Palestras de Sucesso entrevista Aline Dalcin

1- É um prazer imenso contar com sua participação na Agência Palestras de Sucesso, Aline Dalcin. Para começar nosso bate papo, conta pra gente: qual a importância de se descobrir o propósito de vida e de que maneira reconhecê-lo?

Aline Dalcin: Bom, no meu ponto de vista a importância de se descobrir o propósito de vida é que: a maioria das pessoas que chegam numa certa idade, a partir dos seus 40, 45 anos, 50, olham pra trás e ficam apavoradas de que poderiam ter feito outras escolhas, ou por exemplo: “nossa, o que eu fiz da minha vida?” porque a gente fica no piloto automático, a gente faz o que todo mundo faz, fazendo todos os dias a mesma coisa, e a gente acha que nada muda e tudo esta em constante evolução, tudo tá mudando, tudo tá vibrando. A gente acha que tem todo tempo do mundo, a gente acha que pode continuar sem olhar para si, sem olhar pra dentro e que isso é legal, até que quando se chega aos 45, 50 anos, se deparam com essas perguntas: O que eu vim fazer? Qual o meu propósito? Eu estou no meu propósito? O que estou fazendo da minha vida? Por isso a importância da expansão de consciência, por isso a importância do autoconhecimento, por isso a importância do autodesenvolvimento humano. Olhar pra si, olhar pra dentro, porque estamos acostumados a ficar no piloto automático e olhar pra fora e lá tem muitos barulhos, por isso a gente não consegue ouvir as respostas que a gente mesmo tem aqui dentro, porque todas as respostas estão dentro de nós. Nós somos os nossos mestres, nos somos o nosso guru. Osho falava isso né: “Eu não crio discípulos, eu crio mestres”. Então, conheça-te a ti mesmo e conhecereis os deuses e o universo, vós sois deuses! Não de uma maneira gananciosa, mas nos somos o filho do todo, então quando a gente começa a entender que sim, nós somos cocriadores, nós escolhemos o que a gente quer de nossas vidas, e a principal importância de saber o seu propósito de vida é: você está feliz de saber onde você está? Se perguntar isso! Você está bem com o que você está fazendo? Como você se imagina amanhã? Daqui a 1 ano, daqui a 5 anos? Então, não é na nossa mente que essas respostas virão, e sim no seu coração, na sua alma. Então entre pra dentro e observe: Você está feliz com o que você está fazendo? Essa é a resposta pra saber se estamos no propósito. Não que nos falaram que tem que ser, o que tem que fazer, e sim o que a gente quer, o que o nosso coração quer, o que a nossa alma quer, o que ela anseia, o que ela deseja, por isso a importância da expansão da consciência, de saber o nosso propósito, de saber o que viemos fazer e para quê. Sim, viemos pra cá pra, óbvio, procriar a espécie, pra evoluir, pra ressignificar o que não foi ressignificado, pra se reconciliar com o que não foi reconciliado, e estamos onde a gente se coloca. Eu amo essa passagem: “Tu estás onde tu se colocaste.” Então, a importância da autorresponsabilidade. Não é culpa de ninguém o que nos acontece e sim nós mesmos criamos a nossa realidade a todo momento, a toda hora, a todo instante, e aí a gente começa a ficar responsável pela nossa vida e para de demandar a nossa vida e a nossa felicidade pros outros.

2- Aline, é muito comum que a questão dos relacionamentos complicados seja uma constante, tanto na vida pessoal quanto na esfera profissional. No mundo corporativo, problemas conjugais, por exemplo, interferem negativamente na produtividade de profissionais de todas as esferas e escalões. O seu conteúdo aborda alguns temas que se apresentam como soluções para nutrir um relacionamento saudável e positivo, seja em nível de casal, familiar, seja na esfera social e no ambiente do trabalho, correto? É o caso, por exemplo, do autoconhecimento. Dito isso, por que o autoconhecimento é importante para os relacionamentos?

