1- Vivian Drudi, lendária palestrante! É uma grande honra recebê-la para este bate papo. Para começar: é possível conquistar o tão desejado crescimento profissional sem sacrificar a vida pessoal? Se sim, quais estratégias você recomenda e como colocá-las em prática?
É absolutamente necessário conquistar o crescimento profissional sem sacrificar a vida pessoal. Em termos de saúde mental, tem 3 pilares extremamente importantes que as pessoas devem prestar atenção, caso queiram ter uma vida saudável e produtiva: Sono, alimentação e exercício físico, quando você negligencia algum deles certamente terá problemas no longo prazo.
Recomendo algumas estratégias para obter equilíbrio entre vida profissional e pessoal: 1° é gerenciamento do tempo: Saber administrar as tarefas, focando nas prioritárias e eliminar os distratores do ambiente, como o celular por exemplo. Isso irá fazer com que você faça mais em menos tempo.
Outro ponto fundamental, é estabelecer limites e saber dizer NÃO. Hoje não há mais separação entre a vida pessoal e profissional, com o whatsapp estamos trabalhando o tempo todo, por isso, é necessário o estabelecimento de limites, se você acostumar as pessoas de que estará disponível a qualquer hora do dia, elas certamente irão esperar de você e te cobrar respostas imediatas.
Para terminar, cuidado com frases do tipo: “trabalhe enquanto eles dormem” isso faz parte de uma cultura de produtividade tóxica. Esse tipo de carga física e mental certamente te levará a exaustão e a perda de produtividade, além de te deixar suscetível a doenças como ansiedade e depressão.
O estresse agudo ativa o sistema nervoso que provoca uma reação no corpo todo, pois são liberados hormônios como o cortisol e a adrenalina, nossos corpos e mentes são preparados para lidar com picos breves de estresse, ms quando isso se prolonga, nossos recursos para lidar com eles se esgotam, começamos a ficar doentes e podemos chegar a um esgotamento tão grande que nos tornamos incapacitados para a vida pessoal e profissional.
2- A atração e retenção de talentos é um dos grandes problemas que o time de Recursos Humanos enfrentam na atualidade. Em síntese, a competição acirrada por talentos qualificados é um desafio contínuo, exacerbado pela falta de habilidades específicas no mercado. Como lidar com essa problemática de maneira assertiva?
Para atrair os melhores talentos as empresas devem oferecer não só bons salários e benefícios, mas também um ambiente de aprendizagem contínua com possibilidade de crescimento profissional e flexibilidade de horário, como um modelo híbrido de trabalho (misto de remoto e presencial) por exemplo. A nova geração, principalmente os nascidos a partir de 1990, buscam aprendizado e qualidade de vida.
Já quando falamos em retenção pensamos em engajamento. Para reter é necessário ENGAJAR- Pessoas engajadas tem um comprometimento não só funcional, mas EMOCIONAL com a empresa, elas geram mais resultado e permanecem mais tempo nas organizações, e para engajar é necessário comunicar, treinar e reconhecer. O líder precisa investir nesses 3 pilares de forma contínua se quer ter uma equipe alinhada e motivada.
Com relação a falta de habilidade dos profissionais do mercado que as empresas enfrentam corriqueiramente, o que vejo como saída é o investimento em programas de formação para ter profissionais prontos a enfrentar os desafios, o problema é que isso leva tempo e tem um custo, o que dificulta a adoção desses treinamentos pelas empresas.
O ideal seria as empresas mapearem com antecedência possíveis candidatos internos às futuras vagas, e capacitá-los para exercerem os novos cargos, assim quando houvesse a necessidade de novas posições já haveria pessoas preparadas para ocupá-las. Os programas de avaliação de desempenho e sucessão ainda são muito reativos, lidam com as urgências e com a carreira das pessoas a curto prazo, por isso há uma busca desesperada pela atração de talentos no mercado, e muitas vezes essas posições permanecem meses sem serem preenchidas
3- A quais motivos você atribui a gritante dificuldade que boa parte das pessoas tem em não conseguirem viver o aqui e o agora? De que maneira o mindfulness contribui para trabalhar o foco e a presença e quais benefícios ele pode promover tanto na esfera pessoal e individual, quanto profissional e no trabalho em equipe?
