Em 1992, Fernando Scherer precisava nadar os 50 metros livre em 23s30 para alcançar o índice olímpico de Barcelona. Terminou a prova em 23s31. A diferença foi de apenas um centésimo, quase invisível para quem olha o cronômetro de fora, mas suficiente para deixá-lo fora de sua primeira Olimpíada.
Xuxa, apelido pelo qual se tornaria conhecido em todo o Brasil, tinha 17 anos. Anos depois, ao relembrar aquele momento, contou que transformou a frustração em uma decisão bastante clara: quatro anos mais tarde, não queria simplesmente participar dos Jogos, queria chegar como alguém capaz de disputar uma medalha.
Em 25 de julho de 1996, em Atlanta, o cronômetro voltou a ocupar o centro de sua história. Fernando Scherer completou os 50 metros livre em 22s29, estabeleceu recorde sul-americano e conquistou o bronze olímpico.
Entre o tempo que o deixara fora de Barcelona e a marca registrada na final de Atlanta, havia uma diferença de 1,02 segundo, um intervalo enorme dentro de uma prova decidida por centésimos.
A história poderia ser encerrada ali e funcionaria perfeitamente como uma narrativa tradicional de superação: um jovem perde uma oportunidade por quase nada, passa quatro anos treinando e retorna para conquistar o pódio.
O problema é que a trajetória de Fernando Scherer não terminou naquela medalha, e a parte que veio depois talvez seja ainda mais interessante para quem vive sob pressão por resultados.
Ao longo da carreira, Xuxa acumulou duas medalhas olímpicas, quatro ouros em Mundiais de piscina curta e um lugar entre os grandes atletas brasileiros de sua geração. Em 2025, porém, ao conversar com o ge sobre sua relação com a natação, fez uma reflexão pouco comum entre campeões: durante determinado período, passou a buscar “a medalha pela medalha” e percebeu que o esporte que havia amado profundamente se transformara em um fardo.
Ao recordar os últimos anos dessa relação desgastada, ele relatou que chegou a pensar: “Eu odeio isso aqui.”
A frase chama atenção porque não vem de alguém que fracassou antes de alcançar o que queria. Vem de um campeão que alcançou o resultado tantas vezes que, em algum momento, precisou olhar para aquilo que havia acontecido com sua relação com o próprio trabalho.
Não foi a medalha de Atlanta que produziu essa rejeição, nem existe base para reduzir a história a uma relação simples de causa e efeito.
Xuxa descreve um processo acumulado, marcado por cobranças, lesões, rotina de treinamento, necessidade de vencer e busca por reconhecimento. Depois de deixar as competições, ficou mais de dez anos sem entrar em uma piscina.
É justamente aí que essa história deixa de ser apenas sobre natação. Ela começa a parecer bastante familiar para quem trabalha em empresas.
Talvez o risco não esteja apenas em fracassar antes de alcançar uma meta. Há situações em que o resultado chega, os aplausos vêm junto e, ainda assim, a relação com aquilo que você faz começa a se perder pelo caminho.
Toda empresa também tem suas medalhas
No esporte, o resultado é fácil de identificar porque existe cronômetro, pódio, medalha e classificação. Dentro das empresas, as recompensas recebem outros nomes, como promoção, bônus, contrato fechado, meta comercial, aumento de faturamento, nova posição de liderança ou reconhecimento interno.
Nada disso precisa ser tratado como problema. Objetivos organizam esforço, ajudam equipes a entender prioridades e dão alguma referência para avaliar se um trabalho está funcionando. A dificuldade aparece quando o indicador deixa de ser uma ferramenta e passa a se tornar a única justificativa para continuar.
Um vendedor que gostava de conversar com clientes pode começar a enxergar cada contato apenas como oportunidade no CRM.
Um gestor interessado em desenvolver pessoas pode passar a avaliar toda semana somente pelo painel. Um empreendedor pode construir a empresa que imaginou durante anos e, quando finalmente chega lá, perceber que não consegue passar dois dias longe da operação sem ansiedade.
Do lado de fora, existe crescimento. Por dentro, pode estar se formando uma relação cada vez mais dependente do próximo número.
