colaboradores, podem representar, em determinada situação, a sobrevivência da empresa, essas empresas estão se destacando no mercado. 

Para isso, investem pesado na capacitação da sua liderança, para que sirvam de espelho para os liderados, aniquilando o ditado: Faça o que eu mando e não faça o que eu faço.

Empresas de sucesso sabem que pessoas automotivadas produzem mais, as perdas diminuem, os lucros aumentam e todos ganham, por isso é importantíssimo, a motivação constante da equipe, através de palestras e cursos. Empresas de sucesso sabem o significado da frase de Abraham Lincoln: “Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado.”  Ou seja, quanto mais capacitar, mais produzo, com menos esforço.

6- Você comenta que o problema de um é problema de todos dentro da empresa, correto? Partindo dessa ideia, de que maneira é possível disseminar essa mentalidade no ambiente de trabalho e quais os benefícios dela para o trabalho em equipe? 

Imaginemos essa situação: na recepção da empresa existe um bebedouro d’água. Ao seu lado copos e próximo, no chão, o cesto de lixo. 

O cliente pegou o copo, pegou a água e ao jogar o copo no lixo, o mesmo bateu na borda do cesto e cai para fora. O cliente não viu e foi embora. Logo em seguida chega a recepcionista que foi levar alguns papeis para o RH, olha o copo no chão e diz: esse pessoal da limpeza precisa levar um puxão de orelha” e não pega o copo. 

Em seguida outro funcionário passa pelo copo, olha e também não pega o copo. Em seguida entra outro cliente que fica olhando o copo no chão e observa também que nenhum dos funcionários toma a atitude de jogar o copo no lixo, começando a ter a impressão que todos na empresa são relaxados e despreocupados com a preservação do bom ambiente de trabalho. Em equipe, o problema de um é problema de todos. 

O copinho no chão é problema de todos, pois representa a limpeza, conservação, espírito de equipe. Atitude simples de ser feita por qualquer funcionário, pegar o copo e jogar no lixo. Trazendo para outros exemplos, o vidro da porta está quebrado.

O funcionário identifica o problema e pensa: isso não é problema meu”. Em parte ele está certo, ou seja, ele não é vidraceiro, mas em outra ele está errado, pois ele faz parte da empresa e como parte deve avisar ao responsável que o vidro está quebrado, o que vai evitar acidente com seus colegas e até mesmo com ele. É o copinho no chão.  

Outro exemplo, o funcionário está operando uma máquina sem o uso do óculos de proteção. O funcionário da máquina ao lado vê a situação e nada faz ou fala, pensando “não é problema meu”.

O colega de trabalho perde a visão por não usar o óculos e o colega da máquina ao lado carrega em sua mente o remorso de não ter ajudado o amigo, dependendo do tamanho da empresa, a indenização é tão grande que leva a empresa a falência e todos são demitidos, inclusive aquele que deveria ter avisado, mas não o fez. É o copinho no chão. 

Em minhas palestras desenvolvo focos e tópicos que abordam que o problema de um é problema de todos, conectando liderança e liderados em prol do bem comum, focando o espírito de equipe e a importância de cada um dentro do time. 

7-  Se comunicar de maneira assertiva é peça-chave para qualquer esfera de nossas vidas, concorda? Partindo para a área de vendas e empreendedorismo, você que é uma exímio comunicador, compartilhe com nossos leitores quais as suas técnicas preferidas de comunicação que geram conexão com o cliente? 

Concordo plenamente, pois comunicação não é o que você fala ou faz, mas sim o que o outro entende. 

Assim, a empatia, o sorriso no rosto, o uso das palavras mágicas (bom dia, boa tarde, boa noite, por favor, com licença, desculpe, obrigado), o saber escutar, o atendimento de imediato (sem deixar o cliente esperando), o tratamento de forma igual para todos os clientes, são pontos importantes para gerar conexão com o mesmo. 

Aliado a isso, temos também a preocupação em resolver a “dor” ou o “problema” do cliente e não levar mais um para ele. Tem também o pós venda que muitos esquecem (aquela ligadinha ou mensagem perguntando se o produto chegou certinho e se pode ajudar em algo, aquela mensagem no dia do aniversário…). 

A principal preocupação em minhas palestras é tornar a comunicação assertiva e acessível a todos. 

Por isso, desde o chão de fábrica até o diretor presidente, a linguagem precisa ser entendida e compreendida por todos, ela precisa sem simples, clara e objetiva. De nada adianta usar palavras difíceis para tentar mostrar que está um ou vários níveis acima.

