Da ambição ao legado: a empresa que quer durar precisa pensar além do lucro – Com Paula Mazzola

Mulher líder em close durante reunião estratégica com painéis digitais de sustentabilidade ao fundo.

Sustentabilidade empresarial: liderança com propósito redefine o que significa vencer no mundo dos negócios

“Você prefere deixar um rastro ou um legado?”
Essa pergunta vem ganhando força em conselhos empresariais, fóruns de inovação e encontros de lideranças conscientes. Não se trata mais apenas de aumentar margens ou escalar operações. O verdadeiro desafio das organizações do século XXI é provar que conseguem gerar valor para além dos próprios muros.

Empresas que desejam atravessar décadas precisam entender que liderança com propósito não é moda passageira, é bússola estratégica. É ela que orienta decisões em tempos de crise, constrói confiança com comunidades e transforma o lucro em legado duradouro. Como afirma Paula Mazzola:

“Resultados financeiros sustentáveis dependem de ecossistemas saudáveis, comunidades fortalecidas e relações de confiança.”

Essa visão rompe com o paradigma linear de exploração e inaugura um modelo baseado em interdependência e criação de valor compartilhado.

O lucro como meio, não como fim

Durante muito tempo, empresas foram avaliadas quase exclusivamente por números. Receita, EBITDA, market share. Só que um negócio que fatura muito, mas destrói ecossistemas ou fragiliza comunidades, cria uma bomba-relógio para si mesmo.

Estudos recentes mostram que 76% das empresas brasileiras já adotam práticas ESG, mas apenas 8% as colocam no centro da estratégia corporativa (Legacy3). A maioria ainda enxerga impacto socioambiental como apêndice do negócio, não como parte dele.

Quem quer durar precisa inverter essa lógica. O lucro deve financiar transformações, não maquiar problemas.

Quatro viradas de mentalidade para um legado real

1. Do isolamento para o ecossistema

Empresas de futuro entendem que estão inseridas em redes vivas. Parceiros, fornecedores, comunidades, governos e natureza fazem parte de um mesmo sistema. Ignorar essas conexões é um erro estratégico. Trabalhar nelas é fonte de inovação e resiliência.

2. Do imediatismo para o olhar intergeracional

Metas trimestrais não captam a complexidade de uma transformação genuína. Líderes visionários planejam para o longo prazo, considerando impactos que atravessam gerações. O que hoje parece custo pode ser investimento decisivo para a perenidade.

3. Do discurso para a prática integrada

Ter um “departamento ESG” não garante mudança. O impacto precisa estar nas decisões financeiras, nos processos internos, na cultura e nos produtos. Quando propósito e lucro andam juntos, o legado deixa de ser discurso e se torna estratégia.

4. Do marketing social para a coerência

Filantropia pontual é positiva, mas não substitui integridade estrutural. O diferencial está em adotar princípios regenerativos no núcleo do negócio, com métricas claras e ações consistentes. Paula Mazzola lembra que comunidades fortalecidas e ecossistemas saudáveis são parte do resultado, não um efeito colateral.

Casos que mostram o poder da visão de longo prazo

  • Natura figura há dez anos no topo dos rankings de sustentabilidade no Brasil. A empresa integra ESG desde o desenvolvimento de produtos e se tornou referência global (Fitec Ambiental). 
  • A Fundação Telefônica Vivo conecta educação digital com o core business da empresa, impactando milhões de jovens e educadores (Wikipedia). 
  • Segundo levantamento da Exame, 64% das grandes empresas já reconhecem ESG como prioridade estratégica, mas menos da metade possui estruturas maduras de implementação (Exame). 

Esses exemplos provam que legado não se constrói com discursos inspiradores, e sim com decisões corajosas e consistentes.

Caminhos práticos para transformar ambição em legado

  1. Mapeie impactos reais
    Avaliações de materialidade ajudam a identificar onde o negócio cria valor ou risco. Apenas 27% das empresas utilizam essa ferramenta de forma sistemática. 
  2. Escute e cocrie com os territórios
    Projetos duradouros nascem do diálogo verdadeiro com comunidades e stakeholders, não de ações impostas de cima para baixo. 
  3. Integre métricas de impacto na estratégia financeira
    KPIs sociais e ambientais devem influenciar bônus de executivos, investimentos e decisões de expansão. 
  4. Reforce governança e transparência
    Conselhos diversos e relatórios auditados aumentam a credibilidade e reduzem greenwashing. 
  5. Adote uma lógica regenerativa
    Transformações reais são iterativas, envolvem erros, aprendizados e recomeços. Regenerar não é remendar, é reimaginar.

Impacto real em diferentes públicos

  • Empresas e startups fortalecem reputação, inovam com responsabilidade e ganham vantagem competitiva. 
  • Governos e secretarias escalam soluções territoriais sustentáveis e fomentam políticas públicas eficazes. 
  • Educadores e ONGs encontram metodologias sensíveis e regenerativas para inspirar novas lideranças. 
  • Jovens e movimentos sociais se tornam protagonistas de mudanças locais com apoio estruturado. 
  • Famílias e pessoas em transição alinham propósito, carreira e impacto de forma íntegra. 
  • Profissionais de saúde e líderes comunitários atuam em rede para promover desenvolvimento humano coletivo. 
  • Conselhos empresariais e redes colaborativas inauguram novas formas de convivência e liderança compartilhada.

Sustentabilidade empresarial: legado é estratégia de sobrevivência

Empresas que pensam apenas no próximo trimestre correm o risco de não existir no próximo ciclo. Já aquelas que integram propósito, impacto e regeneração na essência do negócio deixam marcas que atravessam gerações.

A liderança com propósito transforma ambição em legado, e legado em vantagem competitiva. É isso que diferencia organizações passageiras de agentes de mudança.

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Para empresas, governos, educadores ou redes colaborativas, essa experiência pode ser um divisor de águas.

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Paula Mazzola

Palestrante, comendadora, educadora, escritora e referência em regeneração socioambiental, Paula Mazzola transforma experiências reais em pontes de reconexão entre pessoas, natureza e propósito.

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