Vamos para uma grande referência quando pensamos em storytelling de marca:
Em 2017, Eduardo Kobra e sua equipe transformaram a sede da Cacau Show, em Itapevi, em uma espécie de manifesto visual sobre a própria origem da marca.
O mural foi medido pelo Guinness World Records em 5.728,62 m² e, na época, tornou-se o maior mural feito com tinta spray por uma equipe.
Foram 700 horas de trabalho, 2.000 latas de spray e 1.400 litros de tinta acrílica. Mais importante do que o tamanho, porém, era aquilo que a obra decidia contar: a história do cacau e uma homenagem às pessoas que participam do processo que transforma o fruto em chocolate. Guinness World Records
O próprio Guinness registra que a Cacau Show procurou Kobra porque queria comunicar a essência do negócio. Esse detalhe é central para entender por que o projeto funciona tão bem como ponto de partida para uma discussão sobre storytelling de marca.
A empresa não escolheu ocupar aquela parede apenas com um logotipo gigantesco, uma campanha promocional ou uma frase institucional. Escolheu contar de onde vinha aquilo que vendia.
Kobra também descreve a obra como uma homenagem ao chocolate, instalada em um paredão às margens da Rodovia Castello Branco. Segundo o site oficial do artista, o mural superou o recorde que ele próprio havia estabelecido no ano anterior com Etnias, no Rio de Janeiro. Eduardo Kobra
Essa escolha oferece uma pergunta interessante para qualquer empresa: quando alguém olha para a sua comunicação, consegue entender apenas o que você vende ou também consegue perceber quem você é, de onde veio e quais pessoas tornaram essa história possível?
Uma marca começa a ficar interessante quando deixa de falar apenas do produto
Boa parte da comunicação corporativa ainda nasce com uma preocupação imediata: explicar vantagens, diferenciais, preços, funcionalidades e benefícios.
Tudo isso continua sendo necessário. O problema aparece quando a marca acredita que essa é a única história capaz de despertar interesse.
O mural da Cacau Show trabalha de outra maneira.
O centro da narrativa é o cacau, sua origem e as pessoas envolvidas em sua produção. A obra amplia o olhar sobre o produto porque mostra que o chocolate não começa na embalagem encontrada em uma loja. Existe uma cadeia anterior, com matéria-prima, trabalho, conhecimento, cultivo, transporte, produção e diversas pessoas participando do processo.
Quando uma empresa consegue revelar essas camadas, sua comunicação ganha profundidade.
O produto continua existindo, mas passa a ocupar um lugar dentro de uma história maior.
Esse é um dos fundamentos mais úteis do storytelling de marca. Uma boa narrativa corporativa não precisa inventar personagens, criar dramas artificiais ou transformar a empresa em uma espécie de heroína de tudo o que acontece. Muitas vezes, as melhores histórias já estão dentro da operação.
Elas aparecem na origem do negócio, nos clientes atendidos, nas dificuldades superadas, nas pessoas que ajudaram a construir a empresa, nos processos que ninguém vê e nas escolhas que explicam por que aquela organização trabalha de determinada maneira.
A história do produto pode ser também a história das pessoas que o tornam possível
O Guinness destaca que o mural presta homenagem a quem colhe o cacau e trabalha ao longo de seu processo de produção.
Esse ponto merece atenção porque muda completamente a lógica de uma comunicação institucional.
Uma marca poderia contar sua própria trajetória concentrando tudo no fundador, na expansão, no faturamento ou nas lojas abertas ao longo dos anos. A obra de Kobra abre espaço para outro tipo de protagonismo.
Ela inclui pessoas que dificilmente aparecem em uma peça publicitária tradicional.
Para empresas, isso pode ser especialmente relevante quando pensamos em cultura e employer branding.
Toda organização possui profissionais cuja contribuição é fundamental, embora raramente estejam nas campanhas, nos vídeos institucionais ou nos discursos de celebração. Quando a empresa aprende a contar essas histórias, o reconhecimento deixa de acontecer apenas nos bastidores e começa a fazer parte da própria identidade pública da marca.
O resultado tende a ser uma narrativa mais verdadeira porque a organização passa a mostrar aquilo que realmente sustenta sua operação.
ASSESSORIA PALESTRAS DE SUCESSO
Sua história já existe. O desafio é transformá-la em conteúdo capaz de mostrar ao mercado por que ela merece atenção.
A Assessoria Palestras de Sucesso trabalha posicionamento, conteúdo e presença digital de palestrantes, especialistas, executivos e profissionais que querem transformar experiência em autoridade e novas oportunidades.