É necessário conhecer o público alvo para alinhar a melhor forma de passar o conteúdo.  

Outra técnica é a utilização em minhas palestras, de slides somente com imagens (sem escritos) claras e em alta definição, pois o velho ditado; “uma imagem fala mais que mil palavras” continua valendo. 

Outra técnica é interagir com o público, deixando-o à vontade, participativo e protagonista em vários momentos da palestra. A comunicação também é feita com surpresas agradáveis ao público.

O ponto alto de entrega do conteúdo das minhas palestras fica também como fator surpresa para o cliente, onde a bolinha verde (agora física e palpável), faz a conexão e junção dos tópicos abordados durante a ministração, criando uma nova linguagem  dentro da equipe e da empresa. 

8- Na sua visão: qual seria o caminho para que jovens da geração  “millennials” e “centennials” possam construir e aprimorar hábitos de liderança, por exemplo? 

Os centennials, também conhecidos como geração Z e os millennials (geração Y) estão mudando a forma de enxergarmos o mundo. É necessário que o líder veja isso como vantagem e não como motivo de conflito.

Algumas empresas já estão alinhando a sua cultura aos valores dessas gerações, para que haja identidade entre os profissionais e a organização, facilitando a comunicação e potencialização e retenção dos talentos. 

A liderança inclusiva se mostra um dos caminhos efetivos. A transparência, a empatia e respeito à diversidade, desperta o orgulho de pertencer a empresa e a liderança, o que faz com que os profissionais se sintam mais inovadores e transformadores a partir do momento que identificam que a empresa está comprometida com algo maior que o próprio lucro.

Os millennials gostam de feedbacks rápidos de seus gestores e os centennials anseiam por mentoria e diálogo individual com seus líderes, em alta conectividade e digitalização do mundo no qual já nasceram ou conheceram muito cedo. 

Assim o caminho para construir e aprimorar hábitos de liderança nessas gerações é o diálogo, o respeito e o amor ao que se faz, fatores que não foram observados e conduzidos corretamente junto a geração X.

9-  Comente um pouco sobre as principais lições que aprendeu com nomes que você mencionou como referências:

  • Prof Gretz

Minha inspiração motivacional. Quando iniciei minha carreira de palestrante, tive a oportunidade de conversar com o Prof Gretz e o questionei sobre o tempo que se leva para reconhecimento pelo mercado.

Comentei que já tinha cinco anos  de mercado e os resultados não apareciam, eu não decolava. Com sua experiência e sabedoria me disse: “

Estou com 72 anos de idade e durante 22 anos eu fazia palestras e parecia que nada acontecia. Com 23 anos de carreira comecei a crescer e dali para frente as coisas começaram a acontecer. Tenha paciência, se dedique, plante com carinho que logo chegará sua vez.”                                                        

Essas palavras me motivaram a não desistir e a persistir. Tenho enorme consideração pelo Prof.

  • Clóvis de Barros Filho

Durante uma de suas palestras ele disse: “ quando você se encontrar naquilo que você gosta de fazer, naquilo que te dá tesão pela vida, a partir daquele momento, para trás nem para pegar impulso.”  Isso está em minha mente e sigo firme nessa frase.

  • Mario Sergio Cortella

Tem também uma frase: “Não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece, para que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena.” 

Procuro fazer a minha vida valer a pena ser vivida. Procuro jogar o máximo de bolinhas verdes possíveis. Assim como essas frases me impactaram e impactam, o meu propósito é impactar pessoas. É ajudar a mudar o rumo das vidas. É deixar um legado, o legado das bolinhas verdes.

10- Beto, revela pra gente: “Por que todo dia deve ser bom dia?” 

Observando várias pessoas e seus comportamentos, é notório constatar como as atitudes e pensamentos positivos as influenciam e as impactam diretamente, em todos os níveis, sociais, econômicos e culturais.

Vivemos em um mundo que esteve estagnado por um bom tempo, onde tudo acontecia sempre da mesma forma e podemos, inclusive, fazer uma previsão confiável do futuro, pois o tempo passaria e o que estava previsto para acontecer, aconteceria.

Passamos a viver em um planeta onde o ter é mais importante que o ser. Conseguimos nos comunicar com o mundo todo, com várias pessoas ao tempo pelas redes sociais, mas não conseguimos mais conversar e nos  preocuparmos com quem está ao nosso lado, no trabalho e até mesmo em nossa casa, com nossos familiares. 

Na era da comunicação global, parece que estamos nos tornando incomunicáveis.