Aline Dalcin: A importância do autoconhecimento para os relacionamentos é não de eu estudar o outro, de eu observar o outro, de eu conhecer o outro e sim de nos conhecermos a nós mesmos. Osho nos traz isso né? “Primeiro ame-se a ti mesmo”. Então, como eu vou amar o meu companheiro se eu não me amo? A gente não pode dar o que a gente não tem. Então o que acontece, quando a gente começa a praticar o autoamor, autogenerosidade, autocompaixão… E por que eu falo “praticar”? Porque nós não fomos ensinados! Foi muito mais difícil para os nossos pais, avós, bisavós e nossos antepassados, é como se a gente já viesse com esse déficit de amor-próprio. E eu não trabalho com positividade tóxica, de dizer: “Nossa, eu tenho baixa estima, minha vida não tá legal e eu vou sorrir, meditar e falar ‘good-vibes’ e está tudo legal.” Não, não é assim. O que eu trago é observar o que tem debaixo do tapete, debaixo do porão, o que está ali no inconsciente, porque tu não tem aquele amor-próprio e então resgatar aquele amor-próprio pra si e praticar, porque a gente não foi ensinado então a gente pratica, a gente faz, a gente começa a olhar pro espelho, por que está deturpada a imagem que a gente olha pro espelho, porque olhamos só para os defeitos, então por isso a importância da gentileza conosco. Jesus disse: “Ame o próximo como a ti mesmo.” Só que não amamos nem a nós mesmos. A gente vem a muito tempo com autodepreciação, então quando começamos a olhar com carinho, com generosidade, com compaixão pra nós mesmo, a gente cura aqui dentro essa baixa estima e por ressonância a gente vai poder passar por outro. Então ame-se a tal ponto até que por ressonância a gente vai poder oferecer sem intenção, porque isso será empírico, passará por osmose digamos assim, pro outro. É como se a gente se amasse tanto que vai poder passar por ressonância pro nosso companheiro, filhos, pais, clientes todo o entorno, enfim, então é praticar consigo mesmo, a gente não pode dar pro outro aquilo que a gente não tem. Então como eu vou ter um relacionamento saudável? O primeiro é: não esperar do outro, não gerar expectativas e o outro é só um espelho! Por isso que poucos relacionamentos dão certo, porque a gente sempre acha que é pessoal as coisas e não, o outro é só um espelho. O nosso companheiro, a nossa companheira, irá nos despertar a algo que está em nós, mas que está debaixo do tapete, está no inconsciente, está nos 99% que fica no inconsciente que a gente não sabe. E daí iremos dizer: “Nossa, eu não tenho isso, eu não sou assim.” Mas sim, a gente tem! E daí o nosso companheiro irá nos trazer, irá nos acionar aquilo pra gente olhar e poder ressignificar, poder trazer pra luz. Então é quando a gente começa a fazer esse caminho e sem expectativa também. Quando a gente fizer algo pro nosso companheiro ou companheira, e pra tudo também na vida, fazer sem expectativas, pois elas são do ego. Expectativas geram frustração. Só faça! Então tu vai fazer com uma outra postura. Não interessa o que a gente faz e sim com que postura a gente faz. Então ame a si, aos pouquinhos vai elevando a tua vibração, eleve a sua estima é como se a gente fizesse uma cirurgia interna e assim por ressonância a gente vai poder passar isso pros nossos relacionamentos, e assim eles poderão ficar cada vez mais saudáveis.

3- De que maneira é possível reverter os aspectos negativos que desequilibram nossa vida?