Nossa mente foca em coisas que não estão acontecendo no momento presente, cerca de 47% do tempo nossa mente está vagando entre o passado e o futuro, isso significa que metade do nosso dia não estamos vivendo o momento presente, além do que, focar o futuro pode nos levar a preocupação e a ansiedade, e ruminar os acontecimentos do passado pode levar a estresse e arrependimento sobre coisas que não estão mais sob o nosso controle. No trabalho e no relacionamento com a equipe, a falta de foco no aqui agora, pode levar a falhas na comunicação e conflitos.
Mindfulness é trazer nossa consciência ao presente e conectarmos com nossa experiência. Na prática do mindfulness ativamos uma parte do nosso cérebro: o córtex pré-frontal, que é responsável pela racionalidade e pelo controle das emoções. Quando precisamos direcionar nossa atenção para planejar, avaliar, tomar decisões ativamos essa área do cérebro, as pessoas que praticam o mindfulness com frequência tem essa área mais ativada, por isso elas conseguem focar sua atenção com mais facilidade e mantê-la por mais tempo, além de controlar as emoções e canalizá-las para situações apropriadas. Isso traz inúmeros benefícios na vida pessoal e profissional, afinal de contas, o foco está relacionado a uma maior produtividade, melhor aproveitamento do tempo e performance. Controlar nossas emoções é fundamental para estabelecermos um bom relacionamento com as pessoas e mantermos um nível baixo de estresse e ansiedade
05 dicas para praticar o mindfulness no dia a dia:
1- Reserve um horário em que esteja relaxado e livre de interrupções
Os horários ideais são logo ao acordar ou antes de dormir. Além disso, opte por um ambiente tranquilo, silencioso e com poucas distrações. E escolha roupas confortáveis. Para se concentrar, deixe o celular longe e desligue a televisão.
2- Escolha uma postura agradável
Ache a posição mais confortável para realizar a prática de meditação. Você pode ficar deitado ou sentado, com olhos abertos ou fechados, o que for melhor para você. Mas a ideia é relaxar. Então, fique atento e evite se mexer durante a prática, para, assim, buscar maior consciência corporal.
3- Controle a sua respiração
Um dos princípios básicos da meditação é alinhar a mente e a respiração. Afinal, quando controlamos a respiração, fazemos com que ela se acalme e nossa mente relaxa naturalmente. Assim, comece observando as sensações corporais, como o contato com o solo e a temperatura da pele. Logo após, concentre nos movimentos do corpo durante a respiração. Observe o tórax e o abdômen, bem como, a sensação do ar nas narinas.
4- Esvazie seus pensamentos
Desvie a mente de preocupações rotineiras e foque sua atenção no que está acontecendo no momento. Caso apareça alguma distração, pensamento ou preocupação, apenas perceba e deixe passar. Não se prenda ou julgue, somente volte a se concentrar na respiração.
5- Mantenha o foco na ação realizada
O próximo passo é tentar levar a consciência do aqui e agora para cada atividade do dia. Nesse sentido, mantenha o foco na ação a ser realizada e reserve esse tempo para você, sem conversas ou contato com outras pessoas. É possível treinar a prática em vários momentos do dia. Por exemplo, você prestar atenção ao escovar os dentes ou aproveitar o momento para mexer no celular?
4- O esgotamento crônico é uma realidade na sociedade atual, fruto muitas vezes da busca incessante por uma produtividade que se torna tóxica.
Diante de toda sua expertise no tema, revela pra nós: quais os principais indícios de uma produtividade tóxica? E quais suas orientações para um profissional que busca a alta performance, alavancar a produtividade de maneira saudável?
Segundo o levantamento feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em 2021, 1 em cada 4 brasileiros sofre com a Síndrome de Burnout.
A síndrome tem como característica o esgotamento físico, emocional e mental resultante do estresse crônico no ambiente de trabalho.
Outro dado relevante divulgado recentemente, levantado por um estudo da International Stress Management Association (ISMA), é que o Brasil se destaca como o segundo país com maior número de casos diagnosticados, ficando atrás apenas do Japão.
Essa explosão de casos de burnout nos faz pensar em que momento perdemos a noção dos limites no trabalho. Afinal, algo deve estar em desequilíbrio para chegarmos a esse atual estado. Nesse sentido é necessário reavaliarmos alguns conceitos:
- O conceito de produtividade precisa ser revisitado
A produtividade é sinônimo de longas e extenuantes jornadas de trabalho.
E ao falar especificamente sobre as funções que demandam exclusivamente o intelecto, esses limites parecem ainda mais difíceis de serem definidos. Com um celular na mão e alguns aplicativos, é possível conectar-se ao trabalho de maneira contínua.
Ou seja, ser produtivo na era digital parece quebrar toda a lógica à qual estávamos ligados até pouco tempo atrás, em que uma vez fora do escritório, estávamos “off” para poder viver nossas vidas nas outras dimensões. Os limites mudaram, e precisamos aprofundar sobre novos contornos do que é produtividade.
- Não faz muito tempo que era virtuoso ser workaholic
Termo amplamente utilizado pelos profissionais que enfatizam o quanto amam trabalhar. Um adjetivo que transmite (ainda?) virtude.
Até pouco tempo atrás, era muito corriqueiro e comum ouvir a expressão. Mas parece termos esquecido sua tradução literal: workaholic significa viciado em trabalho.
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Estigmas perversos do burnout
O que você faz da meia noite às seis da manhã?
Quem nunca ouviu essa frase? Ela está fortemente ligada à ideia de que todas as pessoas bem sucedidas são incansáveis e não param de produzir nunca.
O final dessa equação pode ser o esgotamento total da pessoa. E quando isso acontece, esse mesmo profissional, antes visto como um super heroi, passa a sofrer questionamentos sobre o seu próprio potencial: “nossa, fulano não segurou o tranco e teve um burnout”
O mesmo esforço que te colocou no topo é o mesmo que te leva aos questionamentos sobre a sua capacidade de resiliência.
O que fazer?
O primeiro é: precisamos investir em AUTOCONHECIMENTO.
Pessoas que se conhecem profundamente conseguem estabelecer limites para elas mesmas e também para os outros.
E o segundo é: simples- FAÇA PAUSAS. Algo trivial, mas que muitos sentem culpa ao fazê-las. Entretanto, lembre-se que para produzir mais, mente e corpo precisam estar alimentados com descanso e movimento físico.
Outro ponto fundamental, é desenvolver A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL que está relacionada a habilidades como: motivar a si mesmo, persistir mediante frustrações, controlar impulsos, canalizar emoções para situações apropriadas, praticar gratificação, motivar pessoas. Desenvolver a Inteligência emocional é uma ferramenta poderosa para todos os profissionais, servindo como uma bússola para rever possíveis rotinas e hábitos nocivos, otimizando o desempenho e a produtividade sem sacrificar a saúde.
5-Pegando o gancho da produtividade, um termo em alta no meio corporativo é a procrastinação. Quando ela realmente se configura em um problema? Quais técnicas você considera mais eficazes para superá-la?
A procrastinação afeta hoje de 15 a 20% da população adulta e tem muitos impactos na vida profissional. A pessoa que procrastina se torna menos produtiva, está sempre com os “prazos apertados” e frequentemente deixa tudo para a última hora.
E como saber se a procrastinação está se tornando crônica? Quando a pessoa adia TAREFAS E ATIVIDADES IMPORTANTES CONSTANTEMENTE
Quando ela PRIORIZA O CONFORTO, AO INVÉS DO PROGRESSO- focando no que quer agora e não no futuro.
Se você perceber que esse adiamento constante está te tornando IMPRODUTIVO E IMPACTANDO NEGATIVAMENTE O SEU TRABALHO é hora de buscar ajuda.
A NEUROCIÊNCIA explica que a PROCRASTINAÇÃO está relacionada à falta de ativação das áreas do cérebro responsáveis pela motivação e pela recompensa.
E como podemos promover essa motivação:
- Defina metas claras e realistas e crie um plano de ação detalhado para atingi-las
- Crie um significado nas suas tarefas, compreendendo como elas contribuem para alcançar suas metas
- Estabeleça recompensas. Ao concluir as tarefas, dê uma recompensa a si mesmo (algo que você gosta), e se parabenize para criar um sentimento de orgulho e satisfação consigo mesmo. Isso irá aumentar sua motivação para fazer as atividades que precisa
- Trabalhe o foco, com técnicas de mindfulness e outras como: dividir suas tarefas em partes menores, fazer uma uma lista de tarefas com prazo para concluí-las, dar intervalo entre as tarefas, dentre outros
- Cultive um ambiente inspirador, mantenha seu local de trabalho limpo e organizado, coloque uma música calma (se possível) e elimine as distrações.
