O Tinga que os títulos não contam

Antes das Libertadores, dos negócios e dos palcos, houve uma mãe que trabalhava de madrugada, amigos que pagavam o ônibus e um garoto da Restinga cujo primeiro grande sonho não era ser famoso. Era comprar uma casa para ela. 

Antes de Tinga entrar num estádio lotado, disputar finais ou descobrir o que significava ser reconhecido nas ruas, existiram dias em que chegar ao treino já dependia da ajuda de outras pessoas.

Amigos davam passagens de ônibus e alguns trocados para que Paulo César Fonseca do Nascimento continuasse tentando.

Muitos daqueles garotos cresceram com ele na Restinga, em Porto Alegre, e nem todos tiveram a oportunidade de chegar à vida adulta. Tinga nunca apagou essas pessoas da própria memória.

O detalhe da passagem parece pequeno quando comparado aos títulos que viriam, mas talvez conte melhor quem ele se tornou do que qualquer taça.

Antes de aprender a lidar com vitória, dinheiro ou reconhecimento, Tinga aprendeu que ninguém constrói tudo sozinho.

Houve gente que enxergou naquele garoto algo que ele próprio ainda não tinha como provar, gente que ajudou com o ônibus e amigos mais velhos que o afastavam de situações que poderiam ter interrompido sua história muito cedo.

Décadas depois, outro ônibus apareceria na vida de Tinga. Dessa vez, ele não estaria tentando chegar ao treinamento.

O veículo faria parte do projeto Fome de Aprender, com biblioteca e distribuição de refeições na zona sul de Porto Alegre. Em 2021, a Prefeitura registrou que a iniciativa viabilizava cerca de 300 refeições por dia, de segunda a sexta-feira, na Restinga, com apoio de uma rede de amigos.

Entre o menino que precisava de ajuda para pagar uma passagem e o homem que colocou um ônibus a serviço de outras pessoas existe futebol, evidentemente. Existem duas Libertadores, Copa do Brasil, títulos brasileiros, Alemanha, Japão, Grêmio, Internacional, Cruzeiro e uma carreira que muita gente gostaria de ter vivido.

Existe também alguma coisa maior: memória. Tinga não parece ter esquecido quem segurou uma parte do peso quando ele ainda não tinha condições de carregá-lo sozinho.

Talvez uma das maiores diferenças entre chegar longe e construir uma história que permaneça esteja na memória.

Tinga recebeu ajuda quando ainda era apenas um garoto tentando chegar ao treino. Anos depois, usou parte daquilo que conquistou para criar oportunidades no mesmo lugar onde um dia também precisou que alguém acreditasse nele.

Antes de aprender sobre gestão, Tinga viu a mãe trabalhar enquanto a cidade dormia

Quando Tinga fala sobre a infância, a mãe aparece com uma força difícil de ignorar.

Nadir criou os filhos depois da separação do marido e trabalhava sete dias por semana. Tinga recordou que ela saía novamente à noite depois de trabalhar durante o dia e fazia faxinas no Teresópolis Tênis Clube.

Em algumas manhãs, voltava para casa carregando alimentos que haviam sobrado das festas realizadas no local. Para uma criança acostumada a uma casa onde frutas frescas e iogurtes não faziam parte da rotina, aquelas sacolas representavam alguma coisa muito concreta.

A leitura que o menino fez daquela cena ficou com ele. A mãe saía para trabalhar e voltava trazendo coisas que melhoravam a vida dentro de casa. Tinga contou que começou a associar trabalho a essa possibilidade de construir algo melhor.

Não nasceu daí uma frase preparada para palestra. Nasceu uma memória de infância que continuou acompanhando o homem depois que o dinheiro deixou de faltar.

Quando começou a jogar nas categorias de base do Grêmio, a situação financeira da família ainda era apertada. Tinga chegou a dizer que, quando passou a morar na concentração do clube, isso significou uma boca a menos para a mãe alimentar em casa.

Não há romantismo nisso. Existe a realidade de muitas famílias brasileiras em que uma oportunidade esportiva muda a vida do jovem e, ao mesmo tempo, muda a conta do mês.

O primeiro sonho importante também diz muito sobre ele. Tinga contou que não pensava em Barcelona, Real Madrid, carrões ou contratos milionários.

Queria jogar porque tinha um objetivo muito mais próximo da vida que conhecia: comprar uma casa para a mãe.

Quando foi para o Japão aos 20 anos e começou a receber um salário muito superior ao que ganhava no Brasil, conseguiu comprar imóveis em Porto Alegre. A primeira casa da mãe veio desse dinheiro.

