Desenvolver-se emocionalmente é um desafio e tanto, sobretudo quando pensamos no mercado corporativo e no ambiente de trabalho em geral. Não apenas em relação aos colaboradores, mas também em relação ao próprio líder.
Fazendo um recorte para a área da medicina, quais ações um médico pode adotar para se desenvolver emocionalmente? Quais os benefícios esse profissional pode usufruir?
As respostas, você confere a seguir, no post de hoje do nosso querido palestrante Dr. Willy França.
Calote do cliente: é possível minimizar esse problema? – Por Dr. Willy França
Desenvolver-se emocionalmente: há uma série de competências que não aprendemos nos bancos da escola médica
Pode reparar: quando o assunto é liderança, sabemos que ela implica na necessidade de se desenvolver uma vasta gama de competências que não aprendemos nos bancos da escola médica.
Habilidades extremamente exigidas e valorizadas no mercado, é verdade. Contudo, ao levarmos o termo para a área médica ou da saúde em geral, ela ainda não encontra eco.
Sabe por qual motivo?
Justamente pelo potencial de mudar o comportamento dos players e exigir mais de médicos e dos gestores de saúde, tanto do estado quanto de operadoras de planos de saúde.
Gestão anacrônica e ineficaz
Toco bastante na “tecla” de que os gestores em saúde estão gerindo os médicos de hoje, formados nos últimos 10-15 anos, da mesma forma de como geriam médicos de 30-40 anos, ou seja, como os da minha geração.
O resultado? Digamos que não é bem-sucedido. Conforme comentei na minha entrevista aqui para o site:
“Veja que não está dando muito certo essa gestão anacrônica e ineficaz. Mesmo formando por volta de 20 mil médicos por ano aqui no Brasil, segundo a Demografia Médica 2020 do CFM e FMUSP, há falta de vários profissionais em todos os níveis de atendimento à saúde, desde as Unidades Básicas de atendimento primário, onde se privilegia a prevenção até especialistas como Pediatras nas Emergências de hospitais e Pronto Atendimentos.”
Formação mais completa implica em desenvolver-se emocionalmente
Seguindo essa linha de raciocínio, certamente as faculdades de Medicina e suas residências médicas deveriam focar na formação de um Médico mais completo.
O que significa isso?
- Um profissional mais humanizado;
- Um médico conhecedor de conteúdos de gestão, marketing;
- Profissionais com melhor conhecimento do nosso próprio Código de Ética Médica.
Essa visão ainda falta no mercado, e acredite: com essa perspectiva, tanto a produtividade quanto a lucratividade, aumentam.
Gosto de citar o trabalho de dois autores americanos, médicos, Stephen Trzeciak e Anthony Mazzarelli. Eles escreveram um livro chamado “Compassionomics: The revolutionary Scientific Evidence That Caring Makes a difference”.
Ambos estudaram o poder da cura quando usamos de compaixão. A manchete do Washington Post em 2018 foi: “Doctors who are kind have healthier patients who heal faster”. Em português: Médicos que são amáveis têm pacientes mais saudáveis e que se curam mais rápido.
“Vejam o que nos espera no mercado. Tudo isso pode se completar com outras competências, como por exemplo as emocionais, onde entra a Temperança, Paciência, Comprometimento e Fidelidade, destacadas com mais detalhes nas 7 REGRAS do Marketing Médico Superior lá no meu livro.”
Inteligência emocional é um componente crucial da liderança
A inteligência emocional é um componente crucial da liderança, isso é um fato. Afinal, a sua capacidade de gerenciar as próprias emoções, bem como reconhecer e influenciar as dos outros, é reconhecidamente um dos indicadores mais fortes de desempenho no local de trabalho.
De acordo com o portal Harvard Business School:
“ Pesquisas mostram que 90 por cento dos profissionais com melhores desempenhos nas empresas, têm a inteligência emocional altamente desenvolvida.”
As habilidades técnicas como a inteligência emocional, devem ser cultivadas pelos líderes que querem ter suas equipes com alto desempenho.
Contudo, há ainda uma outra skill tão relevante quanto. Sabe qual é?
A comunicação merece destaque
Muito valorizada no mercado, a skill da capacidade de se comunicar está relacionada com a inteligência emocional.
Se comunicar não significa, de forma única, o famoso falar bem, mas sim ouvir de forma atenta e sistemática, afinal é uma consulta médica e esta deve seguir a sequência técnica que aprendemos.
Sobretudo quando se envolve questões de saúde, as pessoas estão em busca de um ombro amigo, um porto seguro para aportarem suas angústias e serem cuidadas.
“Por isso, demonstrar atenção e interesse no que nossos pacientes falam é imprescindível para construirmos a empatia necessária para um bom relacionamento médico-paciente. Nós não precisamos falar muito, apenas o necessário para que eles tenham uma boa percepção da nossa atenção.” – Dr. Willy França
E então, o que você pensa sobre o tema? Quais constatações você gostaria de compartilhar?
Faz sentido? Então não deixe de compartilhar o conteúdo com seus contatos. Um grande abraço e até a próxima.
Quero uma palestra com o Dr. Willy França em minha empresa!
