Palestras de Sucesso Entrevista Rosangela Mafort – Parte 2

8- Qual a importância do autoconhecimento para os líderes empresariais e como isso pode impactar suas decisões e gestão de equipes?

Uma compreensão de si mesmo pode guiar os líderes através de seus próprios campos minados emocionais. Isto é crucial: só reconhecendo e gerindo as próprias emoções e respostas é que um líder pode esperar tomar decisões que sejam justas e ponderadas.

Autoconhecimento é libertador! Sob esta luz, os líderes que alcançaram a autoconsciência também alcançam uma percepção mais clara daquilo em que se destacam – bem como onde ficam aquém.

Isto permite-lhes construir equipes compostas por indivíduos cujas competências se complementam e nutrir uma cultura de trabalho que valoriza a diversidade; assim, as decisões não são tomadas cegamente, mas com grande consciência e participação de todas as partes envolvidas.

9- Afinal quais são os passos para identificar e romper com padrões de comunicação tóxicos em uma organização?

Para abordar eficazmente padrões prejudiciais de comunicação, é crucial inicialmente melhorar a compreensão do que precisamente se qualifica como comunicação tóxica.

Definir e mapear os problemas existentes, promover a sensibilização por meio da realização de workshops centrados no exercício da expressão autêntica, assertiva e empática entre todos os colaboradores.

10- Como o fortalecimento da autoestima dos funcionários pode influenciar positivamente a produtividade e a colaboração em uma empresa?

A autoestima é um fio condutor que une engajamento, motivação e cooperação. Os funcionários que possuem essas qualidades são indivíduos confiantes e que se sentem valorizados, pertencidos ao ambiente; isso resulta no seu envolvimento ativo nos objetivos coletivos da equipe.

As organizações têm diversas opções através das quais podem aumentar a autoestima dos seus colaboradores: programas de crescimento pessoal, recompensar realizações e promover uma cultura de trabalho que estimule o desenvolvimento e o valor individual.

Ao introduzir a comunicação não violenta no local de trabalho, permite uma maior abertura à autocompreensão, reconhecendo a autoestima como um elemento vital para relacionamentos saudáveis ​​o que, por sua vez, promove um ambiente de trabalho positivo.

11- De que forma a celebração da autenticidade pode ser incentivada nas empresas para promover um ambiente de trabalho mais diversificado e inclusivo?

A promoção da autenticidade pode ser incentivada através da implementação de políticas e práticas que promovam o diálogo, a inclusão e o pertencimento. Construir um ambiente onde as disparidades individuais sejam reconhecidas e apreciadas – onde as pessoas se sintam seguras para revelar as suas identidades únicas – leva a um ambiente de trabalho mais inclusivo e criativo.

Celebrar a autenticidade do time exigirá do gestor primeiramente uma autoanálise, disponibilidade interna para apreciação do outro, validação dos avanços de cada um de forma individualizada e de práticas que ponderem a motivação entre todos.  

12- Como posso abordar uma conversa difícil com meu chefe sobre um problema que estou enfrentando sem parecer defensivo ou acusador?

Uma primeira sugestão é identificar o problema de forma inequívoca antes do início da discussão; estar consciente dos acontecimentos, sem julgamento.

A Comunicação Não-Violenta (CNV) é uma excelente ferramenta para expressar desconfortos sem coloração subjetiva, fazendo o convite a observação e sentimentos, não sobre avaliações ou estimativas.

Estar pronto para ouvir e manter o fluxo do diálogo aberto será um ótimo começo para o estabelecimento do vínculo a este momento desafiador. É importante para ambas as partes manterem o foco na solução conjunta, compartilhar livremente seus pensamentos, sem hostilidade ou ressentimento.

13- Como abordar a questão da discriminação ou assédio no local de trabalho de maneira segura e eficaz?

A aplicação dos princípios da CNV a estes assuntos promove uma maior consciência, convidando os indivíduos a observar sem preconceitos – e a abster-se de fazer julgamentos.

Abrir caminho para diálogos abertos e assertivos através da expressão de emoções e necessidades, juntamente com códigos éticos que regem o comportamento em ambientes corporativos podem promover maior consciência para abordar questões de discriminação e assédio.

Ambos exigem elementos de cuidado ético relacional, essencial para sustentar um ambiente propício a defender esses valores.

O espaço a seguir é seu para deixar uma mensagem a todos que nos acompanharam até aqui.

Acredito fortemente no poder dos diálogos transformadores para alterar a dinâmica de qualquer espaço de relacionamento, seja ele pessoal ou profissional.

É minha posição fervorosa que cada indivíduo deve ser respeitado pelo seu valor e dignidade, defendendo que estas conversas sirvam de núcleo para espaços onde todos sejam valorizados e apreciados por quem são.

O diálogo é capaz de provocar mudanças positivas, fazendo com que locais de trabalho tenham atmosfera onde cada pessoa é respeitada pelo seu valor e presença. Construir uma organização de sucesso não se trata apenas de focar no desenvolvimento profissional, mas também no bem-estar pessoal.

Valores como justiça, diversidade e colaboração são princípios essenciais para um ambiente saudável, integrativo e próspero, com pessoas engajadas e comprometidas não só com os resultados, mas também com a qualidade das relações interpessoais. 

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Rosangela Mafort

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