É difícil encontrar uma definição melhor para a origem do senso de responsabilidade que ele levaria depois para o futebol, para os negócios e para suas palestras.

Antes de existir qualquer teoria sobre liderança, havia um menino observando uma mulher cansada sair novamente para trabalhar porque os filhos precisavam comer.

A Restinga não deu apenas um apelido. Em determinados momentos, ajudou a proteger um futuro

Paulo César ficou conhecido como Tinga por causa da Restinga, bairro da zona sul de Porto Alegre onde cresceu. O apelido carregou o bairro por estádios brasileiros, pelo Japão, Portugal e Alemanha, mas a ligação nunca ficou restrita ao nome.

Na entrevista concedida à GZH quando se aposentou, ele falou sobre os amigos que lhe davam passagens e dinheiro para treinar, mas contou algo ainda mais forte.

Alguns desses jovens o protegiam quando outras pessoas se aproximavam oferecendo drogas. Tinga recordou amigos interferindo porque enxergavam nele um garoto que poderia seguir outro caminho. Muitos daqueles companheiros morreram mais tarde, vítimas de uma realidade da qual ele conseguiu escapar.

O futebol ajudou a criar regras onde antes havia pouca estrutura. O próprio Tinga contou que o esporte lhe ensinou horários, disciplina e limites. Isso ajuda a entender por que ele nunca fala da própria história como se tivesse vencido por uma espécie de força individual extraordinária. Sua memória é povoada por pessoas.

Essa diferença merece atenção porque o mundo corporativo costuma gostar de histórias em que alguém “venceu sozinho”. Elas são fáceis de vender porque concentram tudo num herói, mas raramente correspondem à realidade.

Um profissional pode possuir talento, disciplina e desejo de crescer, mas continua dependendo de oportunidades, orientação, confiança e ambientes capazes de reconhecer aquilo que ainda não apareceu completamente.

Em trabalho em equipe, essa percepção muda bastante a maneira de enxergar resultado. A conquista individual continua tendo valor, mas passa a carregar também o trabalho de quem abriu uma porta, deu informação, corrigiu um erro, ofereceu tempo ou simplesmente permaneceu perto no momento em que desistir seria mais fácil.

A mãe ainda daria a Tinga uma das maiores aulas de humanidade de sua vida

A história da família ganhou outro capítulo muitos anos depois. O pai de Tinga havia deixado a casa quando ele tinha sete anos.

Em 2001, já jogador do Grêmio, Tinga soube que o pai enfrentava problemas de saúde e passou a ajudá-lo.

Levou-o para sua própria casa durante um período, mas a situação se tornou difícil porque o jogador viajava, concentrava-se e precisava manter a rotina profissional.

Sem saber mais o que fazer, procurou a mãe. Era a mesma mulher que havia sido abandonada por aquele homem cerca de duas décadas antes.

Tinga contou que esperava receber uma negativa, mas ouviu outra resposta. Nadir disse ao filho que deixasse o pai ali, que ela cuidaria dele e que Tinga deveria voltar a jogar e trabalhar.

Ela permaneceu cuidando do ex-marido por aproximadamente dois anos. O próprio filho definiu esse gesto como um dos maiores exemplos que havia recebido na vida.

Essa história não precisa virar uma regra moral sobre perdão. Cada família possui limites, feridas e circunstâncias que ninguém de fora conhece suficientemente para julgar.

Ela diz muito, porém, sobre a mulher que formou Tinga.

Num momento em que o filho chegou sem solução, a mãe respondeu com uma atitude que ele carregaria por anos na memória. O jogador acostumado a aprender com treinadores reconheceu dentro da própria casa uma das maiores referências de caráter de sua vida.

Tinga conviveu com diferentes treinadores, clubes e experiências em vários países, mas algumas das aulas que mais marcaram sua vida aconteceram muito antes das salas de reunião e dos palcos. Vieram de uma mãe que trabalhava quando os filhos dormiam e que, anos depois, ainda seria capaz de surpreendê-lo pela maneira como escolheu agir. 

Em 2006, Tinga marcou o gol da primeira Libertadores do Inter e teve de esperar sozinho para saber se aquilo terminaria em festa

Em 16 de agosto de 2006, o Internacional entrou no Beira-Rio carregando uma vantagem sobre o São Paulo e a possibilidade de conquistar a primeira Libertadores de sua história.

Tinga marcou de cabeça o segundo gol colorado no empate por 2 a 2. A comemoração, porém, trouxe um problema imediato. Ele levantou a camisa, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.