É por isso que a trajetória de Fernando Scherer, o Xuxa, interessa a quem acompanha temas de carreira, liderança e desenvolvimento profissional. Hoje empresário e palestrante, ele fala sobre desempenho depois de ter conhecido tanto o pódio quanto a parte da experiência que raramente aparece na fotografia.
A mesma obsessão que ajuda alguém a chegar pode dificultar a permanência
Seria simplista transformar ambição na vilã da história. A frustração de 1992 ofereceu a Xuxa uma direção clara, e o resultado apareceu quatro anos depois, quando ele reduziu a própria marca em mais de um segundo e terminou a final olímpica entre os três primeiros colocados.
Metas podem fazer exatamente isso. Elas reduzem dispersão, permitem concentrar energia e ajudam alguém a transformar um desejo abstrato em comportamento cotidiano.
O problema surge quando o objetivo passa a carregar responsabilidades que não pertencem a ele.
Uma meta consegue dizer onde você pretende chegar, mas não consegue explicar por que aquele destino continua fazendo sentido. Um bônus pode premiar determinado resultado, sem responder se o processo usado para conquistá-lo merece ser repetido.
Uma promoção pode confirmar competência, embora não tenha força suficiente para resolver sozinha a maneira como alguém se relaciona consigo mesmo.
Ao revisitar sua carreira, Xuxa contou que as conquistas produziam uma satisfação breve e, depois, surgia outra necessidade de vencer.
Essa leitura ajuda a compreender uma dinâmica bastante comum também nas empresas: o que ontem parecia linha de chegada rapidamente vira ponto de partida para uma nova cobrança.
O profissional imagina que ficará tranquilo depois da promoção. Quando ela chega, começa a sentir que precisa provar que merece o cargo.
A organização comemora um recorde de vendas e, poucas semanas depois, transforma aquele recorde em nova referência mínima.
O vendedor fecha o maior contrato de sua carreira e percebe que, no dia seguinte, o pipeline já voltou a parecer insuficiente.
Quando toda realização envelhece rápido demais, o trabalho corre o risco de se transformar numa sequência de resultados que nunca conseguem realmente terminar.
A dívida escondida atrás de algumas conquistas
Podemos chamar de dívida da conquista o custo que aparece quando determinado resultado é alcançado por meio de uma forma de trabalhar que ninguém consegue sustentar sem deteriorar a própria relação com a atividade.
A expressão não pertence a Fernando Scherer. É uma formulação editorial para interpretar uma situação comum tanto no esporte quanto no ambiente corporativo.
O problema dessa dívida é que a recompensa aparece antes de toda a cobrança. O bônus entra neste mês, enquanto a saturação pode levar muito mais tempo para se revelar.
A promoção chega acompanhada de reconhecimento, mas o hábito de nunca se desligar continua depois que a comemoração termina. Um recorde vira notícia hoje, embora a obrigação de superá-lo possa começar na manhã seguinte.
Alguns períodos profissionais exigem esforço fora do padrão, e isso não significa automaticamente que existe um problema. Uma crise pode pedir mais horas, assim como um lançamento pode concentrar atenção durante semanas. A diferença aparece quando a exceção passa a funcionar como método permanente.
Se uma equipe só consegue cumprir prazos trabalhando sistematicamente à noite, talvez o problema não seja falta de empenho.
Quando um gestor precisa participar de todas as decisões para manter a operação funcionando, talvez a questão não seja apenas o tamanho de sua competência.
Se o resultado depende continuamente de um nível de desgaste que ninguém conseguiria sustentar durante anos, a conta merece ser examinada antes de receber apenas aplausos.
Motivação é mais complexa do que vontade
A palavra motivação costuma ser tratada como se fosse uma quantidade que alguém possui ou precisa recuperar. Quem entrega bastante parece muito motivado.
Quem perdeu ritmo parece precisar de uma injeção de entusiasmo. A realidade comportamental é mais complicada.
Existe diferença entre alguém que continua porque encontra sentido, interesse, escolha ou satisfação naquilo que faz e uma pessoa que permanece em movimento principalmente por medo de perder posição, necessidade de aprovação ou dependência constante de reconhecimento.
