Você é alta performance no trabalho. E quando fecha o notebook, sobra o quê? Com Aline Dalcin

Alta performance no trabalho e sucesso na vida pessoal podem coexistir, mas a realidade muitas vezes, é outra – Por Luís Perossi – Portal Café Conteúdo

A meta foi alcançada antes do prazo. O cliente aprovou o projeto, a reunião terminou com elogios e já existe uma conversa sobre promoção. Para qualquer indicador corporativo, foi uma ótima semana.

Às 21h47, durante o jantar, o celular vibra sobre a mesa. A mensagem poderia esperar até amanhã, mas o hábito chega antes da escolha.

A pessoa responde, abre outro aplicativo, lembra de uma pendência e, quando percebe, perdeu metade da conversa que acontecia diante dela.

Na manhã seguinte, o dashboard continuará verde. Aquela conversa perdida não aparecerá nele.

É nesse espaço entre o resultado que todos enxergam e o custo que quase ninguém mede que entra Aline Dalcin.

Pedagoga, empresária, mentora, comunicadora e autora do livro Ser para Ter: 12 passos para uma vida plena, Aline construiu seu trabalho a partir de temas ligados ao autoconhecimento, comportamento, relações, escolhas pessoais e vida profissional.

Sua proposta parte de uma pergunta que costuma ser feita depois de metas, cargos e conquistas: que tipo de pessoa estamos nos tornando enquanto perseguimos aquilo que queremos conquistar?

Em entrevista à Revista Mensch, ela resumiu parte dessa visão numa frase especialmente provocadora para o ambiente corporativo: “ter alta performance na carreira é muito mais fácil do que ter na vida”.

A frase não diminui ambição, crescimento profissional ou vontade de construir uma carreira relevante. A própria trajetória de Aline reúne negócios, estudos, comunicação, palestras e autoria.

A provocação está em outro ponto: por que aceitamos avaliar uma pessoa inteira usando quase exclusivamente aquilo que ela consegue entregar profissionalmente?

Talvez exista uma pergunta anterior à produtividade:

Quanto da sua vida está financiando aquilo que você chama de sucesso?

A planilha consegue medir o resultado, mas ela não consegue mostrar tudo o que você precisou retirar da própria vida para produzi-lo.

Quando uma carreira excelente conta apenas parte da história

Desempenho profissional costuma chegar acompanhado de números. Quanto vendeu? Quantas entregas concluiu? Quanto cresceu? Qual foi o aumento de receita? Quantas pessoas estão sob sua gestão?

Essas métricas cumprem uma função. Uma empresa precisa saber se sua estratégia funciona, assim como profissionais precisam compreender a qualidade do próprio trabalho.

O problema aparece quando aquilo que pode ser medido passa a valer mais do que aquilo que não cabe no relatório.

Uma promoção aparece no currículo. Uma noite mal dormida, não.

O prêmio entra no LinkedIn. O domingo inteiro pensando na segunda-feira desaparece da fotografia.

A nova posição recebe parabéns. Pouca gente pergunta se, para chegar até ela, aquela pessoa transformou disponibilidade permanente em requisito para se sentir competente.

A visão apresentada por Aline amplia essa fotografia. Em entrevistas e em seu trabalho, ela costuma aproximar saúde, relacionamentos e carreira, em vez de tratar o resultado profissional como uma categoria isolada da experiência humana.

Essa leitura conversa diretamente com o autoconhecimento: saber onde se quer chegar importa, mas compreender o preço que se aceita pagar também faz parte da escolha.

O trabalho não precisa ocupar um lugar pequeno.

Só não deveria ser a única régua disponível.

Existe um tipo de desempenho que parece ótimo até olharmos a conta inteira

Podemos chamar esse fenômeno de alta performance localizada.

A expressão não pertence a Aline. É uma formulação editorial para explicar uma situação bastante reconhecível: uma área da vida apresenta resultados excepcionais porque consome continuamente os recursos das demais.

Um executivo cresce porque está acessível em qualquer horário. Uma empreendedora expande a empresa enquanto férias passam a existir apenas no calendário. Um gestor se torna conhecido por resolver todos os problemas, mas constrói uma operação que não consegue funcionar sem ele.

O resultado isolado impressiona. A equação completa pode contar uma história diferente.

Existe uma distância grande entre atravessar um período profissional exigente e organizar a vida inteira ao redor do excesso.