- Exerça a autocompaixão: Evite autocríticas excessivas e punitivas, cultive uma atitude positiva em relação a você e seu progresso.
6- Nossa equipe fez uma pesquisa em relatórios da Deloitte e Mercer, além de artigos da Harvard Business Review e Gartner, que abordam as tendências e desafios mais recentes do setor de RH em 2024.
Dentre alguns insights obtidos em relação aos principais erros no setor de RH, nos chamou a atenção 3 deles:
1- Comunicação ineficaz;
2- Foco excessivo em métricas;
3- Subestimar a importância do bem-estar.
Gostaria de saber como você enxerga tais fatores, qual sua percepção e como curar essas dores?
A comunicação vem do latim communicatio.onis , que significa “ação de participar”, trata-se de um processo social em que há a troca de informações. Dentro das organizações uma comunicação eficaz engaja os colaboradores, desenvolve o sentimento de pertencimento e participação; alinha os valores e propósitos da empresa para incentivar o aumento da produtividade, porém há muita dificuldade em se estabelecer uma comunicação eficaz nas empresas.
A maioria das pessoas tem uma dificuldade enorme em ter uma escuta ativa e exercer a empatia, e isso é fundamental para que se possa estabelecer o que chamamos de comunicação empática ou não violenta.
Nesse tipo de comunicação as pessoas precisam ter o interesse genuíno em compreender o outro, sem julgá-lo, abrir mão de ter razão e ir a busca de um objetivo maior que satisfaça os interesses de ambos.
Líderes devem focar no resultado do que querem comunicar, o que vejo é que as pessoas estão mais preocupadas em falar do que em ouvir, em ter suas verdades validadas, em buscar culpados para os problemas e em proteger seu ego, mas isso só aumento o conflito e gera falta de comprometimento.
As pessoas precisam ser ouvidas, ter suas opiniões consideradas e se sentirem colaboradores ativos, e tudo isso passa pelo processo de comunicação.
Com relação ao foco excessivo em métricas é outro problema bastante latente. Estabelecer metas e medir os resultados é essencial nas organizações, e para as pessoas isso também é importante, pois dão um sentido e uma direção para o trabalho que está sendo executado, mas quando isso é excessivo acaba gerando um efeito contrário, as pessoas se sentem muito pressionadas, sobrecarregadas e ansiosas, e isso pode gerar um esgotamento emocional significativo e tornar as pessoas suscetíveis a doenças como burnout e depressão
As empresas devem contribuir para evitar esse fenômeno buscando criar uma cultura organizacional positiva e um ambiente de segurança psicológica, para isso os líderes devem celebrar as pequenas conquistas do time periodicamente e estabelecer metas realistas no trabalho que evitam o sentimento de sobrecarga e promovam um senso de realização contínua.
Com relação ao bem estar no trabalho é essencial que a empresa crie práticas e políticas que a promovam. Pesquisa da Gallup demonstrou que: Funcionários felizes têm 50% menos acidente de trabalho.
Pesquisa da Harvard Business Review demonstrou que: colaboradores satisfeitos são 31% mais produtivos, 85% mais eficientes e 300% mais inovadores.
E quais são as práticas que favorecem o bem estar no trabalho?
1- Descobrir os pontos fortes dos colaboradores: As pessoas se sentem mais realizadas e satisfeitas quando fazem o que de melhor sabem fazer.
2- Celebrar conquistas: Os líderes não podem apenas celebrar os resultados, é importante celebrar um trabalho bem feito, um bom atendimento ao cliente, uma iniciativa para resolver um problema e etc, isso gera sentimento de realização e engajamento.
3- Investir em desenvolvimento: O time precisa ser treinado constantemente, as pessoas não vem pronta para os negócios, elas precisam saber o que fazer e como fazer.
4- Empatia: Um ambiente de colaboração e respeito é essencial para o bem estar. Ambientes organizacionais onde a competitividade e o medo impera gera resultados negativos para a empresa e para as pessoas
5- Autonomia e flexibilidade: Satisfação no trabalho tem a ver com a autoeficácia, que é a crença que a pessoa tem na sua capacidade de realização. Autonomia e flexibilidade, promovem a auto eficácia, pois as pessoas se sentem capacitadas a realizar seu trabalho, e tendem a entregar o melhor de si.
7- Como implementar o Employee Experience nas empresas e quais vantagens ele revela para as organizações?