Um estudo publicado recentemente reuniu 192 estudos e dados de 93.552 participantes para investigar a Teoria da Autodeterminação no trabalho.
Os resultados encontraram relações entre formas mais autônomas de motivação e indicadores como engajamento, satisfação profissional, bem-estar e desempenho.
Isso não significa que salário, prêmio e reconhecimento devam desaparecer. Todos podem ter importância. A questão está em observar o que acontece quando essas recompensas se tornam praticamente a única razão que mantém alguém em movimento.
Uma discussão madura sobre motivação pessoal começa quando deixamos de perguntar apenas quanto uma pessoa está motivada e tentamos compreender por que ela continua fazendo aquilo.
Na história de Xuxa, essa pergunta ganhou força muitos anos depois. Ele havia conseguido resultado, reconhecimento público e conquistas que pouquíssimos nadadores brasileiros alcançaram. Mesmo assim, em determinado momento, a relação com o esporte deteriorou-se profundamente.
Disciplina não deveria significar suportar tudo
Poucas pessoas conhecem disciplina como um atleta olímpico de velocidade. Disputar centésimos contra os melhores nadadores do planeta exige repetição, treinamento, alimentação, recuperação, dor, competição e uma quantidade de dias em que cumprir o planejamento importa mais do que sentir entusiasmo.
Seria ingênuo imaginar que alguém precisa gostar de cada treino, reunião ou tarefa para construir uma carreira consistente.
O problema aparece quando qualquer sinal de desgaste recebe a mesma resposta.
Uma pessoa perdeu completamente o interesse pelo trabalho e ouve que precisa se esforçar mais. Uma equipe termina o trimestre exausta e recebe outra meta ainda maior sem que ninguém investigue o processo anterior. Um profissional avisa que não consegue manter determinado ritmo e escuta apenas que deveria desenvolver mais resistência.
Em certas situações, a pessoa continua entregando justamente porque ficou muito boa em ignorar sinais.
Esse é um dos pontos em que discursos motivacionais podem perder qualidade. Tentar convencer alguém a suportar mais sem entender primeiro aquilo que está sendo suportado pode confundir força com repetição.
Quando a empresa enxerga apenas o placar, pode acabar premiando o problema
Um bom resultado costuma encerrar a conversa. A meta foi alcançada, o projeto foi entregue e o número ficou verde.
Talvez uma boa liderança precise justamente continuar perguntando depois disso.
Como aquele resultado foi produzido? O processo merece ser repetido? A equipe cresceu ao longo do caminho ou chegou exausta? O desempenho melhorou porque a operação ficou mais preparada ou porque as pessoas passaram meses fazendo um esforço que não poderia ser sustentado?
Uma empresa pode atingir o número certo de uma maneira ruim.
Imagine uma área que supera todas as metas durante dois meses porque seus profissionais passaram noites e fins de semana trabalhando. Se a única resposta da organização for aumentar imediatamente a meta seguinte, o comportamento excepcional pode ser incorporado à rotina.
Aquilo que era esforço provisório vira expectativa permanente.
Nesse cenário, o problema talvez não apareça imediatamente no resultado. Ele pode surgir mais tarde na forma de perda de interesse, dificuldade de retenção, piora das relações internas ou simplesmente uma equipe que continua entregando sem conseguir explicar por quanto tempo ainda deseja permanecer ali.
Um bom resultado não transforma automaticamente em boa prática tudo aquilo que foi feito para alcançá-lo.
Duas medalhas olímpicas, quatro ouros mundiais e uma relação cada vez mais difícil com a piscina
O currículo de Fernando Scherer ajuda a dimensionar o tamanho do paradoxo.
Antes de Atlanta, ele já era campeão mundial. No Mundial de Piscina Curta de 1993, em Palma de Mallorca, conquistou ouro nos 100 metros livre e no revezamento 4×100 metros livre. Dois anos depois, no Rio de Janeiro, repetiu os dois títulos e chegou a quatro ouros nesse tipo de competição.