Aline Dalcin: Eu não diria reverter e sim a gente se reconciliar com as nossas sombras, com os nossos defeitos, com a nossa vulnerabilidade e então a gente vai começar a ficar em paz com as escolhas que a gente fez na nossa vida. Nos somos cocriadores né? Não tem religião no que eu estou falando, então o que acontece, como a gente não sabia disso, nós cocriamos a todo instante obviamente, a cada instante a gente está cocriando, porém a gente não sabia disso e só criávamos coisas que não nos elevavam. Quando a gente começa a elevar nossa vibração acima de 400Hz, e não estou falando de misticismo aqui. David Hawkins traz isso pra nós, na tabela dele de níveis de consciência, quando a gente começa a elevar nossa vibração nossa frequência em hertz começa a subir, então começamos a nos olhar: “Nossa, eu sou um campo de energia. Sou um campo de potencial puro. Deepak Chopra nos traz isso, nós somos seres infinitos, um campo maravilhoso, então a gente começa a dizer sim pra como foi a nossa vida do jeitinho que foi. Concordar com tudo e assim a gente vai poder ficar em paz com o nosso passado, vai poder viver o hoje e cocriar um futuro, mas não ficar também na ansiedade de um futuro e sim vir para o hoje, viver o hoje. E daí a gente começa a elevar a nossa vibração, se sim, a gente escolher, então saturar o nosso consciente de coisas que nos elevam. Nos elevar, elevar, elevar, elevar até um ponto que a gente fique assim: Nossa! Nada mais que nos aconteça vai nos atingir porque tudo o que acontece conosco, nós que criamos né? Então situações e pessoas virão até nós porque a gente criou aquela situação, pra gente evoluir, trabalhar, fazer alguma coisa. Então é isso que é de tu sair da negatividade. É como diz aquela frase meio clichê, mas é bem óbvio e o óbvio precisa ser dito. “Sair da ilha para ver a ilha.”

4- A necessidade de melhoria nas relações entre colaboradores e gestores, bem como entre líderes e stakeholders, é uma dor recorrente no mundo empresarial. De que forma o seu trabalho pode contribuir para ajudar neste sentido?

Aline Dalcin: Bom, sobre isso o meu ponto de vista é: Quando a gente age com ego, a gente só quer competir. Nós temos 3 cérebros. Devido a evolução nós temos o cérebro reptiliano que é aquele cérebro que vai lutar ou fugir. Depois, no decorrer da evolução tem o cérebro límbico, que é dos sentimentos e emoções e o terceiro é o neocortex frontal. Por que que eu falei isso? Porque estamos acostumados em nanosegundos a reagir a qualquer coisa que nos falam. Então quando a gente começa a entender e saber disso, dessa “receitinha de bolo”: Nossa! Eu to reagindo, reagindo, reagindo e sim a gente entrar em empatia né? Nós somos uma equipe! John Nash ganhou um prêmio Nobel em 94 que ele trouxe isso: “A Cooperação é melhor que a competição.” Só que nós não fomos ensinados. A gente vem com uma crença de escassez que: “Nossa, eu não posso contribuir com um vizinho, com um colega, com um amigo, com um colaborador. Não posso colaborar porque senão ele vai se sobressair mais que eu.” E quando a gente começa a entender que a colaboração, a cooperação é melhor que a competição a gente entra em rapport, a gente começa a não reagir, começamos a ouvir o ponto de vista das outras pessoas, porque o pensamento é livre, então o que acontece? Duas cabeças pensam melhor que uma né? A gente começa a agregar, juntar, a incluir. Começamos a ouvir e seremos ouvidos. Por que a gente não quer ouvir, mas quer ser ouvido né? Então começamos a entrar pra cooperação, e formar uma equipe e unir. Mas é como se nós pensássemos: “Nossa, como que eu vou fazer isso se nem com a minha família eu consigo respeitar os meus pais, os meus filhos, o meu companheiro, como é que eu vou fazer isso na minha empresa?” Enfim, desde lá da nossa casa a gente começa a entender que pra ser ouvido a gente tem que ouvir. A gente tem que entrar em empatia e em rapport com as pessoas, não interessa quem seja. Pode ser nosso vizinho, nossa família, nosso colaborador, nosso chefe e parar de reagir. Parar de usar aquele cérebro reptiliano que a gente parece um bicho, reagindo, reagindo, reagindo e sim, vamos colocar em rapport, vamos entrar em empatia e daí aquela pessoa vai ver que tu está ali pra agregar e também vai querer agregar. É como se virasse a chave sabe? Óbvio que esse é o meu ponto de vista, é assim que eu faço com os meus colaboradores, com os meus clientes, com a minha família, com o meu entorno. John Nash nos trazia isso: “A cooperação é melhor que a competição.”

