1- Você é referência de pessoa que obtém triunfo sobre as adversidades da vida.
Conta pra gente: existe uma receita para superar crises e momentos onde nada parece dar certo e nos sentimos no fundo do poço, sem a mínima esperança?
– A receita é a Fé em Deus e a perseverança para realizar os nossos sonhos, sobretudo, através da educação. Acredito que a educação seja o principal fator transformador em nossas vidas e é isso que, verdadeiramente, faz com que a inclusão social de todos seja colocada em prática, garantindo o direito de cada cidadão.
2- Diante de sua trajetória de superação, como você acredita que empreendedores e gestores podem aplicar essas lições para enfrentar os desafios no ambiente de negócios?
– Primeiramente, valorizando seus profissionais, pois uma equipe motivada sempre busca a evolução, não se conformando na zona de conforto. Um líder deve, acima de tudo, ter uma gestão humanizada para ter sucesso. Segundo, eu acredito que é necessário que todas as empresas tenham mais programas sociais de empregabilidade, com incentivos fiscais para poder ampliar os projetos que já existem, como o Jovem Aprendiz. Ainda pode ser feito outros mecanismos de empregabilidade para os nossos jovens, pois muitos ainda têm dificuldade para encontrar o primeiro emprego.
3- Em suas palestras, você aborda a resiliência como um elemento-chave em sua jornada. Como líderes podem cultivar a resiliência em suas equipes para enfrentar adversidades corporativas?
– A resiliência é fundamental em nossas vidas, sempre. No que tange a liderança, eu penso que ser resiliente torna o líder um ser extremamente bem preparado para lidar com as dificuldades, não desistir, criar estratégias para superar obstáculos e motivar os seus comandados. A vitória pode até ser dolorosa e vir aos poucos, mas com resiliência é possível sermos transformadores de nós mesmos e de todos ao nosso redor.
4- Considerando o enfoque do Instituto Pró-Menor na educação e inclusão social, qual a importância e como as empresas podem contribuir para essas causas e, ao mesmo tempo, fortalecer seus vínculos com a comunidade?
– Acreditando nosso propósito que jamais deixamos de colocar em prática há 38 anos. Hoje, o Instituto Pró-Menor necessita de incentivos para continuar trilhando esse nosso propósito. Os empresários podem doar para os nossos projetos através do imposto de renda e também de impostos municipais e estaduais, aos quais eles já pagam e podem receber deduções fiscais. Além dos recursos financeiros, também precisamos de voluntários que acreditem no terceiro setor e desejam colaborar com as nossas causas. Dessa forma, todos estarão fazendo bem a quem mais necessita.
5- Carlinhos, como autor best-seller e palestrante reconhecido internacionalmente, como suas experiências podem servir de inspiração para jovens empreendedores e estudantes em busca de referências no Brasil?
– A minha infância e adolescência foram muito duras na extinta Funabem. Nunca me conformei com o que era obrigado à passar e precisava encontrar uma saída. Encontrei através dos estudos e isso transformou a minha vida. Para todos os jovens, o meu conselho é que estudem, se qualifiquem e não se deixem abater pelas dificuldades da vida, pois elas existem. Com fé, esforço e dedicação, encontraremos a inspiração que precisamos para termos sucesso, independente das origens de cada um.
6- Nas suas palestras, você destaca a importância da diversidade. Como essa mensagem pode ser aplicada por gestores e líderes na construção de equipes mais inclusivas e inovadoras?
– O mundo não tem mais espaço para o preconceito, seja ele qual for. Todos devem ter as mesmas oportunidades, atuando nas profissões que sonharem, sendo respeitado s e valorizados.
7- A indicação ao Prêmio Nobel da Paz reforça seu compromisso com a responsabilidade social. De que forma você acredita que as empresas podem adotar práticas mais socialmente responsáveis em suas organizações?
– Dando oportunidade de crescimento aos seus profissionais, a partir dos seus primeiros passos profissionais na empresa. Também devem qualificar e fazer com que cada um de seus funcionários tenham perspectivas de ascensão. Isso é uma empresa compromissada com a responsabilidade social
8- Em relação ao combate às drogas, de que maneira implementar estratégias preventivas e de apoio aos colaboradores que enfrentam esse desafio?
– Estimular e incentivar as campanhas antidrogas através de palestras com profissionais devidamente gabaritados para tal. Também é importante que as empresas adotem políticas internas de valorização a saúde e bem-estar. A prevenção é sempre o melhor remédio.
9- Quais suas estratégias para que a gestão possa impactar o time e despertar a motivação e o engajamento de colaboradores nas empresas, e qual a importância disso para o sucesso organizacional?
– A gestão deve ser humanizada, onde todos saibam os seus deveres e consigam atuar de forma cooperativista para o bem comum. Sem guerra de egos, com humildade e todos se sentindo felizes no ambiente de trabalho, o sucesso organizacional se torna orgânico.
10- Carlinhos, no contexto corporativo, como líderes podem utilizar suas experiências para promover uma cultura mais humanizada e voltada para a qualidade de vida dos colaboradores?
– Não cometendo nenhum tipo de assédio moral com a sua equipe. O verdadeiro líder não grita e nem humilha seu time. O verdadeiro líder tem habilidade de corrigir com respeito e elogiar sem vaidade.
(Continua na parte 2…)
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