Palestras de Sucesso Entrevista André Ravani

1- Palestrante de sucesso, grande André Ravani! De antemão, nosso muito obrigado por nos atender e compartilhar seu vasto conhecimento conosco e com os leitores do blog da Agência de Palestras que mais cresce no Brasil 

Para começar, um tema que você domina como poucos no País: qual a importância de uma empresa investir em uma palestra sobre o tema, e mesmo contratar o serviço DPO AS A SERVICE? 

Bom, vamos começar pelo motivo mais simples. A lei determina que a empresa precisa nomear um DPO, que será o responsável pela proteção de dados na empresa. 

Essa pessoa precisa ter bons conhecimentos tanto na área jurídica como TI para exercer a função de polo de comunicação da empresa com os titulares de dados e com os órgãos públicos.

Além disso, será responsável por todo o processo de fiscalização e treinamento dos colaboradores da empresa.

A Legislação autoriza a contratação direta do DPO, como empregado celetista, assim como a contratação de uma empresa para executar essa atividade e aí é que está o pulo do gato.

Com base nesses dados é possível, portanto identificar a importância da contratação do DPO  AAS, com base nos seguintes benefícios:

– Maior economia para a empresa, já que não terá o custo de um funcionário CLT

– Serviço especializado, pois o profissional terceirizado terá, obrigatoriamente, certificações próprias para realizar o trabalho

– Maior segurança ao compartilhar a responsabilidade com a empresa terceirizada na execução da proteção de dados

2- Como empreendedor, na sua visão: o que uma palestra deve conter, quais são os elementos, ingredientes, que fazem dela, algo de fato necessário e com resultado assertivo para a empresa e colaboradores em geral?

Entendo que uma boa palestra é aquela que transforma a vida do interlocutor de alguma forma. Traz a ele um elemento que fará a diferença em sua vida.

Para alcançar esse resultado o palestrante tem sim que se preocupar em encontrar o caminho correto para se comunicar com a plateia. Cada plateia tem uma característica diferente que deve ser respeitada e essa é uma responsabilidade do palestrante.

Em minhas palestras e workshops tento ao máximo encontrar o melhor caminho para que o tema seja recebido da forma mais leve e interativa possível (Não queria ser mais um palestrante chato de direito que fica repetindo termos técnicos para uma plateia que não estava envolvida com o tema).

Gosto muito de utilizar a tecnologia como aliada nesse processo, transformando o tema em verdadeiros treinamentos dinâmicos que envolvem o público durante todo o processo. 

Outro ponto importantíssimo é adequar a linguagem ao público que está interagindo com o palestrante. Não adianta preencher minha fala com Data Vênia ou status quo, se esses termos não agregarão em nada ao meu público.

Por fim, abordar o tema apresentado de uma forma que venha a atender uma necessidade ou uma dor do público. Não adianta comentar o que o artigo 1º da LGPD diz se não incorporar esse conteúdo no dia a dia do público.

3- Você também oferece workshop jurídico, não é mesmo? Pensando no empreendedorismo, quais são os temas da alçada jurídica que devem ser considerados como prioridades, para quem está montando um negócio? 

Ah, gosto muito de interagir com o público trocando experiências com questões práticas. Se o público enxergar que o problema que ele enfrenta é legítimo e faz parte do processo de crescimento, sua motivação para alcançar melhores resultados será maior.

Entender como o processo acontece é fundamental.

E aqui entendo ser importante treinar as pessoas com temas ligados à prática jurídica (qual o caminho das pedras, com quais leis o empreendedor deve se preocupar, questões tributárias, questões ligadas ao CDC e à LGPD). 

Entendo fundamental, também, workshops envolvendo temas como organização, processos e, principalmente, motivação. Como o empreendedor deve manter sua motivação mesmo diante de todos os problemas que ele enfrentará para, passo a passo, ir alcançando o resultado esperado.

4- Falando sobre a adequação das empresas à LGPD.

Quais são os benefícios da adequação da empresa e os malefícios da não adequação? 

