O que é Síndrome de Boreout e como evitar o tédio no trabalho? – Por Edson De Paula

É comum no ambiente de trabalho, o fato de que alguns colaboradores busquem “mostrar serviço”, como uma forma de se fazer notar e surpreender positivamente seus líderes e gestores.

No entanto, tal excesso de proatividade pode resultar em uma grande armadilha: a Síndrome de Boreout. Você já ouviu falar desse termo? O palestrante e psicanalista Edson De Paula, uma das maiores autoridades no segmento de palestras corporativas no País, nos conta mais sobre o tema, a seguir. 

Como melhorar o Bem-Estar no Trabalho?- Por Edson De Paula

Síndrome de Boreout: como identificar e diferenciar a versatilidade do acúmulo de funções?

Versatilidade ou acúmulo de funções?  Essa é uma questão crucial para que possamos identificar se um profissional está se sobrecarregando, ou atuando em seu limite, dentro de sua vasta versatilidade.

A liderança da organização deve ter um olhar atento a este respeito, afinal, um profissional versátil tem maior facilidade em aprender e a buscar novos desafios. Deste modo, ele costuma se colocar à disposição do líder mais do que os demais.

Como esse profissional sempre quer fazer um pouco a mais, pode acabar acumulando funções, o que poderá refletir negativamente em um dado momento, em sua produtividade. 

Além, é claro, do fato de que este acúmulo recorrente de funções, poderá causar estresse, esgotamento e inclusive prejudicar a saúde mental do funcionário.

Acúmulo de funções e sentimento de desconexão com a empresa: a Síndrome de Boreout

Você sabia que o distúrbio psicológico denominado Síndrome de Boreout tem como principal causa, uma baixa carga mental no ambiente de trabalho? E isso pode ocorrer tanto pela falta de demanda (quantidade) quanto de qualidade.

É uma espécie de estado de apatia e desinteresse, que vai minando tanto o entusiasmo quanto o prazer do profissional, sendo que como consequência, acaba por impactar o desempenho nas suas atividades profissionais.

Perceba que não se trata de preguiça ou má vontade. A raiz está no sentimento de desvalorização que esse colaborador sente, pela carência de incentivos,bem como pelo excesso de funções. Assim, há aquele grave sentimento de desconexão com a empresa.

Ou seja, o funcionário não é estimulado da forma correta e enxerga seu potencial e habilidades como não sendo aproveitados.

Como evitar que isso aconteça, e não fazer do trabalho uma fonte de tédio e desânimo?

Percebeu que estamos diante de um desafio para a organização, liderança e colaborador?

Pois bem, de que maneira é possível lidar com essa questão? 

Algumas dicas a seguir:

  • É importante analisar a cultura da empresa, bem como a estrutura para identificar o que está desalinhado e assim,reorganizar os fluxos de trabalho;
  • Lançar mão de campanhas de marketing de incentivo;
  • Investir em palestras sobre o tema;
  • Estabelecer  metas e objetivos, bem definidos;
  • Realizar pesquisas de satisfação e clima organizacional e manter um canal aberto e direto de comunicação com a equipe;
  • Entender o perfil de cada colaborador e assim, direcionar de forma assertiva as respectivas tarefas.

Recentemente eu participei do programa Band Mulher, onde tratei sobre o tema. Confira a seguir e não deixe de me mandar suas percepções e dúvidas. Até a próxima, um forte abraço! 

Entre agora em contato com a Márcia ou o Rachid, da Agência Palestras de Sucesso e leve para sua empresa a palestra de Edson De Paula!

Edson De Paula Ph.D.

Especialista em liderança, comunicação e comportamento organizacional.

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