A partir daquele instante, um dos homens mais importantes da final deixou de poder ajudar os companheiros.

Tinga passou cerca de 28 minutos sozinho no vestiário, sem televisão, evitando acompanhar pelo rádio porque considerava a transmissão ainda mais angustiante. Tentava entender o que acontecia do lado de fora a partir do barulho vindo das arquibancadas.

O São Paulo empatou, pressionou e transformou aqueles minutos numa espera dolorosa para quem acabara de marcar um gol que poderia entrar para a história ou ser lembrado junto de uma expulsão decisiva.

Vinte anos depois, ao relembrar a final, Bolívar explicou como o grupo enxergava aquele momento. A frase é curta, mas resume uma ideia muito forte sobre trabalho em equipe: “um não carregava 10, mas 10 carregavam um.”

Tinga havia feito a parte dele e não podia mais entrar em campo.

O restante dependia dos outros. Talvez seja difícil encontrar um exemplo esportivo tão claro daquilo que empresas tentam ensinar quando falam sobre confiança entre profissionais.

Há momentos em que o melhor integrante da equipe não consegue resolver. Há situações em que quem entregou muito até ali precisa aceitar que outras pessoas carreguem a responsabilidade.

Quando o jogo terminou, um funcionário do clube correu até o vestiário para avisá-lo. Tinga voltou ao gramado campeão da Libertadores, com um gol marcado numa das noites mais importantes da história do Internacional.

Ele conquistaria a América novamente em 2010.

Tinga também aprendeu que vitória pode esconder erros

Quando encerrou a carreira em 2015, Tinga falou sobre o que havia aprendido em quase duas décadas de futebol profissional. Uma de suas conclusões ia contra boa parte do discurso tradicional sobre sucesso.

Ele disse ter aprendido mais nas derrotas do que nas vitórias porque, durante as comemorações, muitos problemas ficam escondidos pelo barulho da festa. Na dor, segundo sua leitura, alguns erros ficam muito mais visíveis.

Essa observação conversa diretamente com liderança e gestão.

Uma empresa que bate a meta pode ter problemas sérios de comunicação, processos ruins e relações desgastadas que permanecem escondidos pelo resultado financeiro.

Quando o número vem bom, existe a tentação de concluir que tudo funcionou. Nem sempre funcionou. Às vezes, o resultado aconteceu apesar dos erros.

A derrota força perguntas que a vitória adia.

Tinga conheceu os dois lados o suficiente para perceber isso. Ganhou títulos importantes, sofreu lesões, viveu meses sem receber salário, enfrentou solidão no Japão e precisou reconstruir a rotina profissional depois de deixar os gramados.

Sua fala corporativa não nasce de uma coleção de conceitos decorados depois da aposentadoria. Ela nasce também da experiência de alguém que viu o resultado por dentro e aprendeu a desconfiar da ideia de que vencer prova automaticamente que fizemos tudo certo.

Em 2014, um estádio tentou reduzi-lo à cor da pele. A resposta mostrou o tamanho do homem que havia dentro do jogador

Durante uma partida entre Real Garcilaso e Cruzeiro pela Libertadores de 2014, torcedores no Peru começaram a imitar sons de macaco cada vez que Tinga tocava na bola. O episódio ganhou repercussão internacional e provocou manifestações de apoio em diferentes partes do futebol brasileiro.

Ao sair do campo, Tinga foi questionado sobre o que acabara de acontecer. A resposta atravessou o futebol porque colocou os títulos que havia conquistado numa escala muito menor diante de outra coisa que considerava mais importante.

Ele afirmou que trocaria suas conquistas por igualdade racial e social.

É difícil ignorar o peso dessa declaração quando lembramos de onde ele veio.

O menino negro da Restinga que viu a mãe trabalhar sete dias por semana conseguiu construir uma carreira internacional, ganhar dinheiro, comprar a casa que sonhava oferecer a ela e levantar algumas das taças mais desejadas do continente. Quando foi colocado diante de uma agressão racista, recusou transformar seus títulos numa espécie de compensação suficiente.

Ele sabia que conquista individual não corrige desigualdade coletiva.

Meses depois, ao falar novamente sobre o caso, Tinga contou que reuniu mulher e filhos em casa e conversou sobre a possibilidade de algo semelhante acontecer também com eles ou de eles próprios reproduzirem preconceitos contra outra pessoa.

O episódio, então, deixou de ser somente algo que havia acontecido num estádio e virou uma conversa familiar sobre responsabilidade.

Por isso, responsabilidade social não aparece em sua trajetória como assunto desconectado da própria vida.