Por que  todo dia deve ser bom dia?                                                                                                                                         Durante o dia de hoje, teremos várias ideias que podem ajudar a transformar o mun do em que vivemos, a partir da nossa própria mudança. Pequenas ideias, quando bem empregadas, geram resultados que transformam e, até mesmo, salvam vidas. 

Com pequeno ou quase sem nenhum investimento (quanto custa um abraço ou um sorriso?), as pessoas podem ser e fazer outra pessoa feliz. Lembre-se, viemos a este mundo sem nada e vamos  sair dele sem nada também. 

O que realmente tem valor é o que fizemos de bom entre a nossa chegada e a nossa partida. O que vai valer são as bolinhas verdes que jogamos para as pessoas enquanto estamos por aqui. Se jogarmos bolinhas verdes, elas ajudarão a mudar o mundo.

Lembre-se, elas estão dentro de cada um de nós e somos nós que temos que fazer a diferença que queremos no mundo. 

Precisamos e devemos ser pessoas melhores dia após dia. Somos nós que temos que transformar o mundo que vivemos, com resultados positivos e ideias que servirão de conexão para várias pessoas. Vamos parar de pensar que estamos sozinhos e que tudo gira ao redor de nosso umbigo. Vivemos em comunidade e as melhores ideias do mundo devem ser as melhores ideias para o mundo.

Precisamos plantar o bem para colher o bem. Não existem flores sem sementes. O mundo está carente de gentileza, de abraços, sorrisos, palavras positivas, de afirmação e encorajamento. Se não mudarmos, o mundo não  muda.

11- Qual seria uma boa estratégia a ser adotada pelos gestores que se importam com a saúde mental dos colaboradores? 

Capacitação constante dos colaboradores e funcionários. Passamos por um período de grande tribulação que foi a Pandemia.

Os pensamentos de medo, angústia, ansiedade e incerteza, tomaram conta da grande parte das pessoas, inclusive dos líderes, o que ocasionou perda de referência. 

Se tudo acontecesse primeiro na mente para depois ser executado no plano físico, se a mente está travada ou negativa, os resultados também serão negativos ou não acontecerão. 

É necessário fazer a mudança de mindset para que os resultados mudem. Essa mudança ocorre com a troca de informações mentais, invertendo negativo para positivo, através de treinamentos, palestras e cursos. 

A empresa visionária sabe que uma pessoa automotivada produz mais e melhor, então, gestores que se importam com saúde mental dos seus colaboradores investem em capacitação motivacional constantemente e como resultado a produção melhora, as perdas diminuem e os lucros aumentam.                                                                                                                                    Volto a frisar: Empresas bem sucedidas sabem o significado da frase de Abraham Lincoln:

 “Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado”,ou seja, quanto mais capacitar, mais produzo, com menos esforço.

12- O que é mais importante para o sucesso: disciplina ou motivação? Como obter as duas? 

A disciplina nos leva ao sucesso. A motivação nos mantém no foco.

Para vencer uma corrida de 100 metros e ganhar o pódium é necessário treinar muito, todos os dias. A disciplina é o treino diário e a motivação é o podium. Ambas estão interligadas, pois se não treinar disciplinadamente não conseguirá chegar ao pódium e se treinar sem um motivo (que é o chegar ao pódium) provavelmente falhará.

Se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve. Nesse caso, não vai para lugar algum, pois qualquer caminho não serve para te levar ao podium, precisa ser o caminho certo, precisa ter disciplina.

Treinar, treinar e treinar, sempre; constantemente. Melhorar a cada treino. Ter motivos para treinar.

13- Gratidão máxima por compartilhar seus ensinamentos e por toda sua generosidade ímpar. O espaço é seu para um recado final. 

Para que tenhamos netos melhores,  precisamos deixar filhos melhores. Para deixarmos filhos melhores, precisamos ser melhores a cada dia. Sim, precisamos fazer, hoje, o nosso melhor. Vamos juntos melhorar este mundo a partir de nós mesmos, sem esperar que o outro mude para que nós mudemos.

Pessoas felizes e automotivadas mudam o mundo. Sejamos nós também, a mudança que esperamos no mundo, pois se não mudarmos, o mundo não muda.

Sejamos  felizes hoje e todos os dias que estivermos por aqui, neste mundo. Sucesso, alegria, bom humor, felicidades, saúde, paz e milhares de bolinhas verdes.

Bommmmm diaaaaaaaaaaaaa!!! Pessoas motivadas produzem mais!

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