“Numa empresa, tudo começa com aquilo em que se acredita – e termina com aquilo que se pratica.”
A frase poderia facilmente resumir o pensamento de Edson De Paula, doutor em Psicologia Organizacional e um dos principais nomes quando o assunto é cultura organizacional no Brasil.
Mas, mais do que uma ideia bonita, trata-se de uma provocação: se a cultura de uma empresa fosse desmontada como uma pirâmide, o que restaria na base – crença, valor ou discurso?
É essa reflexão que conduz a analogia criada por Edson, em que ele une a Programação Neurolinguística (PNL) à gestão corporativa.
Para o especialista, compreender a cultura é como decifrar o funcionamento da mente de uma organização.
“A crença é a mãe do valor – e o valor é o que sustenta o comportamento de um profissional”, explica.
A partir dessa premissa, ele constrói uma pirâmide que mostra como as empresas formam, e transformam, suas identidades.
Cultura organizacional: como crenças viram comportamentos
A analogia entre os níveis neurológicos da PNL e a cultura corporativa é uma ferramenta que De Paula utiliza para explicar como crenças viram comportamentos e definem a identidade das empresas.
“Eu construí uma pirâmide para explicar o que é uma cultura organizacional. Parte das crenças. A crença é a mãe do valor. Aquilo que você acredita, quando replicado várias vezes, contextualizado, torna-se um valor”, diz.
A partir disso, o especialista desenha os degraus que estruturam a cultura de uma organização:
- Crenças: a base de tudo. Elas são inconscientes, compartilhadas e têm forte impacto na formação dos valores.
- Valores: nascem das crenças reforçadas. Tornam-se os pilares da tomada de decisão.
- Atitude: é o querer, a intenção, a disposição para agir conforme os valores.
- Comportamento: a ação concreta, visível, alinhada (ou não) à atitude.
- Identidade profissional: quem sou nesse ambiente, nesse papel, nessa cultura.
- Conexão: o vínculo profundo com o grupo e a organização.
“O que seria uma cultura organizacional senão como conectar identidades sociais diferentes com valores, atitudes, comportamentos e crenças dentro do mesmo ambiente?”, questiona Edson.
Crenças que atrapalham a evolução cultural
Na prática, muitas empresas falham justamente por negligenciar os fundamentos da pirâmide. O comportamento desejado é pregado, mas não enraizado. Isso ocorre porque o que está por trás dos discursos são crenças que não foram revistas.
“O líder tem uma personalidade controladora, dominante. Para mudar o mindset que já está enraizado, não é fácil. Ainda há uma certa resistência da liderança em se conectar genuinamente, ser humano com ser humano”, relata o especialista.
Essa resistência costuma ser agravada por lacunas entre o discurso institucional e a prática cotidiana. Uma empresa pode declarar o valor da transparência, mas praticar a omissão ou o medo. Pode pregar a inovação, mas punir o erro.
“Se você quer ser valorizado dentro da organização, precisa se adaptar ao ambiente, à cultura, às crenças, aos valores, atitudes e comportamentos daquela empresa. Quanto mais rápido for esse ajuste, mais rápida também é sua conexão”, ensina.
Cultura organizacional é moldada por contexto e ambiente
“Não é apenas o país que define o estilo de liderança, mas o ambiente organizacional”, afirma. Edson destaca que empresas públicas, privadas ou multinacionais possuem culturas distintas que vão muito além da nacionalidade.
Ele conta, por exemplo, sobre sua pesquisa com empresas japonesas, alemãs, americanas e brasileiras. “Você percebe que o modo de operar já está na camisa que o colaborador veste. A cultura é vivida, não apenas dita”.
Identidade profissional como ponte entre pessoa e cultura
Ao explicar como se forma a identidade profissional, Edson mostra que ela é o reflexo da cultura. “Quando você entra em uma empresa, você sai da sua identidade social e entra numa identidade profissional”, pontua.
Essa identidade é influenciada pelas crenças do ambiente e ajuda a moldar o comportamento. “Uma cultura forte é aquela que consegue alinhar o comportamento à identidade desejada, por meio de valores compartilhados”, resume.
Palestras de Edson De Paula: cultura em ação
As Palestras de Edson De Paula trazem essa teoria para o dia a dia das organizações. Com mais de 30 anos de experiência, ele transforma conteúdo complexo em reflexões práticas.
Seu estilo é claro: “A cultura verdadeira emerge quando há coerência vivida, sustentada em crenças, fortalecida por valores e traduzida em comportamento e identidade”.
A abordagem é ideal para treinamentos de liderança, programas de onboarding, formação de consultores internos, gestão de clima e mudança cultural.
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Palestrante experiente, doutor em Psicologia Organizacional e membro certificado da John Maxwell Team, Edson De Paula é referência em liderança humanizada, comunicação eficaz e cultura organizacional.
Suas palestras têm sido solicitadas por empresas nacionais e internacionais justamente por abordarem temas como crenças, valores, identidade profissional, comportamento e PNL com profundidade e didática.
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