O envelhecimento da população e o avanço da inteligência artificial estão modificando o planejamento das carreiras. Para o Professor Theodoro Agostinho, o desafio envolve profissionais e empresas que precisam se preparar para décadas de transformações.
A longevidade profissional está colocando em discussão uma questão que muitas pessoas ainda deixam para o fim da carreira: como continuar trabalhando, aprendendo e encontrando oportunidades em um mercado que pode mudar radicalmente ao longo de uma vida?
Os números ajudam a entender o tamanho dessa transformação. Segundo as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de brasileiros com 60 anos ou mais, que era de 15,6% em 2023, poderá chegar a 37,8% em 2070.
Ao mesmo tempo, a inteligência artificial começa a modificar tarefas que, até poucos anos atrás, dependiam exclusivamente do trabalho humano.
O envelhecimento da população não significa que todos permanecerão empregados por mais tempo. Condições de saúde, desigualdade de oportunidades, aposentadoria e decisões pessoais influenciam esse percurso.
Entretanto, a mudança demográfica exige uma discussão sobre como empresas e profissionais poderão lidar com trajetórias que se estendem por diferentes fases da vida.
É justamente nesse encontro entre longevidade, tecnologia e desenvolvimento humano que o Professor Theodoro Agostinho, palestrante, advogado, escritor e educador, concentra uma de suas principais reflexões sobre o futuro do trabalho.
Com uma trajetória que reúne mais de duas décadas dedicadas à educação, participação em mais de 50 livros e experiências profissionais e acadêmicas em sete países, Theodoro chama a atenção para a necessidade de planejar o desenvolvimento profissional considerando um horizonte maior do que aquele estabelecido pela formação inicial ou pelo cargo ocupado atualmente.
O Brasil está envelhecendo. As empresas estão acompanhando essa mudança?
Durante muito tempo, a carreira foi imaginada como uma sequência relativamente previsível: concluir os estudos, ingressar no mercado, conquistar estabilidade, crescer profissionalmente e, finalmente, aposentar-se.
Esse modelo continua fazendo sentido em determinadas trajetórias, mas já não consegue explicar todas as possibilidades de uma vida profissional.
O envelhecimento populacional muda a composição da sociedade e tende a influenciar também a disponibilidade de trabalhadores, as políticas de qualificação e as relações entre diferentes gerações.
Em 2024, a expectativa de vida ao nascer no Brasil alcançou 76,6 anos, segundo dados do IBGE divulgados em 2025. O número representa um avanço expressivo em relação às décadas anteriores, embora não deva ser confundido com uma previsão da idade até a qual as pessoas poderão ou desejarão trabalhar.
As transformações são relevantes especialmente para empresas que planejam seus quadros profissionais, programas de formação e estratégias de retenção de talentos.
Um profissional de 55 anos pode possuir conhecimento técnico acumulado, capacidade de gestão e experiência em situações complexas. Também pode desejar aprender uma nova tecnologia, assumir outra responsabilidade ou desenvolver uma atividade diferente. Sua idade, isoladamente, não permite determinar suas possibilidades de contribuição.
A discussão sobre longevidade exige que as organizações observem essas diferenças e evitem tratar o desenvolvimento profissional como um investimento reservado aos trabalhadores mais jovens.
O PONTO CENTRAL
“Estamos vivendo mais, trabalhando por mais tempo e assistindo à tecnologia transformar profissões em uma velocidade inédita.”
Para o Professor Theodoro Agostinho, essa combinação exige uma nova maneira de pensar a carreira, o desenvolvimento humano e a responsabilidade das organizações na preparação de seus profissionais para mudanças que acontecerão ao longo de diferentes fases da vida.
Professor Theodoro Agostinho
A declaração integra a proposta de sua palestra “O futuro do trabalho também é o futuro da sua carreira”, na qual o professor relaciona longevidade profissional, inteligência artificial, novas competências, planejamento de carreira e convivência entre gerações.
A proposta considera que o conhecimento adquirido em determinado momento da vida continuará importante, mas precisará conviver com novas ferramentas, métodos e demandas profissionais.
A inteligência artificial pode transformar várias vezes uma mesma carreira
Uma das dificuldades de planejar a vida profissional está na velocidade com que determinadas atividades passam a exigir conhecimentos diferentes.
Um trabalhador pode iniciar sua trajetória utilizando processos predominantemente manuais, acompanhar a digitalização de seu setor e, alguns anos depois, precisar compreender sistemas de inteligência artificial capazes de executar parte das tarefas que realizava anteriormente.
