1. Ana, antes de tudo, agradecemos pela sua disposição e pelo tempo dedicado a esta entrevista. Para começarmos: olhando para sua trajetória e para tudo o que viveu, qual foi a principal mudança interna que precisou acontecer para que você deixasse de apenas enfrentar as circunstâncias e passasse a conduzir conscientemente a própria vida?
Decisão marcante na minha vida foi o momento
quanto entendi que além da artista preciso me transformar em uma empresária de sucesso, começando pelas poderosas parceiras e conexões. Sobre tudo conexão comigo. Foi o momento da minha chegada no Brasil no ano 2011.
2. Muitas pessoas sentem que precisam mudar de vida, mas não conseguem identificar exatamente o que deve mudar primeiro. Na sua experiência, quais sinais mostram que alguém chegou a um ponto em que já não pode continuar vivendo da mesma maneira?
Ponto da partida para as mudanças e entendimento do estado da estagnação. Tudo que não transforma é morto. Somos seres humanos na permanente evolução.
Insatisfação pessoal é primeiro passo de identificar e partir no caminho da transformação através da profunda introspecção.
3. Em sua palestra “7 Notas de Sucesso”, você utiliza as sete notas musicais como método para apresentar princípios de transformação. Sem necessariamente revelar toda a estrutura da palestra, como uma pessoa pode identificar qual “nota” da própria vida está desafinada e precisa de mais atenção neste momento?
Olhar dentro do nosso ser. Fechar olhos, sentir frequência através da música. E descobrir onde dói, olhar sem medo e partir a afinar mais a alma através da uma escolhida nota que representa uma dor (a maior ).
4. Um dos grandes problemas de quem busca transformação é ter motivação por alguns dias e depois voltar aos mesmos hábitos. O que diferencia, na sua visão, uma mudança emocional passageira de uma transformação capaz de realmente se sustentar ao longo do tempo?
E só te tomar decisão e seguir firme no caminho. Precisamos nos ver onde queremos estar, sem viver no passado vivendo o poder das ações do agora. A transformação no longo prazo é só possível através dos diários empenhos, disciplina e persistência.
5. Você fala sobre diálogo interior e ressignificação de crenças. Como perceber quando a própria voz interna está sabotando decisões, relacionamentos ou oportunidades profissionais? E qual seria um primeiro exercício para começar a mudar esse diálogo?
Escuto minha alma sem obstruções da mente. Fecho os olhos, respiro fundo, medito no silêncio. Acalmo minha mente e afasto-me dos barulhos. No silêncio ouço que meu coração me disse, e a primeira conversa e o primeiro passo para poder tomar as melhores decisões.
6. Muitas pessoas sabem o que precisam fazer, mas permanecem paralisadas pelo medo, pela insegurança ou pela necessidade de ter certeza antes de agir. Como desenvolver clareza emocional suficiente para tomar decisões mesmo quando ainda existem dúvidas?
Confiar em si é o primeiro passo. Medo gera frequência muito baixa de dúvida, dúvida na prática de sim ou não significa NÃO. Quando eu confio em mim, sou consciente e cocriadora da minha vida e meu destino.
7. Sua trajetória inclui uma experiência extrema de superação ao ter vivido a guerra na Sérvia. Sem comparar dores diferentes, o que aquela experiência lhe ensinou sobre medo, perda de controle e capacidade de recomeçar que pode ser aplicado por alguém que hoje enfrenta uma ruptura profissional, financeira ou pessoal?
A guerra me ensinou a não desistir.. até que respiro e vejo que tudo é possível.Os momentos difíceis como este na vida nos ensinam em vez de desistir mergulhar nas 7 notas e nos curar e afinar emoções e ser mais e mais.
(Continua na parte 2…)
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