Olha, aqui temos uma pergunta fundamental que todos os empresários deveriam analisar. Pois temos enormes benefícios decorrentes do processo de adequação, assim como grandes problemas no caso de não adequação. Para analisar essas questões, trago alguns dados importantes

– Benefícios:

64% dos consumidores preferem empresas realmente preocupadas com os seus dados

75% das organizações que implementaram medidas de proteção de dados, causaram um impacto positivo na confiança de seus consumidores.

Apenas 38% dos negócios estão preparados para as normas exigidas pela nova lei

70% das empresas afirmaram ter obtido vantagens comerciais significativas com a adoção de medidas de privacidade.

Portanto, adequar a empresa trará maior desempenho à operação, maior confiança do cliente e “no final do dia” maior rentabilidade 

– Malefícios:

Os órgãos estatais já estão aumentando, consideravelmente, as fiscalizações sobre as empresas

As multas, que vinham sendo aplicadas há um bom tempo, tenderão a ser mais corriqueiras diante do aumento exponencial de casos de vazamento de dados e incidentes de segurança

25% das pequenas e médias empresas tendem a pedir falência após um incidente grave de segurança (portanto não estamos falando somente de preocupação financeira, e sim da própria existência da empresa).

Estudos demonstram que o dano à imagem da empresa, em casos de incidentes de segurança, é mais devastador do que a própria sanção econômica.

BRL 5,88M é o custo médio anual de violações de dados no país.

5- Quais ações a empresa deve aderir, para identificar se está exposta a riscos relacionados com a Lei Geral de Proteção de Dados? 

Entendo que um dos principais pontos é identificar se a sua equipe está preparada para enfrentar as exigências da legislação. Muitos dos casos de incidentes de segurança são causados por descumprimento de normas de compliance, sendo que o descumprimento é fruto, normalmente, de falta de treinamento.

Os colaboradores, muitas vezes, não sabem de fato qual a postura adotar em determinada situação (como eventual fraude causada por e-mail malicioso encaminhado para a empresa, o que é chamado de “engenharia social”).

O segundo passo é realizar um “pente fino” nos contratos, políticas e relacionamentos com fornecedores para, mediante uma análise criteriosa, entender de fato qual o risco da empresa perante a legislação.

Com base nas duas análises é possível verificar o “tamanho” do problema e analisar, de forma objetiva, quais os próximos passos a serem adotados.

Um último conselho é identificar a Proteção de Dados como um investimento na estrutura da empresa, que trará maior confiabilidade de seu cliente e maior segurança contra eventuais fiscalizações (que ocorrerão)

6-   Pensando agora no engajamento de uma equipe dentro da empresa. Ao seu ver, qual a importância de um líder, no sentido de motivar o time? O que um líder deve ter de “especial”, para ajudar os colaboradores a avançarem nos projetos da empresa?

O líder, nesse caso, faz toda a diferença. Assim como em todas as áreas da empresa, o processo de adequação da empresa à Lei de Proteção de Dados exporá a liderança a um verdadeiro desafio, pois atingirá a equipe diretamente em zonas de conforto antes nunca analisadas.

Estamos falando de processos simples como identificar a forma correta de descarte de um documento físico, preocupação com o bloqueio da tela do computador, exposição de documentos sobre a mesa sem necessidade, e assim por diante.

Nesse processo, portanto, o líder deverá utilizar seus melhores recursos para montar a equipe responsável pelo processo de modificação cultural da empresa e deverá comandar através do exemplo e do engajamento.

Trazer a equipe pra si, demonstrando, de fato, a importância do papel de cada um na estrutura da empresa, evidenciando como cada colaborador, através de pequenas ações, pode oferecer aos clientes da companhia a mesma preocupação que ele gostaria de encontrar em suas atividades pessoais.