Em Atlanta 1996, veio o bronze olímpico dos 50 metros livre. Nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999, conquistou quatro ouros em uma única edição, feito que o colocou na história do esporte brasileiro. Em Sydney 2000, ganhou outra medalha olímpica, dessa vez no revezamento 4×100 metros livre ao lado de Gustavo Borges, Carlos Jayme e Edvaldo Valério, com o Brasil registrando 3min17s40.
Esse histórico importa porque impede uma leitura simplista.
Estamos falando de alguém que alcançou resultados de altíssimo nível e, ainda assim, viu o esporte perder parte do significado que havia tido em sua vida.
Sucesso não impede desgaste.
Em alguns casos, pode até retardar sua percepção, porque continuar vencendo produz a impressão de que tudo está funcionando.
O profissional mais elogiado da equipe também pode estar precisando provar alguma coisa o tempo inteiro
Costumamos imaginar a perda de motivação por meio de sinais visíveis: queda de produtividade, atraso, distanciamento ou menor interesse. Existe outra versão muito menos evidente.
Uma pessoa chega cedo, responde rapidamente, aceita demandas extras, supera metas e continua buscando confirmação de que ainda merece o lugar que ocupa.
Do lado de fora, parece alguém com enorme disposição.
Internamente, cada conquista pode estar funcionando apenas como uma renovação temporária da própria sensação de valor.
Ao olhar para a carreira, Xuxa associa parte de sua experiência à busca constante por reconhecimento. É um ponto que permite aproximar sua história de temas ligados à autoestima sem criar uma equivalência simplista entre esporte e vida corporativa.
O resultado profissional pode contribuir para a maneira como alguém se percebe, mas entregar a ele toda a responsabilidade por confirmar valor pessoal torna qualquer queda de desempenho muito mais ameaçadora.
Quando a profissão começa a responder sozinha à pergunta “quem é você?”
A história de Fernando Scherer também ganhou uma dimensão delicada depois do afastamento das competições.
Ele relatou ter vivido depressão e um período de consumo excessivo de álcool após a carreira. Ao relembrar aquela época, falou sobre a dificuldade de separar sua identidade pessoal do personagem construído durante anos como nadador. Esse ponto precisa ser tratado com precisão.
ASSESSORIA PALESTRAS DE SUCESSO
Sua história pode ter força. O mercado precisa entender por que ela merece um palco.
A Assessoria Palestras de Sucesso trabalha posicionamento, temas, conteúdo, autoridade digital e apresentação comercial para profissionais que desejam construir ou ampliar sua presença no mercado corporativo.
Se você já tem repertório, experiência e uma boa história para contar, o próximo passo é transformar isso em uma proposta que contratantes consigam enxergar com clareza.
Não existe base para dizer que medalhas causaram sua depressão, assim como seria errado transformar uma experiência pessoal complexa em regra sobre saúde mental. O que o próprio relato permite discutir é outra questão: o que acontece quando a profissão ocupa espaço demais na definição de quem alguém acredita ser?
Um atleta enfrenta essa pergunta depois da última prova. Um executivo pode encontrá-la depois de uma demissão. Um empreendedor talvez precise lidar com ela depois de vender a empresa. Um profissional pode descobri-la quando perde o cargo que durante muitos anos funcionou como principal referência de identidade.
Conteúdos de autoajuda podem abrir espaço para essa reflexão sem oferecer respostas prontas. A pergunta talvez seja mais útil do que qualquer fórmula: quem você continua sendo quando o título profissional desaparece?
Mais de dez anos longe da água
Depois de deixar as competições, Xuxa passou mais de uma década sem entrar em uma piscina.
Segundo contou ao ge, chegava a participar de inaugurações e avisava previamente que não entraria. A aversão era tamanha que o ambiente associado aos maiores resultados de sua vida havia se tornado algo do qual preferia manter distância.
A reconciliação veio muito mais tarde. Por volta de 2020, durante uma gravação relacionada aos 20 anos da medalha conquistada em Sydney, ele voltou a entrar numa piscina e percebeu que conseguia olhar para aquela parte de sua história de outro modo.
A cena tem força porque mostra que competência e permanência não são a mesma coisa.