5- Você cita Osho como uma de suas fontes de inspiração. Quais as lições que você destacaria dele, e que podem inspirar quem está lendo agora do outro lado da telinha?

Aline Dalcin: Bom, Osho é uma das minhas inspirações né? Napoleão Rio, também é um deles, e ele traz pra nós o seguinte: “Alinhe-se a 12 pessoas com o mesmo propósito de vida que tu.” Então eu tenho várias fontes de inspiração. Uma são meus pais, obviamente, outra é o todo, é o universo, é o amor incondicional que ele nos traz. A gente não tá no universo, nós somos o universo. Outra são as palavras de Jesus Cristo. Quando a gente tem dúvida de algo, sempre veja as palavras e passagens de Cristo e observe como a natureza é, assim a gente tira nossas dúvidas. Deepak Chopra eu gosto muito também, Louise Hay que ela traz: “ Mude seus padrões de pensamentos e assim você mudará a sua vida.” E o Osho traz pra nós que devemos amar a si mesmos. Porque fomos ensinados a amar o outro, mas como iremos amar o outro se estamos com esse “dodóizinho”, “buraquinho” essa “ferida” aqui dentro de nós? Porque a gente vem com esse déficit de amor-próprio. Então é: amar a si mesmo! Ame a si! Ame, ame, ame, ame! Você vai poder amar o outro por ressonância, por osmose… O Tântrico traz muito o “se olhar”. Se olhar de uma maneira que ninguém te ensinou e uma das principais frases dele que eu amo é que ele não criava discípulos e sim mestres e é isso o que eu faço com os meus clientes. Eu não quero discípulos, eu quero mestres! As pessoas podem sim ser o que elas quiserem e sim, elas podem escolher! É só elas escolherem!

6- Você além de palestrante, tem um programa de TV, não é mesmo? Fale pra gente sobre o projeto Terapia ComBrasil.

Aline Dalcin: Esse programa surgiu a convite do meu amigo do coração e meu professor, Gennésio Lopes Mendes, que mora em São Paulo. A gente se conheceu no começo da pandemia, no curso on-line e daí ele me convidou para a gente fazer esse projeto, na ComBrasil, canal 28 da Sky e a gente fez esse trabalho lindo, onde convidávamos terapeutas, mentores, palestrantes, colaboradores para falar um pouco da sua vida, da sua trajetória e principalmente o que eles poderiam ser de contribuição para as pessoas que estavam lá do outro lado da telinha. Porque quando a gente entra na casa do outro, a gente entra com todo o respeito do mundo e pela televisão estamos entrando na casa das pessoas. Sempre com muito respeito, eu, meu colega Gennésio e os convidados sempre com muito respeito e sempre dizíamos: “Que possa ser contribuição pra você ai de casa.” Então é um trabalho lindo que a gente fez, Terapia ComBrasil.

7- Você pode explicar pra nós sobre o conceito da criança interior e de que forma ela pode  influenciar nossa vida?