7- Em relação às suas maiores inspirações e referências. Comente um pouco sobre o que esses nomes a seguir, significam para você:

– Roberto Shinyashiki – meu primeiro “guru”. Leio seus livros há muito tempo e acompanho suas palestras pelo país. A forma com que Roberto Shinyashiki trata de motivação e evidencia o que de fato deve ser importante para as pessoas é incrível. 

Meu primeiro livro de desenvolvimento pessoal, ainda quando estava na faculdade, foi o “Sucesso é ser feliz”. Fantástico.

– Roberto Justus – A capacidade de criação de Roberto Justus é impressionante. Tenho pra mim que Roberto Justus é um ícone do empreendedorismo no Brasil, e sua forma de negociação é fantástica

– Silvio Santos – O que falar desse monstro da comunicação? A história de vida de Silvio Santos é um exemplo para qualquer pessoa que queira ser um agente transformador para a sociedade. Sua ética e transparência o tornaram o maior e mais querido apresentador de televisão do Brasil. E sua forma de empreender é um exemplo de sucesso.

– Ayrton Senna – Sou fascinado pela forma com que Ayrton agia em seu propósito. O foco e a excelência no alcance de suas metas e a preocupação com o detalhe de cada processo.

– Paulo Vieira – Excelente orador. Trago comigo os ensinamentos de diversos livros escritos por Paulo vieira. O Poder da Ação é transformador e tento aplicar esse padrão de comportamento em todas as áreas da minha vida. As grandes modificações que alcancei em minha carreira decorreram da tomada de decisão objetiva, seguida de ações assertivas para alcançar meus objetivos.

– Mark Hughes – Fenômeno de vendas, transformou uma pequena ideia de criar alimentos que ajudassem na manutenção de peso em uma empresa fantástica. Sua história de vida é incrível. Sem falar no seu poder de comunicação. Muitas técnicas de palco utilizadas por Mark Hughes são utilizadas em minhas palestras, de forma a engajar a participação cada vez maior do público.

– Jim Rohn – Mentor de Mark Hughes e Tonny Robins. O que mais poderia dizer, não é verdade? A base dos processos de transformação pessoal aplicadas por esses dois fenômenos está na obra de Jim Rohn.

– Tony Robbins – Autor de livros sensacionais que fazem com que seu interlocutor realmente pense no que de fato é importante.  Inúmeros exercícios de engajamento e motivação tem como fundamento os preceitos aperfeiçoados por Tony Robbins. É um autor que transformou minha trajetória e que faço questão de sempre mencionar em minhas palestras como elemento motivador para transformador.

8- A comunicação interna é extremamente relevante em uma organização. Pensando nisso e nas questões que envolvem o código de ética de uma empresa,  de que forma a gestão e liderança pode envolver seus colaboradores, no sentido de engajá-los, motivá-los e estimulá-los a trabalhar de uma maneira mais criativa e produtiva? 

Entendo que a informação é a alma do negócio. Fazer com que o colaborar entenda o motivo pelo qual qualquer processo será implantado na empresa, evidenciando os benefícios da mudança e os malefícios da inércia.

A motivação deve vir através do exemplo. O líder deve assumir a postura de ser o capitão da transformação. Assim conseguirá não somente colaboradores, mas sim seguidores de seu propósito.

E uma dica vital para qualquer líder: nunca, em momento nenhum, negocie sua credibilidade. O colaborador necessita de segurança. Saber que ele pode confiar no seu líder.

9- Falar de empreendedorismo no Brasil envolve uma série de desafios. Por exemplo, aqui no País, o índice de turnover atinge um dos níveis mais elevados de todo o mundo. Diante da sua experiência, quais são os principais fatores que desencadeiam tal quadro e de que forma é possível reverter ou minimizar essa alta rotatividade na empresa? 

Estudos demonstram que, em sua maioria, pessoas são contratadas pelo currículo e são desligadas (por vontade própria ou da empresa), por questões comportamentais.

