Com Luís Artur Nogueira
Sou um otimista com o Brasil, e não por ingenuidade.
É porque eu viajo esse país de ponta a ponta e vejo com meus próprios olhos a força do povo brasileiro. A vontade de empreender, de crescer, de trabalhar. O que nos trava? Um gargalo velho: a política.
O Brasil cresce, mas menos do que poderia
Quando comparamos o crescimento econômico do Brasil com o do mundo, vemos uma constante decepcionante: sempre ficamos atrás.
-
O mundo cresce 4%? O Brasil cresce 2,5%.
-
O mundo cresce 3%? O Brasil, 1%.
-
O Brasil tem tudo para liderar, mas a política segura a gente.
E quem diz isso não sou só eu, é o próprio povo.
Nas minhas palestras, eu rodo o país inteiro e sempre faço uma enquete ao vivo com o público. Peço para darem uma nota de 0 a 10 para os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
O resultado? A média nacional é abaixo de 5 para todos. E isso se repete em 100% dos eventos. Não tem regionalismo, não tem ideologia. É o brasileiro dizendo: “A política é o maior entrave do nosso progresso.”
O Brasil é a bola da vez — independente de quem esteja no poder
Mesmo com todos os problemas, o Brasil está no radar do mundo.
E não é por causa dos políticos. É por causa das nossas vantagens reais:
-
Região pacífica (sem guerras como Europa ou Oriente Médio)
-
Alternância de poder democrática
-
Uma das 10 maiores economias do planeta
-
Agronegócio competitivo
-
Riqueza em minérios raros
-
Petróleo no pré-sal e energia limpa em expansão
-
Abundância em água doce
-
Potencial solar e eólico gigantesco
-
Um povo trabalhador, resiliente e que só precisa de oportunidade
Isso não é achismo, é fato. O Brasil é o único país no mundo com petróleo e energia limpa em potencial simultâneo. A maioria tem um ou outro. Nós temos os dois. E ainda temos clima, território e mercado consumidor. É ou não é uma potência adormecida?
O grande gargalo: mão de obra desqualificada
Os empresários estão contratando, mas não encontram gente qualificada.
Sobra vaga, falta preparo. E isso não é culpa do povo. É o resultado de décadas de abandono da educação.
Se quisermos virar esse jogo, temos que fazer o que a Coreia do Sul fez:
investir pesado, e por décadas, em educação e qualificação.
Educação não é gasto — é o maior investimento de um país. Sem ela, a ascensão social não vem. Sem ela, o trabalhador não evolui. Sem ela, o país não cresce de verdade.
Programas sociais precisam de entrada, meio e saída
Defendo os programas sociais. São necessários num país desigual.
Mas eles precisam ser bem desenhados. Ajudar quem realmente precisa, e preparar essa pessoa para sair do programa com autonomia.
O melhor programa social é o que deixa de ser necessário.
Não por corte, mas por evolução.
Temos que exigir contrapartidas justas:
📌 Filhos na escola
📌 Pais se qualificando
📌 Estímulo ao emprego ou ao empreendedorismo
📌 Transição gradual para sair do benefício
A porta de saída precisa existir. Sem isso, o ciclo da pobreza se eterniza — e não há PIB que sustente.
O melhor do Brasil é o brasileiro
Já fui chamado de idealista por dizer isso. Mas repito:
O brasileiro não é preguiçoso.
Você acha mesmo que alguém acorda 5 da manhã, enfrenta ônibus lotado e trabalha de sol a sol por um salário mínimo porque é “acomodado”?
O brasileiro é esforçado. O que falta é estrutura.
O que falta é oportunidade.
E, acima de tudo, falta educação de qualidade.
O futuro é promissor — se a gente acertar a base
Vamos crescer? Vamos.
Mas queremos crescer mais do que o mundo, não menos.
Queremos deixar de ser o país do futuro, para ser o país do agora.
E o caminho pra isso passa por três palavras:
Educação. Educação. Educação.
📌 Se você é empreendedor, gestor ou profissional que acredita no Brasil, invista em pessoas.
Aposte na formação. E pressione por políticas que realmente mudem vidas — e não apenas votos.
🔗 Assista à entrevista completa no FICPOD: