Palestras de Sucesso Entrevista Aleh Bossan

1- Muito bem-vindo ao time da Agência Palestras de Sucesso, caro Aleh Bossan! Você é referência máxima em estratégia em nosso País. Afinal, foi um grande estrategista em mais de 30 segmentos diferentes. Sendo assim, conte pra nós: quais segmentos mais promissores para os próximos anos e quais grandes lições você tirou, atuando como um especialista ímpar em estratégia de crescimento para empresas, negócios e pessoas? 

Vivemos a era da imprevisibilidade, empresas, mercados, negócios, tudo líquido, veloz, integrado.

Não existe a certeza concreta, mas a o que vai diferenciar sua empresa dos demais concorrentes é justamente sua capacidade estratégica ágil, integrada e simplista.

O arroz com feijão toma o seu merecido lugar nas decisões dos negócio: faça o básico bem feito e você já será melhor que a maioria do mercado, acredite.

O que vejo de promissor são os setores / empresas de qualquer porte que conseguirem criar e sustentar seus ecossistemas integrados, atendendo seus clientes antes mesmo da necessidade de compra, ultrapassando a relação de venda.

É um olhar mais amplo para “onde está o dinheiro” que vai muito além do foco no consumidor.

Ficar atento a toda a caminhada por onde este consumidor segue.

Sempre haverá oportunidade de ganho e novos negócios.

Aposto em logística, alimentação, agronegócio e indústria de tecnologia, juntamente com energia.

Vejo oportunidade de crescimento em bens de consumo e produtos/serviços de locação, que ainda tem muito a crescerem no Brasil.

2- Você comenta que “O estrategista é o líder de si, que agrega pessoas. Ele direciona equipes e negócios em direção ao sucesso, naturalmente.” Partindo de tal premissa, podemos dizer que um líder, para ser bem-sucedido ao liderar e inspirar as pessoas, o seu time, o trabalho em equipe, deve primordialmente ser um bom estrategista? O que pode ajudar um profissional a se aprimorar na arte da estratégia?

Todos somos líderes de nós mesmos, antes de liderar alguém ou equipe.

Se não tenho comando sobre minha vida, não posso comandar a dos outros.

E mais difícil ainda, pois acredito que o “comando imposto” acabou.

Dar ordens é coisa do passado, de verdade.

E a lógica é: se cada vez menos “dar ordens” provocam bons resultados, baixo engajamento da equipe, o que fazer?

Ser um estrategistas JUNTO do time.

Pensamento estratégico deve ser treinado tanto em nível racional (tático, estratégico) quanto emocional (engajamento, admiração, agrupamento).

Todo profissional precisa ser um ESTRATEGISTA, independente de sua área de atuação, pois o mundo é feito de micro decisões em que a maioria delas, precisa serem acertivas.

Gosto de orientar profissionais a treinarem estratégia em salas de reuniões, treinamentos de vendas e buscarem vivências em estudos de casos atuais, onde podemos aprender o passo a passo das empresas vencedoras em tempos modernos.

Estar informado já é o melhor treinamento estratégico.

3-Muito tem se falado no mercado acerca das Hard Skills e Soft Skills. Conta mais pra gente, na sua visão, quais são as habilidades mais importantes para quem busca concretizar o sonho de ser empreendedor ou mesmo um profissional, executivo, de sucesso? 

Para mim, sendo muito simples e objetivo, as habilidades modernas fundamentais são:

– movimentação

– solucionador

– resiliência

– estratégia

– arroz com feijão

Movimentar sempre, em busca de conhecimento, negócios, clientes, enfim…… o princípio da evolução humana é o Movimento.

Movimentar-se com pessoas Solucionadoras, que apresentem problemas, desafios e soluções, caminhos, ao mesmo tempo.

Movimentar-se, com equipe solucionadora e ter resiliência na jornada. Não desistir.

E para não desistir, precisa de ESTRATÉGIA (vejam a Covid), sempre com ações simples, práticas, fáceis e rápidas, arroz com feijão mesmo.

4- Hoje, notamos claramente a necessidade da humanização dentro das empresas, nos cargos de liderança, no atendimento aos clientes e na sociedade num todo, concorda?Você, inclusive, criou a metodologia “THEIA”.O que pode nos contar sobre o método e quais resultados obtidos você destacaria?

Humanizar é muito difícil num mundo tecnológico.

E virou “discurso de marketing” apenas, superficial, tipo “somos uma empresa humana”.

Muito blá blá blá.

Humanizar é ser simples, resolver pendências dos clientes, dar respostas e entregar “carinho e atenção”.

As empresas usam robôs para atender gente, quando em muitos momentos da jornada de comprar e experiência é justamente o “afeto, o colo” que o cliente precisa.

O método da THEIA, foi desenvolvido em cima do pilar “interligados”.  Sim, estamos todos interligados, produto, vendedor, logística, pós-venda, tudo é uma coisa só.

Acredito que a TRANFORMAÇÃO (T), deve partir da HUMANIZAÇÃO (H), para ser EXPONENCIADA (E) junto aos mercado, daí gerando INOVAÇÃO/IMPACTO e provocando ATITUDE de consumo.

Empresas que aplicamos o metodologia THEIA, treinando e capacitando os colaboradores no ano de 2021, representaram 8 bilhões de reais em vendas.

