Equilíbrio como estratégia: por que líderes e empresários começam o ano errando no básico – Com Edmo Atique Gabriel

Longevidade profissional: equilíbrio físico e mental não é pausa improdutiva, é o que sustenta decisões melhores, energia estável e um ano que termina inteiro.

Janeiro chega com metas altas e ansiedade alta. Agenda cheia vira medalha, sono curto vira “compromisso”, e pausa vira culpa. Só que esse pacote costuma gerar o oposto do que promete: mais erro, mais irritação e menos lucidez.

O problema não é ambição. Ritmo errado é o problema. Quando o líder confunde pressa com performance, ele começa o ano acelerando o corpo e travando a mente. A produtividade até sobe por alguns dias, mas o preço aparece no trimestre.

A tese é simples e incômoda: o básico decide o ano. Continue lendo para entender por que pequenas escolhas diárias, e não grandes viradas heroicas, formam um desempenho que não quebra.

O erro do “ano novo, vida nova”: tratar equilíbrio como perda de tempo

Em ambientes corporativos, saúde costuma entrar na pauta como “autocuidado” de domingo. Estratégia de negócio quase nunca. Só que a mente do executivo é um ativo, e ativo exige manutenção.

Quando a rotina vira atropelo, o cérebro perde velocidade de processamento e qualidade de decisão. Sono insuficiente também piora memória de curto prazo e desempenho, além de afetar atenção e tempo de reação, segundo discussões técnicas do NIOSH/CDC sobre fadiga relacionada ao trabalho.

Esse cenário alimenta um ciclo comum: mais demanda, menos descanso, mais erro, mais retrabalho. Produtividade sustentável começa quando o líder interrompe esse ciclo no início, e não quando o corpo obriga.

Longevidade profissional: equilíbrio físico e mental começa antes de levantar da cama

Em recente edição do programa “Saúde em foco”, da Rádio CBN,  ao falar sobre como iniciar 2026 com equilíbrio, um dos nomes de destaque no casting da Agência Palestras de Sucesso, Dr. Edmo Atique Gabriel propôs uma mudança que parece pequena: Acordar sem arrancar o corpo da cama.

Ele afirma:

“Nós não devemos, ao acordarmos de manhã, de imediato, levantarmos da cama”.

E recomenda ficar em silêncio por alguns minutos, “de uns 5 a 10 minutos, pelo menos 5 minutos”, para o corpo estabilizar. Regulação do corpo primeiro, ação depois.

Na prática de rotina de executivos, isso cria um tipo de “freio inteligente”. Você sai do modo reativo, reduz impulsos e começa o dia com mais clareza. Não é misticismo, é fisiologia aplicada à gestão.

Contato com água e natureza: pausa que devolve presença

Outra dica de Edmo foge do óbvio de academia e dieta. Contato com água.

Ele explica que não se trata, necessariamente, de natação, e sim de proximidade com rio ou mar, porque isso melhora a qualidade do ar e favorece uma “troca de energia com a natureza”.

Presença mental também se treina fora da tela.

A ciência vem investigando por que ambientes com água, os chamados “blue spaces”, se associam a bem-estar e menor sofrimento psicológico em vários estudos observacionais e revisões.

Para o líder, isso se traduz em algo bem concreto: pausa com propósito.

Um trecho de caminhada perto de água, um parque com lago, um fim de semana planejado para recuperação. Não é fuga do trabalho, é proteção do desempenho.

Cochilo não é preguiça: é ferramenta de saúde e alta performance

No escritório, o cochilo é quase um tabu. Edmo chama de sono polifásico, o “famoso cochilo”, e diz que quando houver oportunidade, vale tirar 15 a 20 minutos para recarregar.

Esse conselho conversa com evidências divulgadas pela Harvard Health: cochilos curtos, em torno de 20 a 30 minutos, podem melhorar alerta e desempenho em estudos com pilotos.

E o ponto-chave é a cultura. Edmo toca no que muita gente sente e não admite: “parece que a gente tá fazendo algo criminoso”.

Culpa improdutiva vira desgaste acumulado.

Se o objetivo é saúde e alta performance, o cochilo curto entra como ajuste operacional. Ele reduz fadiga e ajuda a manter qualidade de decisão no período da tarde, quando muita gente já está no automático.

Alongamento é o básico que sustenta o avançado

O começo do ano costuma gerar outra armadilha: intensidade demais, constância de menos. Esforço intenso por duas semanas, abandono depois.

Edmo recomenda resgatar o alongamento ao longo do dia. Ele lembra que as pessoas focam em “malhar” e “levantar peso”, mas esquecem que alongar melhora elasticidade, reduz dor e oxigena músculos.

Músculo é defesa também, como ele destaca, porque faz parte da defesa orgânica.

Para quem vive em rotina de executivos, alongamento é solução simples e repetível. Cinco minutos entre reuniões, dois minutos ao acordar, três minutos antes de dormir. Isso preserva corpo e reduz sinais de desgaste.

Longevidade profissional depende de hábitos que parecem “banais”

A palavra “longevidade” costuma soar distante. Só que o desgaste não é distante. Colapso silencioso chega em parcelas.

Edmo descreve a conta com clareza: quando você não dá valor para esses hábitos, “depois a gente sente falta ao longo da vida”. E reforça: “a vida pune”. Longevidade profissional é evitar que a punição venha cedo.

A literatura científica sobre sono também reforça que dormir bem tem papel grande em desempenho cognitivo e produtividade no trabalho.

Isso muda o enquadramento: equilíbrio não é “tempo perdido”. É o ativo invisível que sustenta energia, humor, foco e relações de trabalho.

A dica alimentar do começo do ano: romã e proteção cognitiva

No mesmo quadro, Edmo sugere colocar romã na dieta, inclusive em suco. Ele comenta que o suco de romã passou a ser entendido como ferramenta contra envelhecimento do cérebro. Cérebro é capital para quem lidera.

Há estudos clínicos e revisões sobre romã e cognição. Um ensaio randomizado com adultos mais velhos avaliou consumo diário de suco de romã e observou estabilização da capacidade de aprender informação visual ao longo de 12 meses.

Também existe revisão sistemática que reuniu estudos em animais e humanos e encontrou associação positiva entre intervenções com romã e domínios específicos de função cognitiva. Evidência em construção ainda pede prudência, mas o sinal é interessante.

Tradução prática: romã não é milagre, é ajuste de rotina. Alimentação coerente com o objetivo de manter memória, energia e clareza.

Um protocolo simples para virar o jogo sem virar refém de meta

O que trava muita gente é tentar mudar tudo de uma vez. Mudança sustentável é mínimo viável.

  • 5 minutos de silêncio antes de levantar, sem celular
  • 15 a 20 minutos de cochilo quando der, sem culpa
  • alongamentos curtos em blocos durante o dia
  • contato com natureza e água sempre que possível
  • romã na salada, no iogurte ou em suco, com constância

Esse conjunto cria equilíbrio físico e mental sem romantizar rotina perfeita. O foco é consistência.

Se esse texto te ajudou, deixe um comentário aqui no blog contando qual hábito você vai testar primeiro. Comentário gera troca. E compartilhe com um amigo que vive no modo atropelo, porque às vezes uma ideia simples chega no momento certo.

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Edmo Atique Gabriel

Palestrante, médico, professor: um dos nossos maiores especialistas em medicina ,gestão e educação superior.

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