Lançamentos, mudanças de cargo, crises e projetos grandes podem pedir mais energia durante determinado período. O sinal muda quando a frase “é só essa fase” continua sendo usada vários anos depois.

A pergunta deixa de ser quanto aquela pessoa consegue suportar e passa a ser outra: por que o desgaste ganhou status de prova de competência?

O profissional indispensável pode esconder uma empresa dependente

“Sem ela, nada acontece.”

Poucos elogios parecem tão fortes dentro de uma organização.

Também existem poucas frases capazes de esconder tantos problemas.

Quando todas as decisões terminam na mesma mesa, toda emergência chega ao mesmo celular e ninguém consegue avançar sem consultar determinada pessoa, talvez a empresa não esteja apenas diante de um profissional excepcional.

Pode existir uma operação excessivamente dependente.

A pessoa recebe prestígio por resolver tudo e paga pela própria reputação com interrupções permanentes. Quanto mais salva a equipe, mais necessária se torna. Quanto mais necessária fica, mais difícil é se afastar.

Nesse ponto, a ausência começa a provocar culpa porque o sistema realmente sente sua falta.

Uma conversa madura sobre produtividade precisa olhar também para isso. Produzir bem não significa concentrar todas as decisões, responder mais rápido do que todos ou preencher qualquer espaço vazio da agenda.

Dependendo da função, uma demonstração de competência pode ser justamente conseguir passar alguns dias longe sem provocar um pequeno colapso.

Você saiu do escritório. Seu trabalho saiu de você?

O expediente terminar não significa que a cabeça recebeu a mesma informação.

É possível fechar o notebook e continuar reescrevendo uma conversa mentalmente. Tomar banho pensando numa apresentação. Jantar reconstruindo um erro. Assistir a um filme enquanto parte da atenção continua presa ao e-mail recebido pouco antes de sair.

Pesquisadores usam a expressão desconexão psicológica do trabalho para falar da capacidade de se afastar mentalmente das demandas profissionais durante os períodos de descanso.

Uma meta-análise que reuniu 86 publicações, 91 amostras independentes e mais de 38 mil trabalhadores encontrou associações entre maior capacidade de desconexão e indicadores como menor exaustão, menor fadiga, melhor sono e maior satisfação com a vida.

Há uma diferença relevante nessa discussão: descansar não significa simplesmente estar longe da empresa.

Uma pessoa pode estar fisicamente no sofá e continuar trabalhando mentalmente durante toda a noite.

Isso torna bastante pobre a ideia de que descanso só merece espaço porque ajuda alguém a produzir mais no dia seguinte.

Dormir, conviver com pessoas queridas, praticar esporte, ter interesses pessoais ou simplesmente passar algumas horas sem objetivo não deveria exigir uma justificativa corporativa.

A vida fora do expediente não existe para fazer manutenção no funcionário.

Quando até o descanso precisa provar produtividade, o trabalho já ganhou espaço demais

Grande parte do discurso sobre bem-estar profissional passou a usar uma lógica curiosa.

Durma para render mais. Faça exercícios para trabalhar melhor. Medite para decidir melhor. Tire férias para voltar produzindo mais. Cultive hobbies para aumentar a criatividade.

As recomendações podem ser boas. O raciocínio por trás delas merece atenção.

Até aquilo que acontece fora do trabalho precisa explicar como ajudará o trabalho.

Uma discussão mais interessante sobre qualidade de vida começa quando saúde, relações, descanso e interesses pessoais deixam de ser tratados apenas como ferramentas de desempenho.

Talvez uma pessoa queira dormir bem porque gosta da sensação de acordar descansada.

Pode querer jantar com a família porque aquela conversa importa por si mesma.

Pode reservar uma tarde para ler sem precisar explicar como o livro melhorará sua capacidade de liderança.

Quando toda experiência pessoal precisa apresentar retorno profissional, a proporção entre carreira e vida começou a se inverter.

Aline Dalcin parte da própria experiência para falar sobre comportamento

Existe outro aspecto que ajuda a entender por que essa pauta combina com Aline.

Ao falar sobre sua atuação, ela já usou a frase “o meu produto sou eu” para explicar que procura levar às pessoas aquilo que também observa e experimenta em sua própria vida.

Sua história pública não começa em uma carreira perfeitamente planejada desde a juventude. Aline casou e se tornou mãe cedo, esteve durante anos envolvida com família e negócios e, mais tarde, retomou os estudos e aprofundou seu interesse por desenvolvimento humano.

