Excelência: o que fazemos quando ninguém está vendo

Homem sorridente de barba branca e terno cinza segura um sanduíche com entusiasmo dentro de uma lanchonete iluminada, sentado à mesa com um prato vazio à frente.

Com Mario Sergio Cortella

Muita gente confunde excelência com perfeição. Mas excelência não é sobre nunca errar,  é sobre ir além. Ir além do básico. Do comum. Do óbvio.

A palavra “excelência” vem do latim “excellere”: ultrapassar.
E é exatamente isso. Uma pessoa excelente é aquela que não se limita à obrigação. Que não trata o dever como um fim, mas como um ponto de partida.

“Fazer mais do que a obrigação não é trabalhar de graça.
É entender que a obrigação é o começo, não o final.”

Você conhece gente assim. A professora que não dá só aula, forma caráter.
O médico que, além de prescrever, escuta.
O garçom que, mais do que anotar pedidos, percebe o que você precisa sem você dizer.

Excelência é o garçom que te diz, com honestidade:
“Um prato só dá pra dois, pode confiar.”
E você volta naquele restaurante, não pela comida, mas pelo cuidado.

Eu lembro de uma noite voltando de São João da Boa Vista, com meu amigo Fernando. Já era tarde, tudo fechado, estômago roncando. Na estrada, encontramos um posto com as luzes acesas.

Entramos. Havia só dois bolinhos na estufa. Pedimos.
O atendente olhou e disse:

“Isso aqui não é comida. Posso fazer um sanduíche frio pra vocês?
Com pão, queijo, presunto… é simples, mas resolve.”

Ele podia ter dito “a cozinha já fechou”. E pronto.
Mas ele não quis só cumprir uma função.
Ele quis fazer o melhor que podia, com o que tinha.

E isso, meus caros, é excelência.

“Faça o seu melhor, na condição que você tem,
enquanto não tem condições melhores,
para fazer melhor ainda.”

Essa frase me acompanha. Já a ouvi repetida em restaurantes, hotéis, táxis.
Gente que me para e diz: “Professor, eu levo essa frase comigo todo dia.”

E eu fico comovido, porque ela é um lembrete: não somos o que dizemos. Somos o que entregamos. O tempo todo. Especialmente quando ninguém está olhando.

Excelência não tem a ver com status, nem com cargo. Tem a ver com postura. Com ética. Com a escolha consciente de não fazer qualquer negócio, só porque dá pra fazer.

No fim, excelência é essa capacidade rara de colocar amor no que se faz. Não como enfeite. Mas como valor. E você? Tem feito o seu melhor?

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obrigação é o ponto de partida, não o destino final.

📺 Assista à fala completa aqui:

Mario Sergio Cortella

O maior palestrante do Brasil

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