Alguns cresceram mais de 200%, na prática, na real.

O motivo disso acontecer: TODOS da empresas INTEGRALIZADOS na estratégia.

E reforço: arroz com feijão bem feito. Simples.

5- Há momentos na vida em que todos nós, de certa forma, temos que dar aquele “reset”, não é mesmo? Como identificar esse momento em uma equipe de vendas, por exemplo, e como sua palestra pode contribuir neste sentido?

Todos os dias devemos dar o “reset”.  O mundo nos reseta a cada minuto, naturalmente.

Nada segue igual dia após dia.  É a evolução.

Por isso defendo que basicamente existem 2 momentos que precisamos nos movimentar:

  1. quando tudo está muito bem
  2. quando tudo não está indo bem

Na minha palestra mostro casos reais de crescimento empresarial, profissional e pessoal conquistados por gente simples, time de base, unido.

Falo de epigenética em nossas vidas, o efeito do ambiente de trabalho e da sociedade no desempenho dos times, integralidade e movimento de ação partindo do indivíduo.

Acredito em cada pessoa que “se permita” crescer.

E os times são formados por pessoas.  Empresas são pessoas.

6- No mundo dos negócios, quais são os ingredientes para que o empresário faça o famoso “arroz com feijão”? 

Sugiro sempre analisar e entender “como sua empresa lida com”;

– indicadores de desempenho (tem?  quais?  vocês usam?)

– comunicação fluída (é fácil em nossa empresa);

– integralidade e espaço para participação de pessoas solucionadoras em vários níveis hierárquicos;

– provocar o time a participar e ajudar e pensar “estratégia”

– valorizar, recompensar a equipe, dando follow up do desempenho;

7- Supondo que um novo projeto foi idealizado em uma empresa, mas a equipe ainda não está estruturada emocionalmente para atender essa nova demanda. O que pode se feito para trabalhar essa dor e contornar a situação?

Quando falamos de mundo moderno, líquido, veloz, inovador, quase sempre “não estamos prontos para nova demanda”.

Parece antagônico, mas o não estar pronto é onde mora a oportunidade do crescimento.

Treinar o que não se tem. Usar o que não está a mão. Estudar. Errar….. principalmente permitir o erro, entendendo-o como tentativa de acerto.

Assim, defendo que nunca estaremos prontos, portanto “comece”, dê o start e vá aprendendo.

Mas como cautela, sem arriscar o negócio.

Não se trata de salta no escuro e sim estar preparado para um salto ousado.

Por isso a THEIA é importante, dividir com o time, pedir apoio, aprender e ensinar, tudo compartilhado tem mais chance de “estruturar emocionalmente a equipe”.

8- Não sei se concorda, mas acredito que diante do cenário pós-pandemia, temos duas “palavras de ordem”: resiliência e inovação. Temos visto cada vez mais situações conflituosas no cenário corporativo, muito medo e ansiedade nos negócios, e aquele imediatismo, extremamente nocivo a todos.

Qual seria a “vacina” para proteger um negócio desse “vírus” da negatividade, da incerteza e dos gestos impulsivos, sem a devida estratégia?

A vacina é integrar seu time em pensamento estratégico.

Um estrategista treina justamente para sair de qualquer situação difícil com velocidade e segurança. E sempre estar em movimento. Quem pára, morre.

9- Você trabalha temas como motivação, motivação pessoal. Sabemos que mesmo aquele funcionário conhecido por ter ânimo, energia, e uma visão positiva, vez ou outra pode cair. Na sua opinião, quais fatores mais comuns que desencadeiam essa queda, e o que o gestor pode fazer para que o colaborador encontre a automotivação? 

Vejo que não podemos confundir DESMOTIVAÇÃO com CANSAÇO, limite.

Todo ser humano normal cansa quando está muito tempo em alta performance. E isso é normal. E precisa descansar.

Descansou, retoma a missão.

Dentro do universo corporativo sempre encontramos “diversidade complexa” entre os membros do time, e estes “times”, departamentos, ainda fazem parte de uma teia mais complexa ainda que é a CORPORAÇÃO, o todo da empresa.

E as pessoas não são iguais. Nem devem ser. E aí mora a importância de você difundir a cultura da liderança líquida, de dentro para fora, das decisões em conjunto, das visões estratégicas e resilientes.

Na prática eu lido com DESMOTIVAÇÃO incentivando a empresa para buscar “o novo projeto, a idéia da vez, a oportunidade melhor” , afinal poucas pessoas se desmotivam naturalmente quando o PROJETO e o CAMINHO são muito bons.

Todos nos motivamos com o futuro positivo.

A pergunta é: minha empresa gera o sonho do futuro positivo?

Quem está comigo está num sonho grande ou pequeno?

Pense.

10- Obrigado por compartilhar seu conhecimento com nossos leitores, foi uma honra trocar algumas palavras com você, lendário Aleh Bossan. O espaço a seguir é seu para deixar o seu recado. 

Sou grato pela oportunidade e espaço aqui com vocês.

Nestes 25 anos de prática aprendi um valor muito importante: quanto mais me cerdo de solucionadores, maior minha chance de sucesso, pois tenho mais tempo para buscar “novos caminhos” para empresa e o negócio.

E nada de dificultar. Faça o fácil, arroz com feijão. O básico garante seu próximo passo.

 

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