Storytelling de marca começa quando a empresa sabe o que merece ser lembrado
Existe uma diferença importante entre possuir uma história e saber contá-la.
Toda empresa acumula acontecimentos ao longo do tempo. Nem todos eles precisam virar conteúdo, campanha ou narrativa institucional.
O desafio está em identificar aquilo que ajuda o público a compreender melhor a identidade do negócio.
No caso da Cacau Show, contar a história do cacau fazia sentido porque a matéria-prima está diretamente ligada ao universo da empresa. A própria companhia afirma atualmente que sua visão envolve ser referência no universo do cacau e honrar as potencialidades desse fruto. Cacau Show
Essa coerência é importante.
Uma narrativa de marca funciona melhor quando nasce de algo que já possui relação concreta com o negócio. Caso contrário, o storytelling rapidamente começa a parecer um enfeite colocado sobre uma empresa que continua funcionando exatamente da mesma maneira.
Para descobrir quais histórias merecem ser contadas, algumas perguntas ajudam bastante:
- Que episódio explica melhor como a empresa começou?
- Que pessoas tiveram participação decisiva nessa construção?
- Que dificuldade obrigou a organização a desenvolver uma competência que ainda utiliza hoje?
- Que tradição continua presente mesmo depois do crescimento?
- Que parte da operação os clientes normalmente não enxergam?
- Que escolha revela melhor aquilo que a empresa considera importante?
As respostas normalmente oferecem material muito mais interessante do que qualquer slogan criado em uma reunião.
Uma obra de 5,7 mil metros quadrados também fala sobre execução
O tamanho do mural chama atenção imediatamente, mas os números de bastidores mostram outra dimensão do projeto.
Foram 700 horas de trabalho realizadas por Kobra e sua equipe, utilizando 2.000 latas de spray e 1.400 litros de tinta acrílica. O resultado superou em mais do que o dobro o recorde que o artista já possuía anteriormente.
Há uma lição corporativa importante aí.
Ideias visualmente poderosas costumam receber todos os elogios quando ficam prontas, enquanto planejamento e execução desaparecem da narrativa.
Só que uma parede daquela dimensão exige muito mais do que criatividade.
É necessário pensar em escala, material, tempo, coordenação, segurança, sequência de execução e participação de equipe. A mesma lógica vale para qualquer iniciativa de comunicação ambiciosa dentro de uma empresa.
Uma grande campanha pode começar com uma boa ideia, mas só produz resultado quando existe estrutura para transformá-la em realidade.
Isso também ajuda a explicar por que projetos de marca não deveriam ficar isolados em departamentos de marketing. Uma narrativa forte pode depender de informações vindas de operações, recursos humanos, liderança, atendimento, produto e de profissionais que conhecem detalhes da empresa que dificilmente aparecem em apresentações institucionais.
O mural não precisava explicar tudo para comunicar muita coisa
Existe outro aprendizado interessante na obra.
Uma imagem não possui espaço para contar cada etapa da história do cacau. Ela precisa selecionar símbolos, personagens e elementos suficientes para provocar reconhecimento e curiosidade.
Uma empresa enfrenta desafio semelhante quando comunica sua própria trajetória.
Tentar contar tudo costuma produzir textos institucionais longos, cronologias cansativas e apresentações que acumulam datas sem conseguir transmitir identidade.
Uma boa narrativa exige escolha.
Isso significa decidir quais acontecimentos ajudam a explicar quem a organização se tornou e quais detalhes podem ser deixados de fora.
A arte de Kobra funciona porque existe síntese visual. No ambiente corporativo, a mesma habilidade precisa aparecer na construção de mensagens.
Uma história bem contada não é necessariamente a mais completa. É aquela em que os elementos escolhidos ajudam o público a entender alguma coisa relevante sobre a marca.
Cultura também precisa de histórias para continuar existindo
Empresas costumam falar de cultura como se ela pudesse ser preservada apenas por meio de listas de valores.
A própria Cacau Show apresenta valores como paixão por realizar, inovação, atenção aos detalhes e cultivo de relações.
Essas palavras ganham mais força quando conseguem ser associadas a episódios concretos.
É por isso que histórias têm um papel importante na memória organizacional.
Quando alguém novo entra em uma empresa e escuta como determinado problema foi resolvido, por que uma decisão difícil foi tomada ou de que maneira um cliente foi atendido em uma situação excepcional, começa a compreender a cultura de forma muito mais concreta.
Os valores deixam de existir apenas na parede.
Passam a aparecer em situações que ajudam as pessoas a interpretar como aquela organização pensa e age.
O mural da Cacau Show faz algo semelhante em escala pública. Ele transforma a origem do produto e as pessoas ligadas à cadeia do cacau em memória visual.