Essas mudanças não acontecem da mesma maneira em todas as profissões. Algumas atividades podem ser automatizadas, outras passam a exigir supervisão humana e determinadas ocupações surgem justamente da necessidade de implementar, avaliar ou aperfeiçoar novas tecnologias.
Um estudo publicado em maio de 2025 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisa da Polônia, estimou que um em cada quatro empregos no mundo está potencialmente exposto à inteligência artificial generativa.
O levantamento também apresenta uma distinção importante: a exposição à tecnologia não equivale à eliminação automática do emprego. A transformação das tarefas aparece como o resultado mais provável, considerando a necessidade de participação humana em diferentes atividades.
Em junho de 2026, uma nova revisão de evidências da OIT apontou que os ganhos de produtividade associados à inteligência artificial são desiguais e nem sempre se traduzem em melhores resultados econômicos. O estudo também chamou a atenção para mudanças na organização do trabalho, nas oportunidades de emprego e na autonomia dos profissionais.
Para quem está construindo uma carreira, essas conclusões mostram a importância de compreender como a tecnologia interfere nas atividades específicas de sua profissão.
Um advogado pode utilizar recursos de inteligência artificial para organizar pesquisas, mas continua responsável por analisar informações, formular argumentos e avaliar riscos jurídicos. Um gestor pode automatizar relatórios e, ainda assim, precisar interpretar os resultados, tomar decisões e orientar pessoas.
Na perspectiva de Theodoro, a atualização profissional precisa acompanhar essa transformação. Aprender uma ferramenta pode resolver uma necessidade imediata, enquanto desenvolver capacidade de análise, pensamento crítico e compreensão do próprio trabalho oferece condições para lidar com mudanças futuras.
A experiência de quem já trabalhou por décadas continua tendo valor
A trajetória do Professor Theodoro Agostinho ajuda a compreender essa discussão.
Durante 14 anos, ele trabalhou em cartório, experiência que contribuiu para desenvolver disciplina, responsabilidade e conhecimento das relações profissionais. Depois, sua carreira passou a reunir advocacia, docência, empreendedorismo, produção intelectual e palestras.
Ao longo desse percurso, concluiu mestrado e doutorado pela PUC-SP, realizou pós-doutorado na Universidade de Coimbra e participou da publicação de dezenas de obras jurídicas.
O interesse dessa história para o debate sobre longevidade está na maneira como diferentes conhecimentos passaram a ser utilizados em atividades profissionais distintas.
O domínio jurídico contribuiu para sua atuação acadêmica. A experiência como professor ampliou sua capacidade de ensinar e comunicar. A produção intelectual fortaleceu seu trabalho como pesquisador, enquanto o empreendedorismo acrescentou responsabilidades relacionadas à gestão e ao desenvolvimento de projetos.
Essas experiências permitem observar que uma carreira longa pode reunir diferentes formas de atuação, sem exigir necessariamente o abandono de tudo o que foi construído anteriormente.
Isso também oferece uma reflexão para profissionais que estão há muitos anos em uma mesma área. A experiência acumulada pode ser aproveitada para orientar equipes, desenvolver novos serviços, participar de projetos, ensinar ou assumir funções que exigem compreensão mais ampla de determinado setor.
O próprio Theodoro, ao apresentar sua trajetória, reconhece que as experiências profissionais foram influenciando umas às outras. Essa perspectiva sustenta sua defesa de uma carreira construída continuamente, na qual novos ciclos podem ser desenvolvidos a partir de conhecimentos anteriores.
ASSESSORIA PALESTRAS DE SUCESSO
Sua experiência profissional também pode abrir novos caminhos no mercado de palestras.
Uma carreira construída ao longo de décadas pode reunir histórias, conhecimentos e experiências relevantes para empresas e profissionais. A Assessoria Palestras de Sucesso trabalha para fortalecer o posicionamento de especialistas e ampliar suas oportunidades de atuação no mercado de palestras corporativas.
Profissionais experientes estão recebendo oportunidades para aprender?
Existe uma contradição importante no debate sobre longevidade profissional. Embora a vida possa se estender por mais décadas, trabalhadores de determinadas faixas etárias encontram obstáculos para participar de programas de qualificação.
O relatório Employment Outlook 2025, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), identificou diferenças relevantes na participação em treinamentos.
Segundo os dados analisados, referentes a 2023, aproximadamente um terço das pessoas entre 60 e 65 anos participou de atividades de formação, enquanto a proporção ultrapassava metade entre trabalhadores de 25 a 44 anos nos países pesquisados.
Os números não representam especificamente a realidade brasileira, mas ajudam a compreender um desafio enfrentado por diferentes mercados de trabalho: quanto maior a idade, menor tende a ser a participação em determinadas oportunidades de aprendizagem.