Uma pessoa pode ter sido excelente em determinada atividade e, ainda assim, precisar reconstruir sua relação com ela. Também pode descobrir que aquilo que ocupou uma fase inteira da vida não precisa comandar todas as fases seguintes.
Essa capacidade de se recompor e reorganizar escolhas conversa com a categoria de desenvolvimento diante das adversidades sem transformar sofrimento em troféu.
O processo importa porque é onde quase toda a carreira acontece
Uma medalha olímpica pode ser decidida em pouco mais de vinte segundos. Os quatro anos de preparação que levam até ela ocupam milhares de horas.
No ambiente profissional, fazemos algo parecido quando tratamos a conquista como se ela fosse a experiência inteira.
Uma promoção dura o tempo do anúncio, mas o cargo ocupa anos. O fechamento de um contrato acontece em determinado momento, embora todo o trabalho anterior tenha levado meses. Uma apresentação pode durar quarenta minutos depois de consumir boa parte do semestre.
Quando toda satisfação fica concentrada apenas no instante do resultado, quase toda a vida profissional passa a funcionar como sala de espera.
É uma reflexão que também muda a conversa sobre trabalho em equipe. Equipes não deveriam existir somente para empurrar pessoas até o próximo número, mas para construir condições nas quais o caminho até o resultado também possa ser sustentado.
A trajetória de Xuxa ajuda a lembrar algo que os indicadores não conseguem registrar sozinhos: alguém pode estar chegando muito rápido ao outro lado e, mesmo assim, perdendo a vontade de voltar para a água.
O que líderes podem aprender com alguém que conheceu o pódio e o afastamento
Fernando Scherer não oferece uma receita pronta para empresas, mas sua história permite formular perguntas que normalmente não aparecem nos relatórios de desempenho.
Uma liderança pode observar se está premiando apenas o resultado ou também a maneira como ele foi produzido, avaliar se o desempenho atual depende de comportamentos que ninguém conseguiria repetir durante anos e perceber se as pessoas ainda encontram algum interesse no trabalho além do próximo indicador.
Também vale investigar se determinados profissionais se tornaram indispensáveis por competência ou porque a operação criou dependência, além de compreender quanto da identidade dos líderes está amarrado ao cargo que ocupam.
Esse tipo de reflexão aproxima esporte, liderança e motivação pessoal sem transformar piscina em metáfora vazia.
Xuxa conhece a pressão de um cronômetro que decide carreiras em centésimos. Também conhece o que acontece quando esse cronômetro ocupa espaço demais na relação com aquilo que se faz.
Hoje, Fernando Scherer fala de performance a partir de outro lugar
A aposentadoria não afastou Xuxa dos temas ligados a desempenho.
Hoje ele atua como empresário e palestrante e aparece também como coautor do Método GMET, sendo apresentado como especialista em Mentalidade e Performance. Sua atuação atual inclui conversas sobre preparação, competitividade, escolhas, liderança, pressão e comportamento em ambientes de alta exigência.
O perfil de Fernando Scherer na Palestras de Sucesso reúne temas relacionados a liderança, trabalho em equipe, motivação, competitividade e desenvolvimento profissional.
Existe uma diferença interessante entre ouvir alguém falar sobre pressão a partir de conceitos e escutar quem precisou entrar numa final olímpica sabendo que centésimos separariam medalha e esquecimento.
Existe também outra diferença importante: Xuxa não conhece somente o lado bonito dessa história.
Sua experiência passou pelo pódio, pelo desgaste, pelo afastamento e por uma reconstrução da relação com aquilo que havia ocupado grande parte da própria vida.
Isso torna sua presença relevante tanto em eventos motivacionais quanto em convenções comerciais, encontros de liderança e programas de desenvolvimento.
Talvez vencer também exija mudar a definição de vitória
Aos 17 anos, Fernando Scherer ficou fora de uma Olimpíada por um centésimo. Quatro anos depois, estava no pódio.
Depois vieram outros títulos, mais uma medalha olímpica e anos entre os grandes velocistas da natação mundial.
O resultado chegou muitas vezes.