Employer branding melhora quando os funcionários conseguem se reconhecer na narrativa
Um dos erros mais comuns de employer branding acontece quando a empresa cria uma imagem pública do ambiente de trabalho que os próprios profissionais não reconhecem.
Fotografias bonitas, frases inspiradoras e campanhas bem produzidas não resolvem essa distância.
A comunicação ganha credibilidade quando encontra histórias verdadeiras dentro da organização.
Isso pode incluir trajetórias de carreira, projetos que exigiram colaboração entre áreas, profissionais que cresceram junto com a companhia, erros que geraram mudanças importantes e equipes que ajudaram a construir resultados relevantes.
Quando uma empresa inclui essas pessoas na maneira como conta sua própria história, cria uma narrativa mais rica tanto para o público externo quanto para quem trabalha ali.
EDUARDO KOBRA NA PALESTRAS DE SUCESSO
Uma parede pode contar uma história. Uma palestra também pode mudar a forma como uma empresa enxerga criatividade, identidade e propósito.
Eduardo Kobra leva para eventos corporativos experiências construídas em projetos realizados no Brasil e no exterior, conectando arte, criatividade, persistência, identidade e execução.
Contar a própria história também exige saber quem realmente a construiu
Talvez essa seja a parte mais valiosa do encontro entre Kobra e Cacau Show.
A empresa poderia ter usado uma parede gigantesca para falar apenas de si mesma.
Preferiu ampliar o olhar e incluir o produto, sua origem e as pessoas envolvidas no caminho que leva do cacau ao chocolate.
Essa decisão melhora a narrativa porque reconhece uma realidade simples: empresas não são construídas apenas por marcas.
Elas são construídas por fornecedores, funcionários, clientes, parceiros, fundadores, comunidades e por uma série de relações que se acumulam ao longo do tempo.
Quando a comunicação consegue mostrar essas conexões, a história corporativa deixa de parecer uma autobiografia produzida pelo departamento de marketing.
Ela começa a se aproximar daquilo que realmente aconteceu.
Conclusão: a parede era enorme, mas a ideia era simples
O mural de Eduardo Kobra na Cacau Show entrou para o Guinness pelo tamanho. Foram mais de 5,7 mil metros quadrados pintados por uma equipe que já havia quebrado outro recorde no ano anterior. Guinness World Records
Para empresas, porém, a parte mais interessante talvez esteja na escolha do que ocuparia aquele espaço.
A obra fala sobre o cacau e homenageia pessoas ligadas à sua produção. Em vez de usar uma parede monumental apenas como mídia, a empresa a transformou em narrativa.
Essa diferença resume bem o que separa propaganda de memória de marca.
Propaganda precisa chamar atenção naquele momento.
Uma boa história ajuda as pessoas a entenderem por que aquela empresa existe, quem participou de sua construção e o que ela considera importante.
Toda organização possui paredes, físicas ou simbólicas, onde poderia escrever qualquer coisa.
A pergunta é outra: qual história sua empresa escolheria contar se tivesse apenas uma parede gigante para explicar quem ela é?
FAQ sobre Eduardo Kobra, Cacau Show e storytelling de marca
Qual foi o tamanho do mural de Eduardo Kobra na Cacau Show?
O Guinness World Records registrou oficialmente 5.728,62 m². A obra foi medida na sede da Cacau Show, em Itapevi, em novembro de 2017.
O mural da Cacau Show foi recorde mundial?
Sim. Kobra e sua equipe conquistaram o recorde de maior mural feito com tinta spray por uma equipe, superando em mais do que o dobro a marca anterior que eles próprios haviam estabelecido.
O que o mural retrata?
A obra apresenta a história do cacau e homenageia as pessoas envolvidas na colheita e no processo de produção que leva à fabricação do chocolate.
Quanto tempo levou para produzir o mural?
Segundo o Guinness World Records, Kobra e sua equipe trabalharam durante aproximadamente 700 horas no projeto.
Quanto material foi utilizado?
Foram utilizadas cerca de 2.000 latas de spray e 1.400 litros de tinta acrílica, aplicados também com pistolas de pintura.
O que empresas podem aprender com esse projeto?
O caso ajuda a compreender como storytelling de marca, memória organizacional, cultura e reconhecimento de pessoas podem transformar comunicação institucional em algo mais relevante do que uma simples campanha promocional.
Como contratar Eduardo Kobra para uma palestra?
Eduardo Kobra integra o casting da Palestras de Sucesso. Informações sobre formatos, temas e disponibilidade podem ser consultadas em seu perfil oficial na agência: Eduardo Kobra na Palestras de Sucesso



