Da resistência à colaboração: como a Teoria U transforma líderes de dentro para fora – com Paula Mazzola

A Teoria U é uma metodologia que está ajudando líderes a superar a resistência à mudança e impulsionar transformações organizacionais mais profundas e humanas.

A resistência silenciosa que trava a inovação

Em empresas de diferentes portes e setores, um padrão se repete. Estratégias são desenhadas, metas são lançadas, e a resistência à mudança aparece como o obstáculo. O discurso se repete: “as pessoas não querem mudar”.

Mas será mesmo esse o problema? Ou estamos olhando para o sintoma e não para a raiz?

A Teoria U, uma abordagem desenvolvida no MIT por Otto Scharmer, propõe um caminho diferente. Em vez de forçar mudanças de fora para dentro, ela sugere que a verdadeira transformação organizacional começa no interior de cada líder.

Como afirma Paula Mazzola, palestrante especialista na metodologia:

“O sucesso de uma intervenção depende da condição interna do interventor.” (Bill O’Brien).

A essência da Teoria U: presença, escuta e intenção

Longe de ser apenas um modelo teórico, a Teoria U é uma metodologia de liderança ecossistêmica que propõe uma jornada de autoconhecimento e conexão profunda com o propósito.

Segundo Paula, a abordagem:

“… trabalha aspectos internos com técnicas de observação, escuta e presença… com a mente, coração e vontade aberta, alinhando a atenção com a intenção e ação para mudanças regenerativas.”

O percurso proposto pela Teoria U inclui uma descida, em que o líder silencia os julgamentos e se conecta com o que realmente importa, e uma subida, em que novas ações emergem da consciência transformada.

Trata-se de viver o processo, não apenas estudá-lo.

A metodologia já é aplicada em mais de 180 países e tem transformado empresas como Natura, Bosch, Suzano e Petrobras. Para conhecer mais sobre sua origem, acesse a fonte original da metodologia no Presencing Institute do MIT.

Liderança ecossistêmica: o papel do líder no novo tempo

Transformar sistemas começa por transformar a forma como lideramos. Por isso, a liderança ecossistêmica busca expandir a consciência dos líderes para além da lógica de comando e controle.

Nesse contexto, Paula aponta que muitas resistências organizacionais não vêm das equipes, mas da maneira como os líderes conduzem os processos. Ao atuar apenas com metas e pressão por performance, criam-se barreiras emocionais difíceis de transpor.

A Teoria U, segundo Paula, propõe um convite, não uma imposição.

“Pessoas resistentes à mudança acabam se transformando pois é um convite, não é imposto. E nessa colaboração em conexão com a sua natureza, a ‘magia’ acontece.”

Da resistência à colaboração: uma jornada possível

Ao contrário do que muitos gestores acreditam, a colaboração verdadeira não nasce da obrigação, mas do envolvimento.

A Teoria U oferece essa jornada, que começa de forma individual e se transforma em algo coletivo. Paula resume bem essa ideia:

“Participando não há como não colaborar, mesmo porque essa jornada inicia de forma individual (descida do U) e se torna coletiva (na subida do U) de forma colaborativa.”

Esse movimento interno abre espaço para um novo tipo de liderança. Mais presente, empática e conectada ao propósito maior da organização.

Transformação organizacional que toca o invisível

Empresas que enfrentam desafios de cultura, inovação ou transição sustentável encontram na Teoria U um caminho para destravar processos que, por vezes, parecem imutáveis.

Ao estimular a escuta ativa nas empresas, a metodologia permite que vozes normalmente ignoradas sejam ouvidas. Essa inclusão fortalece vínculos e gera resultados mais sólidos e alinhados com os valores da organização.

A transformação, então, deixa de ser algo imposto por cima e passa a ser um movimento legítimo que nasce das relações internas.

A força do convite e o poder do exemplo

Quando um líder decide percorrer o caminho da Teoria U, ele não apenas se transforma, mas se torna uma referência viva para o time.

Como explica Paula:

“Às vezes é importante trazer esses fundamentos para que a pessoa resistente aceite o convite de participar de uma jornada, pois se ficar só na teoria, acaba mesmo em utopia.”

Ou seja, participar da vivência faz toda a diferença. É nesse contato direto que a resistência cede espaço para a conexão, e a mudança se torna viável.

Três passos para iniciar com a Teoria U na sua empresa

  1. Crie espaços de escuta profunda.
    Permita conversas sem julgamentos, onde colaboradores possam expressar o que sentem e pensam sobre o momento atual.
  2. Convide, não imponha.
    Apresente a proposta como uma jornada de crescimento pessoal e coletivo, e respeite o tempo de cada um.
  3. Busque facilitadores experientes.
    Trazer especialistas como Paula Mazzola ajuda a ancorar o processo com segurança, sensibilidade e metodologia.

Empresas que aplicam estão colhendo resultados

O uso da Teoria U em organizações como Natura, Petrobras, Bosch e Suzano mostra que o método é mais do que filosofia. É prática com impacto.

Essas empresas não apenas investem em treinamentos técnicos, mas também em transformação de consciência. O resultado? Climas organizacionais mais saudáveis, inovação com propósito e líderes mais presentes.

Empresas interessadas em como isso funciona na prática podem acessar a entrevista de Paula na Palestras de Sucesso.

Transformar lideranças é transformar o sistema

Líderes que mergulham na Teoria U descobrem que não se trata apenas de técnicas, mas de uma mudança profunda no modo de operar. Ao praticar a escuta, o não-julgamento e a presença, tornam-se capazes de guiar equipes em tempos de incerteza.

E como destaca a própria Paula:

“É um percurso onde a teoria dá base a práticas vivenciais que despertam o indivíduo para seu melhor potencial.”

A resistência, então, se dissolve. E a colaboração surge como algo natural, enraizado em relações mais verdadeiras.

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Você já vivenciou um processo de mudança que travou por resistência interna? Como sua empresa tem lidado com transformações culturais?

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Quero uma palestra de Paula Mazzola

Paula Mazzola é referência no Brasil em transformação organizacional e liderança ecossistêmica com base na Teoria U.

Com atuação em empresas como Itaú, Natura, Braskem, Unimed e Sebrae, Paula guia jornadas profundas e práticas que ajudam líderes e equipes a atravessarem resistências e a se abrirem para novos modos de pensar, sentir e agir.

Suas palestras são experiências vivenciais, com metodologias que integram corpo, mente e propósito. Mais do que transmitir conceitos, ela conduz processos reais de reconexão e mudança.

Se a sua empresa busca evoluir sua cultura, desenvolver lideranças conscientes e atravessar transições com mais propósito, a presença de Paula Mazzola pode ser o ponto de virada.

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Paula Mazzola

Palestrante, comendadora, educadora, escritora e referência em regeneração socioambiental, Paula Mazzola transforma experiências reais em pontes de reconexão entre pessoas, natureza e propósito.

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