Parte dessa diferença pode estar relacionada à expectativa de retorno financeiro dos investimentos em qualificação, às condições de acesso e à percepção de empresas e trabalhadores sobre a duração restante da vida profissional.
A OCDE também destaca que o preconceito etário pode dificultar a contratação, a permanência e a mobilidade de profissionais experientes.
Nesse contexto, uma empresa que investe intensamente na formação de novos talentos, mas deixa de atualizar pessoas que já integram suas equipes há muitos anos, pode acabar desperdiçando conhecimento acumulado e limitando sua capacidade de adaptação.
O tema se conecta à proposta de Theodoro de pensar a carreira como um processo de desenvolvimento permanente.
A qualificação profissional precisa considerar o momento, os objetivos e as necessidades de cada trabalhador. Isso inclui oferecer condições para que diferentes gerações aprendam, compartilhem experiências e tenham oportunidades reais de aplicar novas competências.
O desafio das empresas será administrar diferentes gerações e conhecimentos
A longevidade também influencia a convivência entre trabalhadores que iniciaram suas carreiras em contextos tecnológicos e sociais muito diferentes.
Uma mesma equipe pode reunir profissionais que conheceram determinada atividade antes da digitalização e pessoas que ingressaram no mercado quando ferramentas digitais já faziam parte da rotina.
Essa diversidade de experiências cria oportunidades de aprendizagem, mas exige atenção das lideranças para evitar generalizações baseadas na idade.
Nem todo trabalhador jovem possui facilidade com qualquer tecnologia. Da mesma maneira, a experiência de uma pessoa mais velha não significa resistência a novos métodos.
O papel da educação e da inteligência artificial no desenvolvimento das equipes deve ser compreendido considerando essas diferenças individuais.
Uma organização pode, por exemplo, criar programas nos quais profissionais experientes compartilhem conhecimento sobre clientes, operações e decisões importantes, enquanto colegas de diferentes idades contribuem com ferramentas, processos e novas perspectivas.
Essas trocas precisam ocorrer em um ambiente no qual todos possam ensinar e aprender, independentemente do tempo de carreira.
O benefício para as empresas aparece na possibilidade de preservar conhecimentos relevantes e, simultaneamente, atualizar práticas que já não correspondem às necessidades do mercado.
Para as lideranças, isso envolve identificar competências, incentivar a colaboração, oferecer acesso a treinamentos e avaliar resultados sem pressupor que a idade determina a capacidade de aprendizagem.
Como preparar uma carreira para os próximos 10, 20 ou 30 anos?
O planejamento de uma carreira longa exige considerar decisões que não podem ser reduzidas à escolha de uma profissão ou à realização de cursos ocasionais.
Uma primeira questão envolve compreender quais conhecimentos continuam sendo fundamentais para a atividade exercida e quais tarefas estão passando por transformações.
Um profissional pode acompanhar o surgimento de novas ferramentas, observar mudanças nas demandas dos clientes e identificar competências que ainda precisa desenvolver. Esse acompanhamento permite tomar decisões de formação relacionadas ao trabalho concreto, em vez de tentar aprender indiscriminadamente todas as novidades.
Outra dimensão envolve reconhecer habilidades que podem ser aproveitadas em diferentes atividades. Experiência em comunicação, negociação, gestão, pesquisa, ensino ou resolução de problemas pode adquirir novas aplicações conforme surgem projetos e responsabilidades.
A trajetória de Theodoro oferece um exemplo dessa possibilidade, especialmente pela relação construída entre advocacia, educação, escrita e empreendedorismo.
Também é necessário considerar as condições pessoais que tornam uma carreira sustentável. Saúde, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, segurança financeira e acesso a oportunidades interferem diretamente na possibilidade de permanecer profissionalmente ativo.
Por isso, a preparação para a longevidade deve envolver tanto a iniciativa individual quanto práticas organizacionais que favoreçam o desenvolvimento de pessoas ao longo da vida.
Profissionais precisam avaliar seus objetivos e identificar conhecimentos relevantes para os próximos anos. Empresas, por sua vez, devem examinar se suas políticas permitem que trabalhadores de diferentes idades permaneçam aprendendo e contribuindo.
O que o Professor Theodoro Agostinho propõe para o futuro do trabalho
Em sua palestra “O futuro do trabalho também é o futuro da sua carreira”, Theodoro Agostinho relaciona mudanças demográficas, inteligência artificial e desenvolvimento profissional para discutir como pessoas e organizações podem se preparar para trajetórias mais longas.
Sua experiência como professor, advogado, escritor e empreendedor oferece uma base concreta para abordar o assunto. Ao longo de mais de duas décadas, sua atuação passou por diferentes ambientes profissionais e acadêmicos, exigindo atualização constante e contato com públicos distintos.