O menino que queria comprar uma casa para a mãe também aprendeu a construir negócios

Quando deixou o futebol, Tinga não tentou viver eternamente da lembrança do jogador.

Sua página na Palestras de Sucesso registra estudos ligados a gestão esportiva, coaching, PNL e inteligência emocional, além de experiências empresariais.

Ele se envolveu com projetos de formação de atletas, investimentos e tornou-se fundador e CEO da Sieben Tour, agência de viagens. A transição começou antes do último jogo.

Na entrevista de 2015 em que anunciou a aposentadoria, Tinga já falava sobre cursos, estudos, gestão, viagens de aprendizado e negócios. Ele sabia que a carreira de jogador terminaria e não queria descobrir somente depois o que faria com a vida profissional.

Essa preparação ajuda a explicar por que sua presença em empresas funciona sem depender apenas de vídeos de gols.

Tinga consegue falar de gestão porque precisou gerir a própria mudança de carreira. Consegue falar sobre comportamento de equipe porque viveu vestiários em diferentes países e culturas. Consegue discutir disciplina porque sabe o que significava não ter dinheiro para o ônibus e mesmo assim encontrar uma forma de chegar ao treinamento.

Não é necessário inventar uma versão corporativa do jogador, ela já estava sendo construída enquanto ele ainda jogava.

Gestão Além da Planilha” mostra por que a história de Tinga funciona dentro de uma empresa

A Palestras de Sucesso já levou Tinga ao encontro da Koppert com a palestra Gestão Além da Planilha, voltada a temas de liderança, trabalho em equipe, motivação e gestão.

O registro do evento mostra que sua experiência já foi aplicada fora do ambiente esportivo com uma empresa que atua globalmente no controle biológico.

Você pode conhecer esse trabalho no registro da palestra de Tinga para a Koppert.

O nome da palestra é particularmente coerente com sua história porque há coisas que nenhuma planilha consegue medir bem.

Uma tabela informa receita, prazo, custos e produtividade. Ela não mostra quem ajudou um profissional antes de ele começar a produzir resultado. Não registra o colega que evitou que alguém desistisse, nem a qualidade da relação que permite a um time carregar temporariamente um de seus integrantes.

Tinga aprendeu isso na Restinga, no vestiário e em casa antes de ensinar num palco.

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O ônibus fecha um círculo que nenhum roteirista precisaria inventar

Depois de tudo o que aconteceu no futebol, talvez uma das imagens mais fortes da história de Tinga continue sendo um ônibus.

Na adolescência, amigos ajudavam com a passagem para que ele treinasse. A memória permaneceu. Quando já tinha recursos, nome conhecido e uma vida completamente diferente daquela da infância, Tinga participou da criação do Fome de Aprender, projeto que levou um ônibus com biblioteca e estrutura para distribuição de refeições até a Restinga. Em 2021, eram cerca de 300 refeições por dia, segundo a Prefeitura de Porto Alegre.

Não é difícil compreender a beleza dessa volta.

O ônibus que antes representava a dificuldade de chegar até uma oportunidade tornou-se, anos depois, parte de uma estrutura criada para levar alguma coisa a quem precisava.

Comida.

Livros.

Presença.

Essa imagem explica uma parte importante daquilo que Tinga parece entender sobre sucesso.

Chegar muda a nossa vida.

Lembrar de onde viemos pode mudar aquilo que fazemos depois de chegar.

Vinte anos depois da primeira Libertadores, Tinga continuou devolvendo alguma coisa ao futebol

Em 2026, quando a primeira Libertadores do Internacional completou vinte anos, Tinga poderia simplesmente participar das homenagens, contar histórias e posar novamente com a taça.

Preferiu associar a data a uma campanha de arrecadação para a reforma do Centro de Treinamentos Parque Gigante. Ele passou a liderar a iniciativa com outros ex-jogadores e empresários, e os eventos ligados ao aniversário da conquista arrecadaram mais de R$ 585 mil até a manhã de 17 de agosto, segundo o ge.

A imagem se repete com outras formas.

Um garoto recebeu ajuda para continuar no futebol.

O jogador conquistou tudo o que aquele garoto provavelmente não conseguiria imaginar.

O homem voltou a usar nome, relações e credibilidade para criar condições melhores para outras pessoas.

Não é caridade como ornamento de biografia. Existe coerência entre fases muito distantes da mesma vida.

Talvez por isso a frase “ninguém chega sozinho” pareça diferente quando vem de Tinga

É fácil repetir que dependemos uns dos outros.

A história de Tinga oferece cenas concretas para essa ideia.

