Palestras de Sucesso entrevista Prof. Rogério Castilho

1- Primeiramente, é um enorme prazer tê-lo conosco, Professor! Como um dos grandes especialistas em Hipnose no Brasil, gostaríamos de saber: como você teve contato com a Hipnose e quando você descobriu que ela seria algo tão importante em sua trajetória profissional?

Prof. Castilho: Muito grato pela oportunidade. Trabalhei por 22 anos em rádio e em TV e tive a oportunidade de observar apresentações de Hipnose de perto, mas surpreendentemente nunca tive interesse.

Apenas quando fui fazer a formação em Programação Neurolinguística, e já apaixonado pelas descobertas e possibilidades, conheci a Hipnose. Pensei: se a PNL sozinha já produz estas mudanças comportamentais fantásticas, com Hipnose então…

E fui me especializar. Fiz vários cursos livres e uma pós-graduação que me ajudaram muito a entender e aplicar a Hipnose em contexto profissional.

Primeiro, apliquei em mim mesmo, com o objetivo de promover algumas mudanças como diminuir a timidez, aumentar a autoestima, melhorar minha comunicação e as relações interpessoais.

Depois, diante de tantos resultados positivos, adequei o formato para oferecer ao mundo corporativo, criando produtos que vão desde a Hipnose de Palco, que proporciona um excelente e inesquecível entretenimento para encerramento de diversos eventos como convenções, feiras, simpósios, até a Hipnose Corporativa, mais focada no business mesmo.

2- Sabemos que um dos grandes desafios no mundo corporativo e dos negócios, é a produtividade. Um dos temas que você aborda em seu trabalho como palestrante é a Neurociência. Sendo assim, de que maneira ela pode ajudar no desempenho das equipes nas empresas?

Prof. Castilho:  Cada pessoa é única e toda empresa é um conjunto de pessoas. É como se uma organização fosse o planeta Terra, seus departamentos os países e seus colaboradores a população mundial.

Cada país tem sua cultura, cada pessoa tem seus hábitos e costumes. A Neurociência focada no comportamento humano ajuda a identificar os perfis, as características e as habilidades de cada indivíduo ou grupo.

Entendendo como as pessoas funcionam, facilita a alocação de talentos onde eles podem render mais. Se um sujeito tem 2 metros de altura, não deve investir na carreira de jóquei, porque vai arrastar os pés no chão mesmo montado num cavalo.

E outro que tem 1,50 cm deve desistir de jogar basquete sob o risco de confundirem a cabeça dele com a bola. No mundo corporativo é a mesma coisa, com o agravante de que as características são psicológicas e não físicas, sendo, portanto, mais delicadas de se perceber.

3- Como você observa o mercado de palestras atualmente, diante do cenário da pandemia? Como um profissional que trabalha com eventos pode se reinventar, na sua visão?

Prof. Castilho: A pandemia (que eu chamo de pandemônio) pode – e deve – ser vista como um momento importante, grave e delicado, exigindo adequações, cortes e reestruturações em muitos casos, profundas.

Por outro lado, é também uma oportunidade compulsória de reinvenção. O mercado de palestras migrou para o modo online, com tudo de bom e de ruim que mudanças trazem. Ficou mais rápido, mais barato, mais prático – e mais frio, mais distante, mais impessoal.

Profissionais de eventos podem “chorar ou vender lenço”. Reclamar que o mercado se retraiu ou analisar quais as dores dos gestores neste momento delicado e oferecer produtos novos, personalizados – online.

Para isso, é claro, precisam se atualizar, desde o básico (tecnicamente, como utilizar uma plataforma, questões como iluminação, acústica, cenário etc) ao principal: conteúdo que agregue valor ao contratante.

O que vejo de bom: acabou (ou pelo menos adormeceu) o tempo das palestras “espetaculosas”, com muita fumaça e pouco conteúdo.

4-  Pode contar pra gente como foi sua experiência com o lendário Tony Robbins?

Prof. Castilho: Tony Robbins é considerado o maior coach do mundo não por acaso. De um jovem gordo e frustrado a um homem multimilionário (se já não for bi), Robbins é a personificação do sucesso das técnicas de PNL e da Psicologia Comportamental.

Ele ensina o que aplicou em si mesmo, e com uma energia fenomenal. Fiz um treinamento de 4 dias com ele, e o homem é incansável! O curso ia das 9 da manhã até 2 da manhã do dia seguinte. Detalhe: sem pausas.

Sem coffee break, sem intervalo para almoço, nada. Quem quisesse, ia ao banheiro ou tomar um café rapidinho porque ele não parava. Bem, rapidinho é modo de dizer, porque a turma era de 5.000 pessoas, então havia fila em todos os lugares.