Aline Dalcin: Nós temos uma criança interior dentro de nós, não interessa se temos 100 anos, ela está em nós, ela habita em nós. E tem muitos adultos, se não a maioria, que tem corpos de adulto, que tem idade de adulto, porém com uma criança interior ferida, o conduzindo para a vida. É como se a nossa vida fosse um carro e quem estivesse dirigindo ela seria uma criança interior bem ferida, aquela criança que acha que os pais não deram o suficiente, aquela criança magoada, rancorosa, aquela criança chateada, aquela criança que pede, que emburra, que briga que controla, aquela criança que quando não é dado o que foi pedido ela fica brava, enfim, quando a gente começa a paternar e maternar essa nossa criança interior, e o que significa “paternar e maternar”? É olhar pra todas as necessidades dela. O que ela queria, o que ela demandava e não recebeu e a gente sim, dar pra ela. E a gente começa a nutrir essa criança, porque ela estava desnutrida né? Então a gente começa a “adultecer” digamos assim. E começamos a olhar com amorosidade pra essa criança interior e ela fica em paz porque ela sabe que está sendo cuidada pelo nosso adulto, e a gente se funde a isso. Então a gente convida essa criança para caminhar conosco. O que estou falando não é nada holístico, nem místico e sim é a verdade. A nossa criança habita em nós, está em nós e é só observar. Muitas pessoas quando fazem o que fazem, se não é uma criança birrenta dentro do corpo de um adulto então por isso a importância de paternar e maternar essa criança interior ferida e acolhê-la, nutri-la e daí a gente pega na mão dela e vamos pra essa caminhada, pra essa vida, pra essa jornada. E quem vai dirigir esse carro é o nosso adulto com a nossa criança do lado, por que temos que saber quando temos que ser livres, leves, não podemos deixar nossa criança morrer, mas também não podemos deixar que ela conduza nossa vida.

8- O empreendedorismo feminino é uma pauta extremamente atual, relacionada com a questão do empoderamento. Como você enxerga o papel da mulher no mundo corporativo? Nota que há uma maior sororidade?

Aline Dalcin: Nós somos masculino e feminino. Tudo é dual. Tem o Yin e Yang e Jung trazia isso pra nós: “Anima e Animus”. Então o que acontece, a gente pode sim ir pra ação, ir pro mundo, fazer as coisas, porque a ação vem do masculino, o fazer vem do masculino, do nosso masculino. E o acolher, o seduzir, o nutrir, vem do nosso feminino, então quando a gente funde essas duas energias a gente pode sim fazer o que a gente tem que fazer, ir pra ação e também sabemos quando temos que ir pro nosso feminino, então da um “match” gostoso que é como se fosse assim: Sim, eu sou uma mulher, eu posso fazer o que eu escolhi fazer, eu posso ir pra ação, eu posso ser uma CEO de uma empresa e posso também quando estou na minha casa, ser aquela mamãe, fazer aquela comidinha deliciosa pro meu filho, fazer coisas pra mim. E assim a gente se fundir a esse masculino e feminino, que nós temos né, Yin e Yang, então isso que é polaridade. Quando estamos despolarizados, quando estamos muito no masculino ou muito no feminino, estamos desequilibrados dessa energia. Então essa é a cereja do bolo, é saber quando nós mulheres temos que ir pra ação e saber quando temos que ir pro nosso feminino, pra gente não perder a nossa essência, porque é tão lindo né?  Tudo vem de uma mulher, tudo vem de um ventre. O sagrado feminino é lindo, é lindo, é lindo, é como se fosse aquilo que nutre, acolhe. As mulheres fazem de coisas pequenas, coisas extraordinárias, isso é o feminino.

9- A falta de autoestima é uma realidade na vida de muitas pessoas. Quais terapias você indica para trabalhar melhor esta questão?

Aline Dalcin: Autoestima é como se fosse assim: Todos nós temos os nossos defeitos, a nossa vulnerabilidade. Porém, é como se a gente focasse só nisso. E quando a gente começa a focar para o que temos de bom, de melhor e também olhar com carinho para a nossa vulnerabilidade, para os nossos “defeitos”, porque os nossos defeitos não são defeitos, nós que achamos que são defeitos. Então a gente começa a se amar, do jeitinho que a gente é. Então por isso a importância da autoestima. Como que eu vou estar bem, estar feliz, amar o outro, se eu não me amo? Então, de todas as terapias que eu trabalho é a gente olhar pra dentro e ver a grandeza que nos somos e nos conectarmos com essa grandeza, então a gente se conecta a isso e é como se fosse: “Nossa, eu não sou mais essa pessoa que não tem estima por si. Nossa, eu sou esse pedacinho do todo. Nós somos centelhas, somos faíscas do todo. Nossa sou filha do meu pai, da minha mãe…” A gente começa a olhar e começa a se nutrir né? Por que quem tem baixa estima está desnutrido né? Então a gente vai lá, nós mesmos, cada um faz esse caminho, que é um caminho solitário e individual e começamos a virar a chave, se olhar cada vez mais autoamor conosco. Não que nossa vida vai virar um mar de rosas e sim iremos olhar pras nossas vidas de uma outra perspectiva, de uma outra ótica né? E elevando a nossa vibração, elevar, elevar, elevar. Elevar a vibração só traz ao nosso inconsciente coisas que elevam a nossa alma. E ver quais as nossas crenças, porque assim o que a gente pensa em nossa alma, a gente é. Então se eu penso que eu sou feia, eu vou me sentir feia, então é tu virar aquela chave, dar um giro! E eu faço com que o cliente mesmo faça esse processo, ele que tem que tem que virar essa chave, esse caminho é individual.