Essa trajetória ajuda a afastar outra ideia muito comum no ambiente profissional: a de que toda carreira correta deveria formar uma linha crescente, sem interrupções, mudanças de prioridade ou reconstruções.

Seu livro Ser para Ter: 12 passos para uma vida plena também nasce dessa tentativa de olhar para diferentes dimensões da vida, não apenas para aquilo que uma pessoa consegue acumular ou conquistar.

Nesse ponto, a autoconsciência ganha uma aplicação bastante concreta.

Conhecer-se não precisa significar passar horas procurando uma resposta abstrata para “quem sou eu?”.

Pode começar com perguntas menos confortáveis: quais conquistas eu realmente quero, quais apenas aprendi que deveria querer e o que minha rotina atual revela sobre minhas prioridades?

É perfeitamente possível chegar ao lugar desejado e descobrir que o preço nunca havia sido discutido.

Uma pergunta pode revelar mais do que dezenas de metas: o que está indo muito bem na sua vida às custas de quê?

O sucesso também pode criar dívidas

Uma rotina profissional excessiva raramente cobra tudo no mesmo dia.

É justamente por isso que pode levar tanto tempo para ser percebida.

A primeira reunião noturna talvez seja necessária. Quando elas começam a ocupar várias noites da semana, outra dinâmica se forma. Responder durante as férias parece demonstração de comprometimento até o momento em que ninguém mais consegue distinguir disponibilidade excepcional de disponibilidade esperada.

As perdas aparecem aos poucos.

Uma conversa é interrompida. Um compromisso pessoal é cancelado. Um almoço de domingo acontece com metade da atenção no celular. A irritação produzida no trabalho atravessa a porta de casa.

Cada situação isolada parece pequena. O padrão formado pela repetição pode não ser.

Parte do resultado chega imediatamente, enquanto determinados custos ficam adiados.

É como uma dívida cujo valor ainda não apareceu no extrato principal.

Equilíbrio não significa repartir a vida com uma régua

A palavra equilíbrio costuma produzir uma imagem irreal de organização perfeita.

Trabalho de um lado, família do outro, autocuidado no meio, tudo dividido em horários impecáveis.

A vida raramente aceita essa geometria.

Uma criança pequena pode exigir mais presença em determinada fase. Um negócio recém-aberto pode pedir semanas fora do padrão. Um problema familiar muda prioridades. Um projeto profissional pode consumir mais energia durante alguns meses.

Equilíbrio não precisa significar oferecer a mesma quantidade de tempo a tudo.

Uma definição mais útil seria impedir que uma prioridade temporária se torne dona permanente da agenda.

Essa diferença também alivia uma cobrança desnecessária. Haverá momentos em que alguém estará mais dedicado ao trabalho. Em outros, a profissão precisará ceder espaço.

A própria história de Aline mostra movimentos desse tipo. Sua apresentação editorial registra uma retomada dos estudos após um período longo longe da sala de aula e uma aproximação mais intensa com o autoconhecimento já na vida adulta.

Nem toda pausa representa perda de tempo.

Uma fase dedicada a outra dimensão da vida não torna alguém automaticamente atrasado.

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A empresa também participa dessa conta

Seria conveniente encerrar essa discussão com conselhos individuais.

Aprenda a dizer não. Organize melhor a agenda. Desative notificações. Cuide da saúde. Separe horários.

Algumas dessas escolhas ajudam, mas nenhuma cultura de trabalho nasce apenas da força de vontade de quem trabalha nela.

A Organização Mundial da Saúde descreve burnout como um fenômeno ocupacional relacionado ao estresse crônico de trabalho que não foi administrado adequadamente. Entre as características consideradas aparecem exaustão, maior distanciamento mental em relação ao trabalho e redução da eficácia profissional.

A própria organização também relaciona riscos psicossociais a fatores presentes na estrutura do trabalho, como jornadas extensas, pressão de tempo, pouca autonomia e ausência de apoio adequado.

Isso impede que toda a responsabilidade seja empurrada para o indivíduo.

Não adianta ensinar uma pessoa a descansar quando a forma como o trabalho foi organizado torna o descanso praticamente impossível.

Uma conversa séria sobre bem-estar precisa olhar tanto para escolhas pessoais quanto para as condições criadas pela organização.

A cultura verdadeira aparece naquilo que recebe recompensa

Uma empresa pode afirmar que respeita o tempo das pessoas e tratar quem responde mensagens às 23h como exemplo de dedicação.

Pode defender autonomia e promover justamente quem centraliza todas as decisões.