Ele dependeu da mãe que sustentava a casa enquanto trabalhava madrugada adentro. Dependeu de amigos que davam passagens e o protegiam. Foi formado por um clube rival do time para o qual torcia e nunca apagou a gratidão por isso. Marcou um gol numa final de Libertadores e precisou confiar que os companheiros segurariam o resultado enquanto ele esperava sozinho no vestiário.

Anos depois, quando já podia ser lembrado apenas pelas taças, escolheu continuar construindo fora do campo.

Talvez esteja aí uma definição muito boa de liderança que não precisa de frase decorada.

Liderar também pode ser lembrar quem nos carregou e, quando finalmente temos condições, tornar o caminho um pouco menos difícil para quem vem depois.

Contratar Tinga é levar ao palco uma história que não termina no futebol

O currículo esportivo impressiona. Tinga conquistou Copa do Brasil pelo Grêmio, duas Libertadores pelo Internacional e dois Campeonatos Brasileiros pelo Cruzeiro, além de ter atuado no exterior.

Os títulos explicam apenas uma parte do palestrante.

A força de sua fala está no caminho entre a Restinga e esses troféus, na mãe que trabalhou noites inteiras, nos amigos que pagaram passagens, no isolamento do Japão aos 20 anos, no gol e na expulsão da final de 2006, no racismo enfrentado no Peru, na preparação para a vida depois do futebol, nos negócios e nos projetos sociais.

Isso permite que Tinga converse com empresas sobre liderança, trabalho em equipe, team building e responsabilidade social sem precisar fingir que um vestiário e uma empresa são a mesma coisa.

Ele não precisa forçar a comparação.

Sua vida já oferece material suficiente para falar sobre como pessoas trabalham, vencem, erram, dependem umas das outras e escolhem o que fazer depois que conquistam aquilo que desejavam.

Talvez essa seja a diferença entre ter uma boa história e ter alguma coisa realmente relevante para dizer.

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Leve para o seu evento uma história construída entre a Restinga, grandes conquistas, decisões difíceis e a certeza de que ninguém chega longe completamente sozinho.

Tinga leva ao ambiente corporativo experiências ligadas a gestão, liderança, trabalho em equipe, disciplina, responsabilidade e comportamento, conectando aquilo que viveu no futebol, nos negócios e nos projetos que desenvolveu depois dos gramados.


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Perguntas frequentes sobre Tinga

De onde vem o apelido Tinga?

Paulo César Fonseca do Nascimento cresceu na Restinga, bairro da zona sul de Porto Alegre que deu origem ao apelido pelo qual ficaria conhecido no futebol. A ligação com a comunidade permaneceu depois da carreira esportiva por meio de projetos e ações sociais.

Tinga passou dificuldades financeiras antes de se tornar jogador?

Sim. Em entrevista à GZH, contou que amigos lhe davam passagens de ônibus e pequenos valores para que pudesse treinar. Sua mãe sustentava a família trabalhando inclusive durante a madrugada, e a situação financeira da casa foi uma das referências que marcaram sua infância.

Qual era o primeiro grande sonho de Tinga?

Ele relatou que, quando começou no futebol, não pensava principalmente em fama, carros ou grandes clubes europeus. Seu objetivo era conseguir comprar uma casa para a mãe, algo que realizou depois de começar a ganhar dinheiro como jogador.

Qual foi a participação de Tinga na Libertadores de 2006?

Tinga marcou o segundo gol do Internacional no empate por 2 a 2 contra o São Paulo, resultado que garantiu a primeira Libertadores da história colorada. Após comemorar levantando a camisa, recebeu o segundo amarelo, foi expulso e acompanhou os minutos finais sozinho no vestiário.

O que Tinga disse após sofrer racismo no Peru?

Em 2014, torcedores do Real Garcilaso imitaram sons de macaco quando Tinga tocava na bola. Depois da partida, ele declarou que trocaria seus títulos por igualdade racial e social.

Tinga trabalha como palestrante?

Sim. Tinga integra o casting da Palestras de Sucesso e aborda temas ligados a liderança, gestão, disciplina, trabalho em equipe, competitividade e carreira. A agência já realizou, por exemplo, sua palestra Gestão Além da Planilha para a Koppert.

O que é o Fome de Aprender?

É um projeto social apresentado por Tinga que utilizou um ônibus com biblioteca e estrutura para distribuição de refeições na Restinga. Em 2021, a Prefeitura de Porto Alegre registrou aproximadamente 300 refeições diárias, de segunda a sexta-feira.

Fontes consultadas

Tinga

TEDx Speaker, ex-jogador e vencedor por onde passa!

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