O employee experience, ou EX, significa ter o colaborador como foco central das decisões tomadas pela área de Recursos Humanos. Seu objetivo é promover ações que visam o crescimento e bem-estar das equipes
Para otimizar as experiências do colaborador com a empresa, é preciso pensar em 3 frentes:
- AMBIENTE FÍSICO:A empresa precisa oferecer uma estrutura física adequada, e equipamentos e ferramentas essenciais para viabilizar o trabalho
- AMBIENTE TECNOLÓGICO: O que os colaboradores precisam para trabalhar MELHOR E MAIS RÁPIDO. A empresa precisa oferecer ferramentas que otimizam a rotina de trabalho do colaborador, pois o investimento em tecnologias faz com que as pessoas passem menos tempo em trabalhos operacionais.
- AMBIENTE CULTURAL: A empresa deve criar ou manter uma CULTURA onde os colaboradores queiram estar, para isso o propósito, que é a razão de ser da empresa, assim como a sua missão e sua visão devem ser difundidas de forma clara e objetiva para todos os níveis da organização. Um outro ponto é a Liderança, ter líderes que desenvolvam e engajam os colaboradores é fonte de satisfação e retenção, por isso é necessário investir no desenvolvimento da liderança, por fim a empresa deve oferecer um ambiente de aprendizado contínuo, as pessoas se sentem satisfeitas quando percebem que estão aprendendo e evoluindo.
o employee experience está focado na conexão das pessoas e no impacto de suas atitudes no coletivo. É uma ferramenta que faz com que os profissionais sintam-se mais compreendidos e valorizados.
Portanto, optar pelo employee experience é uma forma de estar a frente dos concorrentes e tornar-se cada vez mais competitivo no mercado, gerando maiores resultados e atraindo profissionais talentosos.
8- Quais os passos necessários para criar uma mentalidade orientada a resultados?
Para criar uma mentalidade orientada a resultados é necessário desenvolver alguns pilares:
1- Autoconhecimento
2.Foco
3.Estratégias para lidar com a adversidade
4.Ação
O autoconhecimento é a base, é o SOLO para o desenvolvimento humano, para o desempenho e para a performance.
“Pessoas extraordinárias são profundos conhecedores de si mesmo ” (Gardner). Quando nos conhecemos sabemos de nossas potencialidades e dos nossos pontos fracos, temos objetivos claros e definidos, sabemos impor limites e temos a tendência de sermos mais resilientes.
Outro ponto importante é o foco, aqui basicamente estamos falando em saber escolher ao que dar atenção e focar no que você pode mudar. Pessoas que ficam focadas no passado, ruminando sobre os acontecimentos ou que fazem muitas perguntas do tipo: Por que isso aconteceu comigo? Por que as coisas são assim? e etc, ou ainda, pessoas que ficam querendo prever o futuro e ter absoluto controle sobre os resultados, não conseguem evoluir. O foco deve estar no presente, no como as coisas se apresentam e o que você pode fazer para mudar. Para lidar com os seus pensamentos e partir para a ação, pergunte-se: O que estou fazendo/pensando agora está me ajudando ou me atrapalhando? O que eu posso fazer com isso e o que eu posso abrir mão?
Estratégias para lidar com a adversidade: Para isso devemos exercer a regulação emocional, que é a capacidade que nós temos de controlar nossas emoções e canalizá-las para situações apropriadas.
Quando temos controle sobre nossas emoções respondemos de forma mais efetiva às situações, pois tendemos a ser menos impulsivos e não agirmos sob o comando das emoções.
Focar na solução: Coloque toda a sua energia e atenção para resolver o problema e menos em não aceitá-lo, buscar culpados ou se penalizar pelo ocorrido. As coisas são como são, e brigar com a realidade só fará com que você permaneça estagnado.
Dividir o problema em partes menores e gerenciáveis. O primeiro passo é compreender o problema e depois traçar um plano de ação para resolvê-lo, porém divida-o em partes menores, isso faz com que seu cérebro diminua a percepção de esforço x recompensa e aumenta a probabilidade de você executar as ações.
Exerça a gratidão. Reconhecer as coisas boas que acontecem com você é essencial para gerar motivação para seguir em frente, por isso todos os dias escreva pelo menos de 01 a 03 coisas boas que aconteceram. Pesquisas têm demonstrado que pessoas que exercem gratidão são mais felizes, mais resilientes e mais saudáveis.
(Continua na parte 2…)
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