Pode realizar uma campanha sobre saúde mental e manter um ambiente em que admitir cansaço prejudica a imagem profissional.

Também pode falar sobre família e continuar marcando reuniões no início da noite como se todos os compromissos pessoais fossem negociáveis.

A contradição existe porque cultura não se manifesta somente naquilo que uma companhia declara.

Ela aparece naquilo que recebe aprovação, promoção, visibilidade e recompensa.

Quando dois profissionais entregam resultados semelhantes e aquele que permanece conectado durante mais horas é visto como mais comprometido, ninguém precisa escrever “esteja disponível sempre” no manual.

A mensagem já foi transmitida.

É nesse espaço que a discussão sobre burnout deixa de ser assunto restrito ao indivíduo e passa a envolver liderança, processos e comportamento coletivo.

Questionar o excesso não significa defender uma carreira medíocre

Existe uma reação previsível quando o assunto chega a esse ponto: imaginar que qualquer crítica ao excesso significa abandonar ambição.

Não significa.

Uma pessoa pode querer ganhar mais dinheiro, assumir cargos maiores, liderar projetos difíceis, construir empresas e trabalhar intensamente em períodos específicos.

O que merece discussão é a associação automática entre sofrimento e mérito.

Trabalhar até tarde pode demonstrar dedicação, mas também pode denunciar um planejamento ruim. Participar de todas as decisões pode revelar conhecimento ou excesso de centralização. Não tirar férias pode parecer comprometimento e, ao mesmo tempo, expor uma operação incapaz de funcionar sem determinada pessoa.

O comportamento visível é parecido.

A interpretação muda quando olhamos as circunstâncias.

A inteligência emocional ajuda justamente nessa leitura mais cuidadosa das próprias reações, escolhas e relações profissionais, sem tratar emoção como obstáculo à racionalidade.

Qualidade de vida também interessa à organização

Há outra razão para que essa conversa não seja tratada como luxo individual.

Uma meta-análise publicada em 2020 reuniu 202 registros de 58 estudos para investigar a relação entre práticas voltadas à conciliação entre vida pessoal e trabalho e diferentes medidas de desempenho organizacional.

O resultado agregado encontrou associação positiva. Na análise das dimensões específicas, apareceram relações com aspectos como motivação de carreira, frequência, recrutamento e retenção. A produtividade isoladamente não apresentou relação estatisticamente significativa.

Esse último detalhe merece ser preservado.

A pesquisa não autoriza dizer que qualquer programa de equilíbrio aumentará produtividade.

Ela mostra algo mais interessante: a maneira como trabalho e vida conseguem coexistir pode se relacionar com diferentes resultados organizacionais, mas a resposta não é idêntica para todas as métricas.

Não precisamos vender qualidade de vida como fórmula para produzir mais para reconhecê-la como parte de uma relação profissional saudável.

Três perguntas que uma avaliação de desempenho raramente faz

Avaliações corporativas perguntam sobre entregas, competências, metas, comportamento e próximos objetivos.

A reflexão de Aline permite acrescentar outras perguntas, dirigidas menos ao cargo e mais à pessoa que o ocupa.

O que está indo muito bem na minha vida às custas de quê?

Essa pergunta é interessante porque não começa pelo fracasso. Ela investiga justamente aquilo que aparentemente está funcionando.

Quem costuma receber a pior versão de mim depois que o trabalho recebe a melhor?

Aqui, o resultado profissional deixa de ser observado isoladamente e passa a ser comparado com a atenção disponível fora dele.

Se eu repetir exatamente esta rotina durante os próximos dois anos, vou gostar da vida que ela está construindo?

Nenhuma dessas perguntas exige abandonar a carreira ou reduzir objetivos.

Elas apenas trazem para a decisão uma parte da conta que normalmente fica invisível.

Quando a introspecção deixa de ser ideia e começa a aparecer na agenda

O autoconhecimento ocupa um espaço recorrente no pensamento de Aline, inclusive em seu movimento Ser para Ter.

A diferença, neste artigo, está em não tratar introspecção como uma atividade distante da rotina.

Olhar para dentro pode começar observando a próxima semana.

Onde está seu tempo?

O que recebe sua melhor atenção?

Quais compromissos pessoais são cancelados primeiro quando surge uma emergência?

Existe alguma área da vida que aprendeu a sobreviver permanentemente com aquilo que sobra?

Essas respostas dizem bastante sobre aquilo que valorizamos, inclusive quando nossas declarações dizem outra coisa.

