Chegar ao topo não é o fim: por que o sucesso real começa depois da conquista – Com Edson De Paula

A frustração no trabalho cresce quando a promoção chega, o cargo muda, mas o vazio aparece, e Edson De Paula provoca a pergunta que muita gente evita: o que acontece quando o topo não entrega o que prometeu?

Frustração no trabalho costuma surgir no momento mais improvável: logo depois de uma conquista grande. O profissional alcança o cargo, entrega o projeto, ganha o reconhecimento. Ainda assim, ele sente uma inquietação silenciosa. O topo vira rotina e a mente cobra uma sensação que não veio.

Esse paradoxo não é fraqueza. Ele é humano. Além disso, ele se tornou um problema de gestão. Empresas lidam com pessoas desmotivadas depois de promoções. Líderes lidam com times que esperavam “felicidade automática”. A expectativa pesa e, quando ela cai, a conta aparece.

A tese é direta: chegar ao topo não encerra a jornada. 

O topo que demora para chegar nem sempre “é tudo isso”

Edson De Paula, referência no mercado de palestras corporativa, nos traz um choque de realidade: 

Demorou para chegar no topo. Sim, muitos ficaram para trás. Demorou para chegar no topo, mas não era tudo isso. Imaginava de outro jeito.” 

Esse trecho de um vídeo publicado por ele, explica muito do que acontece em carreiras intensas. A pessoa cria uma imagem ideal. Ela imagina um cenário com autonomia, respeito e tempo. No entanto, o topo real vem com agenda cheia, pressão diária e decisões impopulares. A fantasia quebra e a frustração aparece.

Edson emenda outra pergunta, que funciona como espelho: 

“Aí eu pergunto para vocês, quantas vezes na vida você subiu esse topo e desceu?” Esse movimento de subir e descer não é só de cargo. Ele é emocional. Ele também é de energia. Por isso, o sucesso profissional precisa ser visto como processo. Caso contrário, cada conquista vira uma promessa impossível de cumprir.

Frustração no trabalho após a promoção: o preço invisível

Quando uma pessoa é promovida, ela ganha status. Porém, ela pode perder identidade. Muitos profissionais foram “os melhores” por anos. De repente, eles viram “os responsáveis” por cobrar. A troca muda tudo.

A Harvard Business Review descreve um ponto crítico: após a promoção, muita gente tenta segurar o trabalho antigo, como se estivesse fazendo dois empregos. Isso gera confusão, desgaste e sensação de incompetência. O acúmulo sufoca.

Além disso, o topo costuma aumentar o isolamento. O novo gestor não desabafa com o time. Ele também evita abrir dúvidas para pares. Assim, ele carrega peso sozinho. A solidão cresce e a satisfação cai.

E existe o custo cultural. Em culturas que premiam invulnerabilidade, o recém-promovido aprende a “não precisar de ninguém”. Só que a vida real cobra o oposto.

Humildade e limite: o antídoto que pouca gente pratica

No vídeo, Edson toca em um ponto que empresas deveriam normalizar: pedir ajuda como competência. Ele diz: “Então eu tenho que ter coragem para levantar o braço, falar: ‘Eu vou tá no jumo, recuço seu talento. Vamos lá. Eu tenho que ter humildade de pedir seu limite. Olha, o meu limite chegou aqui agora. Eu preciso de ajuda, seja no conhecimento, seja na informação, seja no simplesmente um apoio emocional, suporte emocional.” 

Essa fala conversa direto com amadurecimento emocional. O profissional maduro reconhece o limite sem se humilhar. Ele pede suporte sem transferir responsabilidade. Ele entende que liderança saudável se faz com vínculo. O pedido protege.

Em termos práticos, isso vira três ações simples no dia a dia:

  1. Assumir o que mudou no cargo, sem romantizar.
  2. Negociar suporte, agenda e prioridades.
  3. Criar uma rede de apoio com pares, mentor e time.

Esse tripé reduz desalento, decepção profissional e desânimo crônico. E ele fortalece protagonismo.

O desenho do sucesso profissional que permanece

Edson descreve uma sequência que foge de frases vazias. Ele aponta: “É isso o desenho. Nada mais é do que foco, força de vontade, disciplina e comportamento. Primeiro passo, respeito. Respeito.” 

Em seguida, ele define a direção desse respeito: “Primeiramente eu tenho que respeitar quem? A mim. Eu tenho que acreditar em mim. Tem que valorizar, tem que respeitar as crenças e valores que eu tenho.” 

Aqui entra o propósito. Propósito não é slogan de parede. Ele é critério. Ele ajuda o líder a decidir o que entra e o que sai da agenda. Ele também ajuda a sustentar pressão sem se perder. O sentido guia.

E o respeito precisa ser recíproco. Edson diz: “Tem que buscar esse respeito, essa reciprocidade no respeito.”

Esse ponto é cultura organizacional na prática. Sem reciprocidade, a pessoa cresce e endurece. Com reciprocidade, ela cresce e amadurece.

Por que esse tema virou urgente para empresas

A queda de engajamento global ajuda a explicar o aumento de frustração no trabalho. A Gallup reportou que, em 2024, a porcentagem global de empregados engajados caiu de 23% para 21%. O engajamento cai.

A mesma fonte aponta um dado decisivo: o engajamento de gestores caiu de 30% para 27% em 2024. Quando o gestor desliga por dentro, o time sente.

Além disso, uma matéria recente descreveu o fenômeno do “megagerente”, com mais liderados diretos e mais tarefas operacionais. O resultado tende a ser sobrecarga e burnout. A carga aumenta.

Por isso, falar de sucesso profissional sem falar de saúde emocional virou erro estratégico.

Comunicação clara e vínculo: a parte que evita o vazio

Edson fecha o raciocínio com um trecho que, na prática, é um manual de relacionamento profissional: “Se você agiu, se você se identificou realmente, comunicou exatamente com clareza, com compreensão, você gerou um compromisso, chegou várias e várias vezes, talvez você vá se conectar genuinamente com o outro ser humano.” 

Ele completa: “Independente dele comprar ou não de você, ele vai se lembrar de você. Ele vai se lembrar de você, certeza.” 

Isso conecta diretamente com comunicação eficaz e liderança engajadora. O topo sustentável nasce de relações boas. Ele também nasce de conversas frequentes, simples e honestas. O vínculo sustenta.

Se a empresa quer reduzir decepção profissional após promoções, ela precisa treinar transição de cargo, escuta e feedback curto. É por esse caminho que as palestras de Edson De Paula costumam apoiar times em mudança cultural.

O sucesso real começa depois da conquista

Chegar ao topo não é o fim porque o topo não entrega sentido pronto. Ele só amplia o palco. A partir dali, a pessoa precisa escolher como lidera, como se cuida e como se conecta. O começo exige coragem.

E vale lembrar: saúde mental também é economia. A OMS publicou que cada US$ 1 investido em tratamento para depressão e ansiedade pode gerar retorno de US$ 4 em saúde e capacidade de trabalhar. O cuidado retorna.

Se você viveu frustração no trabalho depois de uma conquista, use isso como sinal. Ajuste expectativa. Redefina critérios. Procure apoio. E reconstrua propósito com ações pequenas, consistentes e humanas.

Agora, eu quero te ouvir: deixe um comentário no blog com a sua história e diga o que mudou quando você “chegou lá”. Depois, compartilhe este artigo com um amigo que acabou de ser promovido e pode estar passando por isso.

Quero uma Palestra de Edson De Paula

Edson De Paula é apresentado como referência em liderança engajadora, cultura organizacional e comunicação humanizada, com base acadêmica e experiência corporativa. A palestra organiza o que muitos líderes sentem, mas não conseguem nomear.

Uma palestra dele é especialmente necessária quando a empresa observa sinais como desânimo após promoções, conflitos velados, queda de energia em gestores e aumento de afastamentos. Também é indicada quando a organização quer fortalecer propósito, amadurecimento emocional e comunicação clara, sem discurso vazio.

Para conhecer temas, formatos e contratação, acesse:
https://palestrasdesucesso.com.br/palestrante/edson-de-paula/

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Edson De Paula Ph.D.

Especialista em liderança, comunicação e comportamento organizacional.

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