Mesmo assim, não senti cansaço, não reclamei de fome nem de frio na saída. Era pleno inverno nova-iorquino, mas saíamos tão contagiados com a energia e o entusiasmo dele que nada era capaz de abalar nosso estado de êxtase.

Foi transformador. Eu ainda não era formado em psicologia, então cada técnica, cada estratégia, cada pressuposto gerava um insight e a curiosidade de como eu ia aplicar aquilo na minha vida e na dos outros. Depois fui estudar um pouquinho mais, o que me ajudou a montar o quebra-cabeças da excelência humana.

5- Jogo rápido: nos dê uma palavra correspondente para cada tema mencionado: Neurociência, Neuromarketing, Hipnose Corporativa, PNL, Comportamento Humano.

Prof. Castilho: Neurociência: a explicação do como.

Neuromarketing: o como.

Hipnose Corporativa: o “como” mais fácil.

PNL: aceleradora de resultados.

Comportamento Humano: o o quê.

6- Quais suas melhores memórias ao trabalhar com nomes como Silvio Santos, Gugu, Ana Maria Braga, Ronnie Von e  Cátia Fonseca? O que você pode nos contar que aprendeu e ensinou ao se relacionar com eles?

Prof. Castilho: Eu morava numa favela, com todas as restrições que isso inclui. Comecei a fazer Humor numa rádio, Gugu ouviu, gostou e me convidou para fazer um quadro no programa dele.

Com o Gugu, aprendi o que é generosidade. Silvio Santos viu talento em mim, me convidou para um dos seus programas. Com Silvio, aprendi a criar oportunidades.

Fui pra Record, trabalhei com a Ana Maria Braga e com ela, aprendi resiliência. Ela saiu, foi substituída pela Cátia Fonseca, que me ensinou espontaneidade.

Quando fui trabalhar com Ronnie Von, aprendi o que é cavalheirismo e versatilidade. Trago um pouco de cada um no meu trabalho e espero ter deixado a certeza do quanto sou grato a eles.

7- Numa escala de 0 até 10, qual a importância da inteligência emocional no ambiente profissional e como desenvolvê-la para ser bem-sucedido nos negócios?

Prof. Castilho: 10! A psicologia moderna elenca 10 diferentes tipos de inteligência: lógico-matemática, espacial, linguística, musical, corporal, intrapessoal, interpessoal, naturalista, existencial e a principal delas, a inteligência emocional.

De nada adianta o sujeito ser um gênio em qualquer uma das outras nove inteligências se não souber gerenciar suas emoções nem interpretar e lidar com as emoções dos outros. A vida humana se caracteriza pelas relações, e a qualidade delas vai determinar a qualidade dos resultados.

O personagem de Tom Hanks no filme “O Náufrago” tratou de humanizar uma bola de vôlei para interagir e manter a sanidade. Um ambiente profissional saudável é condição básica para a cooperação, para o trabalho em equipe, para a sinergia.

Pense nas grandes equipes de futebol e em seus times inesquecíveis. Por que não duraram muito? Muitas “estrelas”, disputas de egos, pouca ou nenhuma inteligência emocional. A figura de um psicólogo é recente nos clubes (pelo menos no Brasil), diferente dos esportes de elite. Não se chega no topo – e se mantém lá – sem preparo. E o topo é para poucos.

8- O que uma palestra de Hipnose Demonstrativa pode trazer de benéfico para nossa Saúde, ou ainda no âmbito das Vendas e Comunicação?

Prof. Castilho: Nesta palestra utilizo a Hipnose para demonstrar os poderes mentais inconscientes que todos temos. Somos seres influenciáveis, portanto vulneráveis ao excesso de estímulo que nos bombardeia constantemente, disputando a nossa atenção.

Isto causa adoecimento psicológico, estresse e até problemas físicos. Em termos de Saúde, demonstro os malefícios dos maus hábitos e apresento alternativas. Para Vendas a Hipnose é fantástica também.

Quando se sabe como o prospect ou o cliente pensam, fica mais fácil oferecer as facilidades que eles procuram. E a Comunicação… bem, a Comunicação é o lubrificante que faz com que as relações humanas fluam. Nesta palestra deixo bem claro que Comunicação não é o que você fala, é o que o outro entende. Entendeu?

9- Obrigado pela atenção. O espaço é seu para deixar um recado aos nossos leitores.

Prof. Castilho: Eu que agradeço a oportunidade. Termino lembrando que os aviões estão bastante seguros nos hangares, mas não foram feitos para ficarem lá. Tem muito “avião” estacionado nas empresas porque nem sabem que podem voar. Com a orientação certa, o direcionamento correto, podem decolar em suas carreiras levando as empresas em que trabalham “ao infinito e além”.

A você que está lendo, minhas últimas palavras: o cérebro veio sem manual. Descubra o seu!

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