Matérias divulgadas em diversos meios de comunicação colocam como principais causas do turnover:

– Desgaste físico e psicológico do colaborador (não é à toa que o burnout vem crescendo em proporções assustadoras)

– Tratamento diferenciado

– Cultura organizacional tóxica

– Conflitos com a gestão ocasionados pela falta de técnicas adequadas de comunicação (muitas vezes os colaboradores simplesmente não sabem como agir pela falta de cadência e assertividade da liderança)

– Falta de oportunidades para o crescimento profissional

– Falta de reconhecimento pelo trabalho realizado

Sigo a linha de que o gestor deve tomar cuidado com o seu ativo mais precioso, que são os seus colaboradores. Ser claro, comunicador, saber ouvir as dores dos colaboradores e, dentro de seus limites deixar muito bem informado como o processo de execução de trabalho ocorre é fundamental para o sucesso do negócio.

Cuidados simples para não incorporar velhos hábitos tóxicos como tratamento diferenciado, ambiente machista, gestão baseada no caos (sim, isso existe), é fundamental para engajar a equipe.

10- Em relação à Gestão de Pessoas, como a inteligência emocional pode transformar a forma como os colaboradores trabalham? 

O colaborador, na maioria das vezes, quer sentir que faz parte do negócio. Sentir que é uma peça fundamental para o processo (como de fato o é). Portanto, utilizar técnicas motivacionais que estejam baseadas no mérito, na evolução do colaborador e na expectativa de crescimento corporativo é fundamental.

Novamente aqui faço a ressalva aos líderes: NÃO NEGOCIEM SUA CREDIBILIDADE.

A confiança é a base de todo o sucesso corporativo.

11- Como você enxerga o potencial do Metaverso  nas estruturas corporativas? De acordo com uma matéria do portal Valor Econômico, este mercado pode alcançar US$ 48 bilhões em 2026.  Aproveitando o gancho, o futuro das palestras é o Metaverso? 

Ah, aqui vc mexeu com um fantástico tema. Sim, se você acha que o Metaverso é passageiro e que não dará em nada é melhor você conversar muito com os adolescentes de hoje em dia. Eles já vivem no Metaverso. Negócios são celebrados, personalidades são criadas e relacionamentos interpessoais são estabelecidos no mundo dos jogos eletrônicos. Quem aqui já não se deparou com  seu filho pedindo dinheiro para comprar a Skin mais moderna que foi lançada? Já jogaram Roblox?

Pois é, esse universo que já é relativamente antigo está chegando para as relações “adultas” e movimentará cifras muito altas.

Esse é um movimento que já está acontecendo e, se você acha que Mark Zuckerberg está inovando, saiba que, na verdade, ele está entrando atrasado nesse mercado. É uma realidade.

Em breve vamos tratar do tema “Como as palestras eram realizadas antes do Metaverso”. Pode apostar. Esse meio trará muito mais interatividade entre o comunicador e sua plateia. 

12-  André Ravani, conta pra gente: quais são os maiores desafios referentes às normas do Direito Digital? 

O grande problema do direito digital é que as normas jurídicas não conseguem acompanhar a velocidade com a qual as novidades tecnológicas são lançadas, criando verdadeiros abismos entre as relações interpessoais. Vejam quanto tempo demorou para um Lei de Proteção de Dados ser incorporada na sociedade (embora algumas normas já existissem anteriormente).

Aliado a esse déficit está, também, a própria incorporação de novos conceitos pela sociedade como um todo. São gerações diferentes tendo que lidar com as consequências imediatas da tecnologia. Isso traz ruído e a necessidade constante de difusão de conhecimento.

13- Gratidão pela sua atenção, o espaço a seguir é seu para deixar um recado ou mensagem aos leitores. 

Gostaria de agradecer demais pelo espaço. Agradeço demais aos leitores pelo precioso tempo, deixando em aberto a possibilidade de debatermos cada vez mais sobre esses assuntos. Acho que o debate aberto e sem estereótipos é fundamental para o crescimento humano e pessoal. Então deixo esse convite para me acompanharem nas redes ficando a disposição para debatermos cada vez mais sobre assuntos como esses. Um grande abraço.

 

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