O professor considera que o desenvolvimento profissional precisa acompanhar essas transformações, especialmente quando o conhecimento adquirido em determinado momento já não é suficiente para responder às exigências que surgem posteriormente.
Essa perspectiva também envolve a responsabilidade das empresas. Quando a população envelhece e a tecnologia altera as atividades profissionais, torna-se necessário pensar em políticas de formação, convivência entre gerações e aproveitamento de experiências acumuladas.
A contribuição de Theodoro para essa discussão está na combinação entre sua vivência profissional e a defesa de uma educação capaz de acompanhar diferentes momentos da carreira.
A preparação para o futuro do trabalho, portanto, começa nas escolhas realizadas hoje, mas depende de oportunidades de desenvolvimento que continuem disponíveis ao longo do tempo.
Uma vida profissional mais longa exigirá novas decisões
A transformação demográfica brasileira e o avanço da inteligência artificial apontam para um cenário em que pessoas e empresas precisarão reavaliar suas expectativas sobre trabalho, qualificação e desenvolvimento profissional.
O aumento da longevidade abre possibilidades, mas também evidencia desigualdades relacionadas ao acesso à educação, às condições de trabalho e às oportunidades disponíveis para profissionais de diferentes idades.
Para Theodoro Agostinho, pensar o futuro da carreira significa reconhecer que a trajetória profissional permanece sujeita a mudanças, inclusive depois de conquistas importantes.
Sua própria experiência demonstra como conhecimentos adquiridos em diferentes momentos podem continuar produzindo oportunidades quando encontram novas aplicações.
O desafio será construir condições para que essa possibilidade alcance um número maior de profissionais, sem transformar a necessidade de atualização em uma responsabilidade exclusivamente individual.
Em uma sociedade que envelhece e acompanha transformações tecnológicas cada vez mais presentes no cotidiano, preparar-se para uma vida profissional longa também significa defender ambientes nos quais aprender continue sendo possível em todas as fases da carreira.
Perguntas frequentes sobre longevidade profissional e futuro do trabalho
O que é longevidade profissional?
Longevidade profissional é a possibilidade de manter uma trajetória de trabalho e desenvolvimento ao longo de diferentes fases da vida. O conceito envolve qualificação, empregabilidade, condições de trabalho, saúde e planejamento de carreira.
Como a inteligência artificial afeta a longevidade profissional?
A inteligência artificial pode modificar tarefas, ferramentas e competências exigidas em diferentes profissões. Para quem pretende permanecer profissionalmente ativo por muitos anos, compreender essas mudanças pode ajudar a identificar oportunidades de atualização e desenvolvimento.
Quais competências serão importantes para o futuro do trabalho?
Pensamento crítico, comunicação, capacidade de aprendizagem, domínio de conhecimentos específicos e uso responsável de tecnologias são competências relevantes. As necessidades variam conforme a profissão, o setor e as transformações que atingem cada atividade.
É possível mudar de carreira depois dos 50 anos?
Sim. Uma transição profissional pode acontecer em diferentes idades, embora dependa de condições pessoais, oportunidades, conhecimentos e recursos disponíveis. Experiências adquiridas anteriormente podem ser aproveitadas em novas atividades.
Como as empresas podem incentivar a longevidade profissional?
As organizações podem oferecer oportunidades de qualificação para diferentes faixas etárias, combater o preconceito relacionado à idade, incentivar a troca de conhecimentos entre gerações e promover condições de trabalho adequadas às necessidades dos profissionais.
Quais temas o Professor Theodoro Agostinho aborda em suas palestras?
O Professor Theodoro Agostinho aborda carreira, educação, conhecimento, liderança, protagonismo profissional, inteligência artificial, longevidade, empreendedorismo e futuro do trabalho. Suas apresentações relacionam experiências reais a reflexões sobre desenvolvimento profissional e organizações.
CONTRATE O PROFESSOR THEODORO AGOSTINHO PARA SUA EMPRESA
PROFESSOR THEODORO AGOSTINHO NA PALESTRAS DE SUCESSO
Sua empresa está preparada para o futuro do trabalho?
Com mais de 20 anos de experiência como professor e palestrante, o Professor Theodoro Agostinho leva ao ambiente corporativo reflexões sobre longevidade profissional, inteligência artificial, desenvolvimento de competências, liderança e transformação das carreiras.
Suas palestras conectam conhecimento, histórias reais e experiências profissionais para estimular debates relevantes entre líderes, gestores e equipes que precisam se preparar para novas relações de trabalho e diferentes gerações de profissionais.





