Você Está Falando Bem… ou Enchendo Linguiça? Como os Vícios de Linguagem Sabotam sua Comunicação (e o Que Até os Famosos Já Erraram)

Comparação entre palestrante com vícios de linguagem e palestrante confiante, em um palco de auditório.

Será que você está se comunicando de verdade?

Você já começou a falar e, no meio da frase, soltou um “né?”, um “tipo assim”, um “entendeu?” ou aquele clássico “ééé…”? Se sim, bem-vindo ao clube dos que caíram nos vícios de linguagem – e nem sempre perceberam.

Esses pequenos “ruídos” podem parecer inofensivos, mas na prática eles minam sua clareza, diminuem seu impacto e fazem você perder autoridade diante do público.

A boa notícia? Até grandes nomes da política, da TV e da música já passaram por isso. E todos aprenderam a se expressar melhor.

Hoje, você vai descobrir como identificar e eliminar os vícios de linguagem da sua comunicação, com dicas práticas e exemplos reais.

O que são vícios de linguagem (e por que eles enfraquecem seu discurso)

Vícios de linguagem são palavras, expressões ou sons repetidos de forma automática e desnecessária, sem adicionar real valor à mensagem.

Eles funcionam como muletas: usamos para “preencher” o silêncio, ganhar tempo ou parecer mais informais. Mas, quando se acumulam, geram o efeito contrário:

  • Tornam a comunicação confusa
  • Atrapalham o ritmo do discurso
  • Transmitem insegurança
  • Distraem a audiência

Ou seja: quanto mais vícios você tiver, menos poderosa será sua fala.

Os vícios de linguagem mais comuns (e como reconhecê-los)

1. Interjeições e preenchimentos

  • “Né?”, “Tipo assim”, “Tá?”, “Beleza?”, “Sabe?”
  • Usados por insegurança ou hábito, quebram o fluxo da fala e demonstram falta de domínio do conteúdo.

2. Redundâncias

  • “Subir pra cima”, “entrar pra dentro”, “elo de ligação”.
  • Repetem significados desnecessários e deixam a fala pesada.

3. Metafalar

  • “Nessa parte da apresentação eu vou mostrar…”
  • É quando você narra a estrutura da apresentação, em vez de simplesmente ir direto ao ponto.

4. Gírias e modismos

  • “Top”, “padrão”, “só vai”, “tá ligado?”
  • Devem ser usados com cuidado, dependendo do público e do contexto.

Vícios de Linguagem Sabotam sua Comunicação: Quando até os grandes escorregam: exemplos famosos

Políticos sob pressão

  • Lula e Bolsonaro já foram criticados por usar muletas verbais em excesso, como “veja bem”, “então tá”, “a gente vai ver isso”.
  • Em debates, esses vícios são percebidos como falta de preparo ou improviso descontrolado.

Celebridades em entrevistas

  • Anitta já declarou em entrevistas que precisou treinar sua fala para reduzir o uso de “tipo assim” e “né?”.
  • A artista percebeu que os vícios diminuíam o peso da sua fala em programas internacionais.

Apresentadores de TV

  • Faustão virou ícone com bordões como “ô loco, meu!” – o que funcionou como estilo próprio. Mas num ambiente corporativo, esses exageros poderiam ser desastrosos.

Acadêmicos e palestrantes

  • Professores universitários, mesmo com vasto conhecimento, muitas vezes abusam de expressões como “basicamente”, “de certa forma”, “digamos assim” – o que dilui a força do argumento.

Como eliminar vícios de linguagem e falar com mais clareza

1. Grave sua fala e assista com atenção

  • Ouvir-se permite identificar vícios que passam despercebidos.

2. Use pausas no lugar dos vícios

  • O silêncio bem colocado é mais elegante do que qualquer “ééé…”

3. Reduza a velocidade da fala

  • Falar devagar dá mais tempo para pensar e articular as ideias com clareza.

4. Treine com textos e trava-línguas

  • Melhora a articulação e fortalece o controle da dicção.

5. Pratique com foco na consciência

  • Quanto mais atento estiver ao que diz, menos propenso será a cair em hábitos automáticos.

Dica bônus: Transforme seus vícios em estilo (com moderação)

É verdade: alguns vícios se tornam marcas registradas – mas só quando usados com intenção.

Se você quer criar uma assinatura verbal, como um bordão ou expressão típica, faça isso conscientemente, e apenas se for coerente com sua persona.
A chave está no equilíbrio entre naturalidade e controle.

Clareza é poder. E ela começa na sua escolha de palavras.

Se você deseja ser um comunicador de impacto, eliminar os vícios de linguagem é um passo essencial. Isso vai deixar sua fala mais limpa, seu discurso mais profissional e sua presença mais respeitada.

Grandes comunicadores não nascem prontos – eles treinam, se observam e ajustam constantemente.

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E lembre-se: uma boa apresentação não é sobre o que você fala, mas como você faz seu público sentir!

Luís Perossi

Palestrante, Redator e Consultor de Mídia. Especialista em conteúdo com foco em Inbound Marketing e SEO.

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