O calendário pode funcionar como uma autobiografia silenciosa.

Ele revela, com poucas cerimônias, para onde estamos entregando a vida.

Um currículo nunca consegue contar a história inteira

O currículo conhece cargos, empresas, cursos, prêmios e resultados.

Sabe quando você foi promovido e quanto tempo permaneceu em cada posição. Consegue registrar projetos, números, certificações e responsabilidades.

Não sabe como você dorme.

Não conhece a conversa perdida porque havia uma mensagem para responder.

Não registra há quanto tempo você não faz algo que não precise virar desempenho, dinheiro, networking ou conteúdo.

Também não consegue dizer se a pessoa que conquistou tudo aquilo ainda gosta da vida construída ao redor dessas conquistas.

Essa é uma das provocações mais interessantes presentes na fala de Aline Dalcin sobre desempenho profissional.

Uma carreira pode ocupar um espaço enorme dentro de uma vida boa.

Ela não consegue substituir uma.

Perguntas frequentes

O que significa alta performance no trabalho?

No ambiente profissional, alta performance costuma descrever níveis elevados de resultado, execução ou desempenho. A avaliação pode envolver produtividade, qualidade, capacidade de decisão, colaboração, consistência e outros fatores relacionados ao cargo e aos objetivos da organização.

Alta performance significa trabalhar mais horas?

Não. Quantidade de horas e qualidade de desempenho não são sinônimos. Algumas fases podem exigir dedicação maior, mas permanecer conectado durante mais tempo não demonstra automaticamente melhor resultado.

É possível ter alta performance e qualidade de vida?

Sim, desde que equilíbrio não seja entendido como divisão matemática do tempo. Existem fases em que o trabalho demanda mais atenção e outras em que diferentes áreas precisam ocupar espaço maior. O problema aparece quando o excesso deixa de ser temporário e passa a definir toda a rotina.

Qual é a relação entre autoconhecimento e desempenho profissional?

Conhecer prioridades, valores, limites e padrões de comportamento ajuda a entender por que determinadas metas são perseguidas e qual preço alguém aceita pagar por elas. Na abordagem de Aline Dalcin, carreira aparece ao lado de outras áreas da vida, e não como a única medida de realização.

Como perceber se o trabalho está ocupando espaço demais?

Um comportamento isolado dificilmente responde essa pergunta. A repetição oferece pistas melhores: dificuldade constante de se desligar, invasão frequente do tempo pessoal, cancelamento recorrente de compromissos e sensação de culpa sempre que não se está produzindo merecem atenção. Havendo sofrimento persistente ou prejuízo à saúde, a avaliação deve ser feita por um profissional qualificado.

O que Aline Dalcin diz sobre alta performance?

Aline propõe ampliar a definição para além do resultado profissional. Ao afirmar que ter alta performance na carreira pode ser mais fácil do que alcançá-la na vida, ela coloca saúde, relacionamentos, escolhas e autoconhecimento dentro da discussão sobre sucesso.

Como contratar Aline Dalcin para uma palestra?

O perfil de Aline Dalcin na Palestras de Sucesso reúne informações sobre sua atuação, temas e contato para contratação em eventos corporativos.

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E se o próximo encontro da sua empresa começasse com uma pergunta que nenhum indicador consegue responder?

Aline Dalcin leva para o ambiente corporativo reflexões sobre autoconhecimento, escolhas, comportamento, relações, inteligência emocional e a forma como construímos resultados sem reduzir a vida ao desempenho profissional.

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Links de referência

  1. Perfil de Aline Dalcin na Palestras de Sucesso
  2. Entrevista com Aline Dalcin na Revista Mensch
  3. Aline Dalcin na Citadel Grupo Editorial
  4. Livro Ser para Ter, Citadel
  5. Apresentação de Ser para Ter e dos 12 passos propostos por Aline
  6. Estudo sobre desconexão psicológica do trabalho
  7. Análise sobre work-life balance e desempenho organizacional
  8. Organização Mundial da Saúde: burnout como fenômeno ocupacional
  9. Organização Mundial da Saúde: riscos psicossociais e saúde mental no trabalho
  10. Artigo de Aline Dalcin sobre introspecção
  11. Assessoria Palestras de Sucesso

Aline Dalcin

Palestrante Profissional e Ser humano Amador. Impacto positivamente a vida das pessoas, trabalhando de forma integral e sistêmica. Expandindo Consciência, Alma e Corpo.

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