Mesmo assim, o esporte que havia organizado sua juventude acabou se tornando algo do qual ele precisou se afastar durante mais de uma década.
Quando fala hoje sobre Atlanta, Xuxa já não descreve aquela medalha apenas pelo metal ou pela posição conquistada. O significado também passa pelas pessoas que estavam ali, pela família, pelo percurso e por tudo o que existiu ao redor daquele instante.
Essa mudança de perspectiva oferece uma boa provocação para qualquer empresa que vive cercada por metas.
O número continua importando, mas não precisa carregar sozinho todo o significado do trabalho.
Uma equipe continuará precisando de objetivos, um atleta continuará olhando para o cronômetro e um profissional continuará querendo crescer. A discussão começa quando essas medidas se tornam incapazes de responder se a maneira de chegar até elas ainda merece ser repetida.
Talvez exista uma vitória que nenhum ranking consiga registrar:
chegar ao outro lado sem precisar aprender a odiar a piscina.
Perguntas frequentes
Quem é Fernando Scherer, o Xuxa?
Fernando Scherer é ex-nadador, empresário e palestrante brasileiro. Conquistou bronze nos 50 metros livre em Atlanta 1996 e outro bronze no revezamento 4×100 metros livre em Sydney 2000. Também ganhou quatro ouros em Mundiais de piscina curta e quatro medalhas de ouro numa única edição dos Jogos Pan-Americanos, em Winnipeg 1999.
Quanto faltou para Xuxa disputar Barcelona 1992?
Fernando Scherer precisava registrar 23s30 nos 50 metros livre para alcançar o índice olímpico e marcou 23s31. A diferença foi de apenas um centésimo de segundo.
Qual foi o tempo de Xuxa na medalha de Atlanta 1996?
Na final olímpica dos 50 metros livre, Fernando Scherer marcou 22s29, conquistou o bronze e estabeleceu recorde sul-americano.
Xuxa realmente disse que passou a odiar a piscina?
Sim. Em entrevista ao ge publicada em março de 2025, ele relatou que dores, lesões, cobranças e foco excessivo em resultado fizeram a natação se tornar um fardo. Ao recordar o fim daquele processo, disse ter pensado “Eu odeio isso aqui”. Depois da carreira, também afirmou que passou mais de dez anos sem entrar numa piscina.
Fernando Scherer ganhou quantas medalhas olímpicas?
Foram duas medalhas de bronze: uma nos 50 metros livre em Atlanta 1996 e outra no revezamento 4×100 metros livre em Sydney 2000.
O que a história de Xuxa pode ensinar sobre motivação no trabalho?
Sua experiência permite discutir a diferença entre alcançar resultados e construir uma relação profissional sustentada apenas por recompensas externas. Estudos sobre Teoria da Autodeterminação mostram que a qualidade da motivação se relaciona de maneiras diferentes com satisfação, engajamento, bem-estar e desempenho.
Fernando Scherer realiza palestras para empresas?
Sim. O perfil de Xuxa reúne conteúdos ligados a motivação, competitividade, liderança, trabalho em equipe e desempenho para eventos corporativos.
PALESTRA COM FERNANDO SCHERER, XUXA
O pódio mostra o resultado. Xuxa leva para o palco tudo o que existiu antes e depois dele.
Duas vezes medalhista olímpico, empresário e palestrante, Fernando Scherer transforma experiências com pressão, preparação, competição, escolhas e reconstrução em conversas que aproximam esporte e ambiente corporativo.
Links de referência
- Fernando Scherer no Comitê Olímpico do Brasil
- Entrevista de Fernando Scherer ao ge
- Medalhas de Fernando Scherer na World Aquatics
- Participação brasileira em Winnipeg 1999, COB
- Fernando Scherer fala à RedeTV! sobre sua despedida das piscinas
- Método GMET
- Meta-análise sobre Teoria da Autodeterminação no trabalho
- Revisão científica sobre burnout e motivação em atletas
- Fernando Scherer na Palestras de Sucesso
- Palestra realizada com Xuxa para a Select Sires do Brasil
- Assessoria Palestras de Sucesso