10- Você é considerada uma facilitadora da expansão da consciência. Explica pra gente como funciona esse processo.

Aline Dalcin: Bom vamos lá, vou explicar de uma maneira que seja fácil de todos entenderem. Qual a importância da consciência? Nós somos o que pensamos, nós somos o nosso sistema de crenças, então a gente acha que a gente é isso, até entendermos que podemos mudar os nossos padrões de pensamentos, as nossas crenças. Quando a gente começa a estudar e ir para o processo de autoconhecimento e autodesenvolvimento, a gente começa a criar nossas sinapses, isso se chama neuroplasticidade. Criar sinapses, expandir, expandir, expandir. Nos elevar e ver sim que eu posso tomar outras decisões, que eu posso mudar a minha vida se eu não gosto dela do jeito que está. As pessoas querem mudar as suas vidas, estão desgostosas com as suas vidas, mas não querem mudar, não querem fazer coisas diferentes, sendo que se continuarmos fazendo as mesmas coisas não teremos novos resultados. É como se aquela pessoa fosse se observar e ver quais as crenças que ela tem, qual o seu mapa, qual o sistema, qual o programa que está rodando nela, que é o que ela acha, quais as crenças limitantes, o que foi falado pra ela e ela comprou como absoluta verdade. É como se saísse da ilha, para ver a ilha. É como se auto-observasse. Então se eu tenho uma crença de tal coisa a minha vida não vai ser diferente. Por isso o trabalho da Louise Hay é tão importante, porque ela fala muito sobre isso né? “Mude suas crenças, mude seus padrões e pensamentos e assim você mudará a sua vida.”

11- Aline, gratidão por nos ceder um pouco da sua atenção. O espaço é seu para deixar um recado para os leitores.

Aline Dalcin: O recado que eu quero deixar é: Ame-se! Ame-se, tanto a ponto de, por ressonância você passar isso pras pessoas, pra comunidade, pra sua família, pro entorno. Ame-se, ame-se, ame-se, pratique cada vez mais o autoamor, a auto generosidade, a autocompaixão consigo mesmo. Assim, por osmose, por ressonância, passaremos isso pro entorno. O antônimo do amor é o medo, então quando estamos vibrando muito no medo é porque está faltando amor. Que tal a gente virar esse jogo e ir cada vez mais para o amor? Sentir esse amor consigo. “Mude a si mesmo e assim mudará o mundo”, Gandhi nos traz isso, e nada mais é do que: Mude dentro de ti, que por ressonância que você vai mudar o entorno. E lembrar sempre: Tu estás onde tu se colocaste.  E se você não está gostando de como está a sua vida, mude! As pessoas querem ser felizes e eu perguntam: Qual é o protocolo, qual a receita, como eu posso ser feliz? E uma das coisas que eu falo é: Primeira coisa é escolher ser feliz. Escolher 100% ser feliz, sem duvidar! Então escolha! Não interessa o que nos aconteceu ou o que nos aconteça, o que interessa é o que a gente faz com isso tudo. E assim, essa é uma caminhada, linda caminhada, linda viagem que a gente faz chamada vida. Que a gente aprende, ressignifica e reconcilia. Gratidão a minha e fiquem com Deus.

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